terça-feira, 27 de novembro de 2007

Palmas.

Estou indo para Palmas agora de madrugada. Lá, ministrarei um mini-curso e participarei de uma banca. Retorno no sábado.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Nota política.

Sabe qual a semelhança entre os casos da cadeia unisex do Pará e a queda da arquibancada da Fonte Nova na Bahia? Os respectivos governadores destes estados, Ana Júlia (PT) e Jaques Wagner (PT), culparam as administrações passadas. É a escola de governo do PT.

Elon Lajes Lima e a educação.

Lembram da discussão sobre educação? Pois bem, o Elon Lajes Lima fala sobre isso. Baixem o video aqui.

domingo, 25 de novembro de 2007

Palestra de Aloísio Araújo sobre Nash no IMPA.

O Aloísio apresenta um excelente seminário sobre a contribuição de Nash para a teoria dos jogos. Baixem aqui. Agradeço ao Cleiton Roberto pelo link.

Matéria sobre o livro de ditados populares.

Cliquem aqui.

Para os alunos: como se faz um relatório.

Os créditos da divulgação deste documento devem ser atribuídos ao matizes escondidos e ao De Gustibus. Coloco o link aqui, para que meus alunos possam ver como se elabora um relatório e o que eles precisam saber para tanto.

Cleópatra, de Júlio Bressane.

O filme deve ser horrível, o público vaiou, chamou de perturbador, difícil... mas o que mais me chamou a atenção foi o seguinte comentário: não deveria ter sido feito com dinheiro público. Matou a pau o cidadão. (cliquem aqui).

sábado, 24 de novembro de 2007

Ainda sobre a Educação.


Recentemente, Adolfo Sachsida dissertou sobre a qualidade do ensino no Brasil. Aproveitando a “deixa” o Márcio Laurini complementou a discussão com argumentos muito interessantes. Ao ler estes tópicos, recordei do prefácio de um livro de Carl Sagan: “O mundo assombrado pelos demônios: a ciência vista como uma vela no escuro”. Nele, Sagan recorda de dois acontecimentos de sua infância em 1939. A lição destes ocorridos foi: os seus pais, embora não fossem cientistas, despertaram nele o ceticismo e a admiração, dois elementos centrais para o método científico.

Anos depois, na Universidade de Chicago, Sagan foi aluno de Enrico Fermi, Subrahmanyan Chandrasekhar, Harold Urey e Robert Hutchins. Este último, por exemplo, considerava um absurdo um físico não conhecer Platão, Aristóteles, Bach, Shakespeare e Freud, entre outros. O autor relata com entusiasmo as experiências das aulas iniciais em Chicago. Porém, não obstante a importância destes mestres para a sua formação, ele considerava que as maiores lições de ciência foram ministradas por seus pais, em sua casa, no remoto ano de 1939.

É importante ter em mente tal experiência, principalmente em uma época em que alguns membros do meio acadêmico buscam impor o título de “professor” na marra.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

The Kinks



A trilha sonora da semana é The Kinks, "Schoolboys in disgrace, 1975". Destaco três músicas: The hard way, Schooldays e The first time we fall in love. Descobri o Kinks a partir do blog do Cristiano, desde então venho vasculhando as músicas da banda.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Absurdo no IPEA.

Laurini, concordo contigo: um horor! Essa foi a coisa mais absurda que já vi na vida, aprendam: "Sic-sú, professor Sicsú". Querem ficar horrorizados também? Cliquem aqui.

Livro de ditados populares.

Livro de ditados populares, versão revisada e ampliada (cliquem aqui para download).

domingo, 18 de novembro de 2007

Nosso Mundo.

É engraçado como os heterodoxos, em especial, os pós-keynesianos elaboram suas críticas à teoria ortodoxa. Freqüentemente eles a classificam de abstrata e não condizente com a realidade. Entretanto, uma construção teórica não necessita de uma total correspondência com a “realidade”, certo? Pois bem, vou citar uma incoerência pós-keynesiana, praticada pelo professor Gilberto Tadeu de Lima:

Mesmo reconhecendo que qualquer formulação teórica não é um retrato fiel da realidade, os pós-keynesianos rejeitam os modelos de equilíbrio geral por estes abstraírem os aspectos que primordialmente caracterizam as economias do mundo real, a saber, a irreversibilidade do tempo histórico, a inexorável incerteza que cerca o futuro e, em função disso, o estratégico papel desempenhado pela moeda.”

No entanto, mais à frente (Lima, 1992, p. 107) o autor esqueceu da observação de que “qualquer formulação teórica não é um retrato fiel da realidade”, e, ao conceituar a economia monetária, afirmou:

Em um mundo – nosso mundo– onde a incerteza que recobre o devir é algo inescapável, a moeda assume um papel essencial no processo capitalista de tomada de decisão, funcionando como a defesa mais segura contra as conseqüências negativas associadas à irreversibilidade do tempo histórico” (Grifo meu).

