sexta-feira, 19 de outubro de 2007

ANGE II

Ontem realizei minha exposição sobre como deve ser o ensino dos métodos quantitativos em economia. Como era de se esperar, não agradei ao público, à exceção do vice-coordenador da USP e de alguns colegas e alunos. O presidente da ANGE e alguns professores da Unicamp foram de encontro às minhas idéias.

Um professor do Piauí chegou a afirmar que não precisamos de matemática para sermos economistas e que estudar quatro disciplinas de matemática de forma obrigatória seria “perda de tempo”. O presidente da ANGE disse que era falaciosa a minha argumentação de que os economistas não ocupam cargos na iniciativa privada devido à sua baixa capacidade instrumental. “Pois, os economistas DA MINHA ÉPOCA, não têm a carga matemática dos economistas de hoje, mas estão todos empregados”. Pensei: bons tempos àqueles.

Para estes professores o ensino está muito bom! O ranking da CAPES é falacioso e saber derivar já é o bastante.

Pois bem, o resumo é que ouvi muita bobagem nestes três dias. Alguns relataram que o seu curso de economia possui 3 macroeconomias, onde se estuda Keynes, Kalecki e ciclos (não os ciclos reais). Vi historiadores econômicos revoltados com a exclusão de sua disciplina em “um grande curso de São Paulo” (Seria o IBMEC?). A coisa está bem difícil.

4 comentários:

Chanis disse...

Santo Cristo! Esse que usou a desculpa MINHA ÉPOCA é um total retardado. Na boa, na minha época, o Renato Aragão era engraçado. Hoje, ele é chato. Nove anos depois que me formei em economia e sete que deixei a ciência (eu não deixei por falta de emprego; pelo contrário, sai porque preferi outra profissão para a minha vida), o papo continua o mesmo e ciència que é bom, quase ninguém produz.

Márcio Laurini disse...

Apenas para esclarecer - No Ibmec são dadas 4 disciplinas obrigatórias de História e mais duas ou 3 eletivas.

Leonardo Monasterio disse...

Parabéns, Erik pelo sacrifício de tentar falar com essa gente. Mas acho mesmo que essa tchurma que toma conta das ange+corecons não tem salvaçao.
Abracos,
Leo.

ph disse...

Por isso é que desisti de fazer economia e optei por sistemas de informação. O curso de economia da UFSC é dominado por esta gente. Excesso de economia marxista e falta de micro, macro e econometria. Não tenho mais idade para ser ideologizado. Dos cinco anos de um curso de economia como o da UFSC, pelo menos a metade é de disciplinas plenamente dispensáveis - bullshit.