terça-feira, 30 de outubro de 2007

The Stone Roses.

The Stone Roses é uma das minhas bandas preferidas. Este grupo surgiu em Manchester UK na segunda metade da década de 1980. Seu disco de estréia, The Stone Roses (1989), é considerado, por muitos, como um dos melhores álbuns desta década. Minha música preferida é "So young" lançada em um single em 1985. Vasculhando o youtube, encontrei poucos videos com qualidades de imagem e som. Mas este aí vale a pena conferir, prestem atenção no jeito "jogado" da banda:

domingo, 28 de outubro de 2007

Aborto e Violência

O S. Levitt já havia destacado: a legalização do aborto teve um efeito deletério sobre a violência dos EUA. Agora Samuel Pêssoa promove a discussão no Brasil. Vale a pena conferir. Vejam o que Pêssoa falou, cliquem aqui.

Vi no CGDD


Vi um post no CGDD e adorei a música (People Take Pictures Of Each Other, The Kinks). Então, fui no YouTube e descobri este video



Espero que gostem.

Cinema em casa.

Um domingo dedicado ao cinema. Assisti dois bons filmes. À tarde vi “O poderoso chefão III” e assim fechei a trilogia. Entretanto, acabo de assistir um longa palestino chamado “Paradise now”. Muito bom, recomendo!

sábado, 27 de outubro de 2007

Mobilidade e desigualdade de renda.

Estou começando a enveredar em uma discussão sobre desigualdade de renda e igualdade de oportunidades. De acordo com esta literatura, baseada em princípios de teoria da justiça, a desigualdade só seria um problema se dois indivíduos tivessem conjuntos de oportunidades diferenciados. Ou seja, se partiram de uma dotação inicial diferente. Neste contexto, a mobilidade intergeracional (ou seja, o efeito familiar. Exemplo: o quanto da renda do pai é transmitida para o filho) toma lugar de destaque, pois ela denota O ESFORÇO INDIVIDUAL. Exemplifico novamente: se o pai é pobre e o filho consegue migrar para os estratos superiores de renda, isso indica que o filho se esforçou, pois mesmo partindo de uma dotação baixa, conseguiu subir na vida (vide o filme “À procura da felicidade”).

Entretanto, esta literatura pode trazer conclusões “perigosas”, do tipo: temos que colocar todas as pessoas no mesmo patamar, pois a desigualdade de oportunidades gera mal-estar social. Aí teríamos argumentos em favor de cotas, bolsas família e similares. Estou lendo, mas com muito cuidado. Em breve vou lançar alguns resultados para a economia brasileira. Em suma, nós, eu e o Flávio Ziegelmann, estamos usando estatística não-paramétrica e a metodologia de obtenção das rendas de pais e filhos contida em Sérgio Ferreira & Fernando Veloso (2006). Intergeneracional mobility of wages in Brazil. Brazilian Review of Econometrics, v. 26, n. 2, 2006. Inclusive, a atenção deles com relação às nossas dúvidas é uma coisa bem louvável. Lembrando: este artigo ganhou o prêmio Adriano Romariz Duarte da BRE em 2006.

Aproveitando o embalo, eu e os professores Jorge Mariano e Luciano Sampaio, estamos elaborando um estudo sobre mobilidade rural no Nordeste. Resultados em breve.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007



Esta semana começei a escutar uns discos antigos. Entre eles se destacou o "A Little Help From My Friends - 1969" do Joe Cocker. Gosto da performance do velho Joe no palco, ele se contorce feito um louco quando canta. Tenho o DVD da turnê norte-americana. Para finalizar, deixo um video da música que dá o nome ao disco (todos sabemos que ela é dos Beatles). Esta apresentação na Woodstock se tornou clássica. Quem não lembra do tema de "Anos Incríveis"?


A ABNT e o desmatamento.