Como vêem, a coerência nem sempre está presente nestes estudos.

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LIMA, Gilberto Tadeu de. Em busca do tempo perdido: a recuperação pós-keynesiana da economia do emprego de Keynes. Rio de Janeiro: BNDES, 1992.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Você só pode estar brincando, senhor Pochmann.

O Richard Feynman que me perdoe por parodiar o título de um livro seu. Para quem não sabe, o Feynman foi um dos maiores gênios que a terra conheceu. Um físico notável. Entretanto, este ensaio não tem nada a ver com genialidade e sim com o seu inverso, ou seja, a ignorância. Logo, tenho que apresentar o outro personagem: o senhor Marcio Pochmann. Ele é o atual presidente do IPEA (instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Ele nos “prestigiou” com sua presença no Encontro da ANGE de Natal, recentemente. Porém, devo alertar que ele não fez NADA relacionado à pesquisa para ocupar um cargo de tamanha responsabilidade. Então por que ele está no IPEA? Respondo, o senhor Pochmann tem um bom trânsito com a PT (Partido dos Trabalhadores).

Vou resumir a carreira “acadêmica” do senhor Pochmann: graduação em economia da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), mestrado e doutorado na UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas). O senhor Pochmann, presidente do maior órgão de pesquisa do país, não possui NENHUMA publicação em periódicos de nível A no país (me refiro apenas aos periódicos nacionais, os internacionais nem se fala, para detalhes vejam a plataforma Lattes do CNPq). A esta altura todos devem estar perguntando, por que tanto “ódio” do senhor Pochmann? Explico: o senhor Pochmann está afastando os grandes pesquisadores do IPEA, pesquisadores do nível de Ricardo Paes de Barros, Fabio Giambiagi, Otávio Tourinho, Gervásio Rezende e Regis Bonelli. Porquê? Porque eles discordam da política de aumento de gastos do governo Lula. Ou seja, uma decisão política interferindo em um órgão de pesquisa.

Não me contenho, vasculhando a internet vi a grande pesquisa do senhor Pochmann. Ela se encontra no site da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), com o título: Brasil: o segundo país com mais desemprego no mundo. A grande pérola da pesquisa, que têm tantas que fico confuso, é essa:

“Em 20 anos, o Brasil pulou da nona para a segunda posição entre os países com maior quantidade de desempregados no mundo, ficando atrás apenas da Índia.” (Grifo meu).

Senhor Pochmann, você analisou o número de desempregados? O senhor é um fanfarrão, Senhor Pochmann! (peguei esta do “Tropa de Elite”). Não acabe com a pesquisa, já tão surrada no Brasil, senhor Pochmann. Você só pode estar brincando, Senhor Pochmann.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Desmando.

O De Gustibus já havia denunciado: o IPEA está mandando embora seus melhores pesquisadores. Motivo: eles discordam da política de aumento de gastos do governo. Para quem não sabe, o IPEA é presidido, atualmente, pelo economista Marcio Pochmann. Eu, respeitosamente, sempre o classifiquei de PICARETA. Fiquei feliz em ver que não sou o único a pensar assim (cliquem aqui)

É muito triste observar o que estão fazendo com o país em nome da perpetuação do poder.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Elements of Crime

Estou "descobrindo" esta banda alemã. Até agora gostei do que vi:

Conceito de Democracia

Prometi a mim mesmo não falar de política neste blog, muito menos do Presidente Molusco, mas diante de seu conceito de democracia, vejam aqui.

Um leitor anônimo resume o meu pensamento:

"Os brasileiros que trabalham honestamente, que pagam altos impostos, que nao vivem de Mensalao, que nao levam Dolares na cueca e muito menos vivem de alguma "boquinha" governamental/sindical, tem VERGONHA de ter um Presidente como o Lula."

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Semana de Matemática

Tenho dois bons amigos no Departamento de Matemática da UFRN, o Fagner e o André Gustavo. O Fagner está organizando a Semana de Matemática e me convidou para palestrar sobre algo. Dada esta liberdade, resolvi falar sobre as bases matemáticas da microeconomia e suas aplicações: crime, relações pessoais e até matrimônio. Lógico que o Gary Becker esteve presente (risos).

O interessante é que os estudantes de matemática acharam tudo aquilo maravilhoso. Modelar o comportamento humano? Que bacana!

Quem dera eu tivesse alunos assim na economia.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Pixies

João Pessoa, início dos anos 2000. Calor forte e incerteza quanto ao futuro. Neste contexto, uma das minhas diversões prediletas era escutar o Pixies, direto. Esta é a minha preferida:

Barry Lyndon by Cristiano Gomes

O Cristiano comenta a parte técnica do filme Barry Lyndon (Kubrick, 1974):

"Barry Lyndon é um grande avanço tecnológico. A cena em que o pessoal se reúne a luz de velas não usou luz artificial. O filme todo é feito com iluminação natural. Kubrick só usou rebatedores em algumas passagens. O resultado é o que vemos na tela. Entretanto, é na cena da luz de velas onde o avanço é notado. Ela demandou a construção de uma câmera própria e a lente é a mesma que a NASA usa para fotografar do espaço. Também existe a questão de composição que o Kubrick faz em Zoom que é loucura. Serve para demonstrar que vemos uma pintura e que a narrativa arrancará algo dela. Todo filme é montado neste principio impossível de executar salvo se há domínio técnico por completo.

