segunda-feira, 20 de maio de 2013

Sentimentos e ciclos economicos

Lembram do refrao da musica "Fui eu", de Jose Augusto:

Sentimento, dói com o tempo
E a solidão não quer parar de machucar
Sentimento, dói com o tempo
Meu coração não quer ninguém no teu lugar.



Ela inspirou os pesquisadores George Angeletos e Jennifer La'O. Enfim, os sentimentos nao soh aumentam a dor no coracao do homem abandonado, como tambem possuem efeito sobre o ciclo economico:

Sentiments
George-Marios Angeletos
MIT and NBER
Jennifer La’O
Chicago Booth and NBER

Abstract:This paper develops a new theory of fluctuations—one that helps accommodate the notions of “animal spirits” and “market psychology” in unique-equilibrium, rational-expectations, macroeconomic models. To this goal, we limit the communication that is embedded in a neoclassical economy by allowing trading to be random and decentralized. We then show that the business cycle may be driven by a certain type of extrinsic shocks which we call sentiments.
These shocks formalize shifts in expectations of economic activity without shifts in the underlying preferences and technologies; they are akin to sunspots, but operate in unique-equilibrium models. We further show how communication may help propagate these shocks in a way that
resembles the spread of fads and rumors and that gives rise to boom-and-bust phenomena. We
finally illustrate the quantitative potential of our insights within a variant of the RBC model.


Versao Publicada na Economterica AQUI.

domingo, 19 de maio de 2013

O Brasil progressista

Dias atrás, o Adolfo Sachsida expressou sua preocupação com uma eventual adoção de cotas para pesquisadores no CNPq.
A razão para isso foi a obrigatoriedade do preenchimento do campo "raça" no curriculum Lattes.

Infelizmente, isso é factível, uma vez que o CNPq já adota um sistema de cotas. Basta olhar os editais, em especial, o Universal, onde:

Uma parcela mínima de 30% do total de recursos será destina para projetos de pesquisadores vinculados a instituições sediadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, incentivando a expansão e a consolidação do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.

A razão para isso é a disparidade dos pesquisadores dessas regiões em relação ao Sul e Sudeste ... blá, blá, blá...
Ou seja, embora possa nao ser regra, esse sistema nao exclui a possibilidade do Conselho financiar uma pesquisa que leva do nada a lugar nenhum, só porque o individuo ensina no Norte/Nordeste/Centro-Oeste. Coitados de nós que necessitamos disso, coitados de nós que financiamos isso.

Contudo, isso nao é o mais grave! Que tal um indivíduo que há anos escreve panfletos políticos, tais como:

Lula e Bush: um alegre faz de conta;
La cara del gobierno Lula;
Pós-Lulismo. Pensando um Outro Brasil;
A Esquerda e o Governo Lula. Pensando um Outro Brasil;
A Direita e o governo Lula;
Dilma as Lula's Successor: The First 100 Days;
Quién le tiene miedo a Lula y a Hugo Chávez;
A Era Chaves - História: a Venezuela antes e depois do surgimento da figura política e da liderança de seu atual presidente.

(Vou parar pois estou enjoado)

Em revistas cientificas de renome como: Carta Capital na Escola, Caros Amigos, Casa de las Américas, Revista Tempo do Mundo, Le Monde Diplomatique (e por aí vai...), conseguir se tornar BOLSISTA DE PRODUTIVIDADE NIVEL 1B?

Pois é, nao é só no twitter que o professor Emir Sader promove seu pensamento progressista. (link do curriculo Lattes AQUI.)







quinta-feira, 2 de maio de 2013

... same chance...

Uma discussao relevante levantada pelo professor John Whitehead.

'Everyone Has the Same Chance at the AER, Right?'

Note que ela vai alem do fato de encontrarmos ou nao erros em artigos cientificos.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Salami science

Me identifiquei, plenamente, com a reportagem. Nao com a reportagem em si, e sim com a repercussão dentro dos departamentos. (Link AQUI)

Tenho um punhado de artigos, mas nada relevante. Talvez uma ou duas citações internacionais, mas nenhuma que mereça destaque e, com certeza, uma serie de rejeições em journals de melhor qualidade. Contudo, a reportagem passa uma visão errônea, no meu entendimento: a existência de produtivistas (grandes pontuadores no qualis da CAPES) e dos menos produtivos, mas que estão buscando algo mais profundo e relevante.

Se olharmos para trás, veremos que o Brasil nunca foi um celeiro de grandes pesquisadores (talvez um celeiro de outras coisas). A politica da CAPES sinalizou o caminho: a produção. Houve uma massificação da produção (a maioria sem relevância), mas, pelos menos identificaram-se os tipos: os que querem produzir, e os que não querem. O passo seguinte é, a partir dessa massificação, separar os que tem talento para continuar, e os que não têm.