Venho fazer uma denuncia: a ABNT e os cursos de biblioteconomia são os responsáveis pelo desmatamento e, conseqüentemente, pela degradação do meio-ambiente. Explico, minha tese tinha cerca de 70 páginas. Eram três ensaios, divididos como papers independentes, porém interligados. A Elaine Gonçalves, bibliotecária de UFRGS, colocou a mão e pronto, transformou meu trabalho em uma coisa monstruosa. O tal de 2 espaços de 1,5 pra lá e folhas disso e daquilo acrescentaram mais umas 20 páginas. Logo, teremos que derrubar mais árvores para imprimir uma quantidade maior de texto. Conclusão: a ABNT é culpada pelo desmatamento e ponto final.

Na verdade fico extremamente aborrecido com essas coisas. Perdi muito tempo para colocar tudo nas normas. Por isso peço ao Al Gore que faça algo por mim...

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Cidadão Kane.

Assisti “Cidadão Kane” no domingo (Citizen Kane, Orson Welles, 1941). Acredito que para se ter noção da importância deste filme, devemos nos transportar para a década de quarenta, pois o roteiro, a maquiagem e os demais aspectos técnicos não impressionam, dada a nossa contaminação pelo cinema moderno. Porém, tudo foi inovador para a época. Não tenho conhecimento sobre aspectos técnicos, neste ponto o Cristiano é o mestre.

No geral, gostei do que vi. Um clássico. Um diretor (ator) corajoso. Uma história que vale a pena ser estudada. Falo não só da história contada no filme, mas tudo que a cercou. Parece-me que o Orson Welles, buscando retratar um grande magnata da época, acabou escrevendo sua própria biografia. Ascensão e decadência. Tudo bem, o contexto é bem diferente, mas a trajetória é a mesma.

sábado, 20 de outubro de 2007

Igor Stravinsky - Poética Musical

Em 1939 o compositor russo Igor Stravinsky foi convidado pela Universidade de Harvard nos Estados Unidos para ministrar um curso na série de conferências Eliot Norton, quando listou e discutiu seis lições que posteriormente foram publicadas com o título Poética Musical. Transcrevo a seguir um trecho da primeira conferência de Stravinsky, como uma forma de resumir a relação ideal entre alunos e professor:

“Até o momento tenho me apresentado apenas em palcos de concertos e salas de espetáculo para aglomerações de pessoas que chamamos de público. Mas nunca, até hoje, me dirigi a uma platéia de estudantes. Como estudantes, certamente desejosos de adquirir informação sólida sobre assuntos que lhe são apresentados, vocês não ficaram surpresos se eu os advertir que a matéria aqui discutida é séria – mais séria do que usualmente se admite. Espero que não se assustem com sua densidade, com sua gravidade específica. Não tenho a intenção de ser drástico ... mas é difícil falar de música caso se leve em conta apenas a realidade material; e me sentiria traindo a música se dela fizesse o objeto de uma dissertação composta apressadamente, salpicada de anedotas e digressões amáveis. Não esquecerei que estou ocupando uma cadeira de poética. E não é segredo para nenhum de vocês que o significado de exato de poética é o estudo de uma obra a ser feita. O verbo poein, do qual a palavra deriva, significa exatamente fazer ou fabricar. A poética dos filósofos clássicos não consiste de dissertações líricas sobre o talento natural e sobre a essência da beleza. Para eles, a palavra techné abrangia tanto as belas-artes como as coisas práticas, e aplicava-se ao conhecimento e ao estudo de regras corretas e inevitáveis de um determinado métier. Eis porque a Poética de Aristótales muitas vezes sugere idéias referentes ao trabalho pessoal, à organização do material à estrutura. A poética da música – é justamente sobre isso que vou falar para vocês; isto é, falarei sobre o fazer no campo da música. É o bastante para dizer que não usarei a música como pretexto para agradáveis devaneios. Quanto a mim, tenho plena consciência da responsabilidade que me incumbe para deixar de levar a sério minha tarefa. Assim, dou grande valor à oportunidade de estar falando para vocês, que estão aqui para estudar e receber tudo o que eu for capaz de oferecer, por outro lado espero que aproveitem a oportunidade de serem testemunhas de uma série de confissões musicais".