É evidente que estou sendo otimista em imaginar que a CAPES possui um política de médio e longo prazos. Acredito que não a tem. Mas, assim como parcela dos pesquisadores brasileiros optou pela pesquisa, sem quase nenhum retorno monetário (em especial nas Universidades Públicas), muitos, por decisão individual, optarão pela mudança de patamar da sua pesquisa.

Dito isso, retorno ao ponto inicial do post: existe mesmo uma classe de pesquisadores que sofre discriminação por não pontuar, mas estão envolvidos em grandes pesquisas? Talvez em contribuições para a fronteira da ciência econômica? Citem o nome de um deles, por favor.

O que existe é gente que pesquisa e gente que não pesquisa. A maioria do primeiro grupo produz fatias de salame. Parte deles mudarão de patamar, uma pequena parte, acredito. Em resumo, o que quero enfatizar é que aquele professor que não pontua no qualis nao esta fazendo uma grande pesquisa, ele continua a não fazer nada.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Pergunta

A frase que inicia o paper do Andrew Rose, “Do We Really Know that the WTO increases Trade?”,
American Economic Review, 2004:

Economists disagree about a lot, but not everything. Almost all of us think that
international trade should be free.


pode ser aplicada na academia brasileira?



Meu website

Cliquem AQUI

terça-feira, 5 de março de 2013

1º Encontro do NEES

O Nucleo de Estudos em Economia Social (NESS), promovera' um encontro no dia 21/03.

PROGRAMAÇÃO DO 1º SEMINÁRIO DO NEES:

DIA 21/03

10:00 ABERTURA:

Apresentação do Grupo


10:30 PALESTRA DE ABERTURA: Crescimento e Envelhecimento Populacional Brasileiro: Menos Trabalhadores e Trabalhadores Mais Produtivos?
Professor: Dr. Paulo de Andrade Jacinto PUC/RS
Doutor em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul/UFRGS

12:00 Intervalo para almoço (livre)

14:00 APRESENTAÇÃO DOS PAPERS:

Seção 01: Coordenador: Italo Fittipaldi (PPCP/UFPE e Depto de Ciências Sociais da UFPB)

PAPER 01: 'Aos Vencedores as Batatas': um Estudo sobre os Determinantes da Desigualdade Injusta Brasileira, 1995 e 2009.
Autores: Ana Claúdia Annegues da Silva (PPGE/UFPB)
Wallace Patrick Santos de Farias Souza (PPGE/UFPB)

PAPER 02: Uma Proposta para Mensuração dos Índices de Desigualdades de Oportunidades Municipais.
Autores: Danyella Juliana Martins de Brito
Marcus Vinicíus Amaral Silva

PAPER 03: Igualdade de Oportunidades: Analisando o Papel das Circunstâncias no Desempenho do ENEM.
Autores: Fernanda Leite Santana (PPGE/UFPB)
Lauro César Bezerra Nogueira (PPGE/UFPB)

15:30 APRESENTAÇÃO DOS PAPERS:
Seção 02: Coordenador: Alysson André Oliveira Cabral (Depto de Economia/UFPB)

PAPER 04: Justiça e Redistribuição: Esforço, Circunstância e Espectro Político.
Autores: Herbert de Oliveira Rêgo (Depto de Contabilidade e Finanças/UFPB)
Italo Fittipaldi (PPCP/UFPE e Depto de Ciências Sociais da UFPB)

PAPER 05: Equalizar os Níveis de Educação ou os Diferencias Salariais de Gênero? Uma Análise Contrafactual com os Dados Paraibanos.
Autores: Lucas Cândido Domingos (Graduação em Economia/UFPB)
Laís Medeiros de Sousa (Graduação em Economia/UFPB)

PAPER 06: Pobrezas Monetária e Multidimensionalnos Meios Rural e Urbano Nordestinos
Autor: Etevaldo Almeida Silva (Depto de Economia/UERN)

17:00 PALESTRAS:

17:00 Oferta Educacional e Background Familiar
Autora: Fernanda Leite Santana (PPGE/UFPB)

17:30 Pobreza Antropométrica no Brasil
Autora: Gabriela Bezerra de Medeiros (PPGE/UFRGS)


19:30 PALESTRA: “Econometria: Avaliação de Políticas Públicas e Aplicações”
Professor: Dr. Breno Sampaio PIMES/UFPE
PhD em Economia pela Universidade de Illinois - Urbana-Champaign, EUA

20:30 Apresentação do Boletim Econômico Social
Lauro César Bezerra Nogueira (PPGE/UFPB)
Herbert Vinícius Gaspar (PPGE/UFPB)