Ver Stravinsky, Igor. (1996). A poética musical.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

ANGE II

Ontem realizei minha exposição sobre como deve ser o ensino dos métodos quantitativos em economia. Como era de se esperar, não agradei ao público, à exceção do vice-coordenador da USP e de alguns colegas e alunos. O presidente da ANGE e alguns professores da Unicamp foram de encontro às minhas idéias.

Um professor do Piauí chegou a afirmar que não precisamos de matemática para sermos economistas e que estudar quatro disciplinas de matemática de forma obrigatória seria “perda de tempo”. O presidente da ANGE disse que era falaciosa a minha argumentação de que os economistas não ocupam cargos na iniciativa privada devido à sua baixa capacidade instrumental. “Pois, os economistas DA MINHA ÉPOCA, não têm a carga matemática dos economistas de hoje, mas estão todos empregados”. Pensei: bons tempos àqueles.

Para estes professores o ensino está muito bom! O ranking da CAPES é falacioso e saber derivar já é o bastante.

Pois bem, o resumo é que ouvi muita bobagem nestes três dias. Alguns relataram que o seu curso de economia possui 3 macroeconomias, onde se estuda Keynes, Kalecki e ciclos (não os ciclos reais). Vi historiadores econômicos revoltados com a exclusão de sua disciplina em “um grande curso de São Paulo” (Seria o IBMEC?). A coisa está bem difícil.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

ANGE I

Ontem assisti um debate estimulante na ANGE. Na mesa redonda entre o professor Lineu Maffezoli e um representante do COFECON, um fato foi consolidado: “o modelo neoclássico implementado no Brasil, nos últimos anos, é o culpado para a baixa empregabilidade dos profissionais de economia”. Solução: “resistir e mudar o sistema”.

Lembrei-me de um professor meu que disse: quando um problema é grande demais, deixa de ser um problema. Levantei-me e fui embora. Hoje vou discutir o ensino de métodos quantitativos e, dado que a palavra é minha, tenho a liberdade para falar o que eu quiser. Será emocionante.

domingo, 14 de outubro de 2007

Malvados.


Os Malvados ajudando a levantar o astral do pessoal da "blogosfera".

Fonte: http://www.malvados.com.br/.

sábado, 13 de outubro de 2007

Tropa de Elite.

O Shikida já havia alertado, o filme “Tropa de Elite” é dicotômico. Nele, ou você é bandido ou mocinho, não há meio termo. Acabei de confirmar empiricamente e gostei do que vi. O filme dá um tapa na cara dos partidários da consciência social. Na verdade, em um país onde o “jeitinho” é tolerado, devemos ter idéia de onde tudo vai estourar.

Pérola da Unicamp

Esta eu vi no De Gustibus, mais uma pérola do IE da Unicamp: aumente o salário mínimo e reduza pobreza e o desemprego (clique aqui).
Trabalhadores do campo e da cidade, vamos à luta.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

ABNT

Recebi ontem a cópia da tese “corrigida” pela biblioteca da UFRGS. Nunca vi folhas tão rabiscadas em toda a minha vida. Nem mesmo a banca encontrou tantos erros no meu texto. É um tal de 2 espaços pra lá, quatro centímetros pra cá... Pior, elas acham que todos usam “Word” para digitar seus textos. Confesso, terei um trabalho do cão para colocar essa coisa toda nas normas.
Viva à ABNT e à sua contribuição para o desenvolvimento da ciência.

Avaliação da CAPES

A CAPES divulgou o resultado da avaliação trienal dos cursos de pós-graduação no país. A grande surpresa foi a “queda” da EPGE-FGV/Rio.

http://www.capes.gov.br/servicos/salaimprensa/noticias/noticia_0819.html

Com isso houve um aumento de centros com nota 6.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Ensino de economia.

Em uma postagem recente alertei para a urgência de se reformular o ensino nas graduações em economia. Pois bem, a oportunidade surgiu. Fui convidado para coordenar a mesa de métodos quantitativos no Encontro da ANGE em Natal (http://sol.ccsa.ufrn.br/ccsa/ange2007/index-apresenta.html).

O objetivo é discutir o ensino destes métodos em economia. Já tenho uma idéia sobre os problemas que abordarei, mas espero por sugestões.