O que mais impressiona é que a produção usou película de 35 mm para as belas imagens. Seria relativamente mais fácil, mas não menos trabalhoso, se eles tivessem filmado em 70mm. O único filme que se assemelha a Barry Lyndon na qualidade da fotografia – uma fita antológica chamada Dias do Paraíso – foi fotografado em tal processo. Completo o raciocínio dizendo que ambos os filmes consumiram dois anos de filmagens e isto demonstra a dificuldade da captação das imagens. Filmar ao entardecer sem luz artificial é trabalho para poucos. Lembre-se: o processo é película e não digital.

Logo, não há controle total do que fotografamos e a palheta de cores é bem diferente. Se você olhar nas fotos de meu orkut, existe um exemplo claro do que digo. Agora, se você quiser acompanhar como é a evolução da fotografia digital, veja Miami Vice: tecnicamente, um avanço monstruoso dado a qualidade de imagem. Entretanto, sempre preferirei – embora o custo seja muito superior e a captação mais difícil – a fotografia analógica: os motivos são exatamente Barry Lyndon e Dias do Paraíso."

As fotos que o Cristiano se refere estão logo abaixo. A primeira é digital, a segunda película:



domingo, 11 de novembro de 2007

Quem tem medo do liberalismo?

“Atirou em quem viu, acertou em quem não viu” o Claudio Shikida dá um show ao explicar este ditado. Em suma, ele mostra as distorções causadas pela intervenção estatal. Não me seguro, recomendo a leitura do livro: “Em terra de cego quem tem um olho é rei: usando a teoria econômica para explicar os ditados populares”. Sou cabotino, pelo menos neste momento, tenho um capítulo nele, o menos interessante, mas tenho.

Proteção à indústria infante? Isso é bom? Shikida diz que não e eu concordo com ele. Está na hora de debatermos o papel do estado na economia de uma forma séria, ou seja, sem à presença do senso comum. Os ingênuos estruturalistas achavam que se fechando para o mundo o país cresceria. Se fechando em uma estratégia de incentivo a indústria intensiva em mão-de-obra qualificada? Que maravilha! Mas o Brasil é intensivo em que mesmo? Daniel Lafetá disse que era em trabalho não-qualificado e ganhou o prêmio BNDES com isso. Vejamos, se o Brasil é intensivo em trabalho não-qualificado e os estruturalistas privilegiam o trabalho qualificado o que isso gera? Já sei: DESIGUALDADE! Anne Krueger estava certa!

Outro grande desvendador de mistérios é o Samuel Pessôa, ele lançou o paper: Por que o Brasil não Precisa de Política Industrial? E o bacana é que ele mostra as razões. Vejam aqui:

http://epge.fgv.br/portal/arquivo/2191.pdf

Recentemente em seu blog, o Gary Becker discute o papel da liberação comercial (vulgo globalização) na melhoria da distribuição de renda mundial. Becker, nós já discutimos isso para o Brasil e o fato é: a renda melhorou e muito com a abertura.

Por fim, a mensagem, nada subliminar, PRECISAMOS DE LIBERALISMO. Neste aspecto aproveito para divulgar o encontro liberal a ser realizado em Brasília nos dias 01 e 02 de dezembro. Mais informações no Blog do Adolfo Sachsida:

http://bdadolfo.blogspot.com/

Evoé Adolfo.
Adoro a camaleão do Rock e essa é a minha preferida



Viva Bowie....

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Comentários sobre o livro dos ditados.

O Ronald Hillbrecht, gostou do livro:


"Sempre achei que houvesse um problema nas faculdades de economia: ou se ensina teorias pterodoxas (gostei do neologismo) ou se abusa da linguagem matemática sem se preocupar com o significado econômico das teorias. Enfim, parece faltar aquilo que Ronald Coase denunciava: uma pitada de realidade (aplicação empírica) nas teorias….Mas esses dois e-books começam a preencher o vácuo existente e revelar o potencial explicativo da teoria econômica convencional, usando casos do cotidiano. Como economia é a ciência do comportamento humano racional, projetos como esses estão fadados ao sucesso.Analyse this: Apenas como sugestão de reflexão usando os métodos de economia, é uma frase que vi pichada no viaduto da João Pessoa, perto da FCE-UFRGS: “Riqueza gera miséria”. Tem muita gente que acredita nisso, incluindo doutores em sociologia formados na França!
Esse pode iniciar uma nova série sobre crendices populares (ou uma atualização do Febeapá, com conteúdo teórico).Parabéns pela iniciativa!" - Ronald Hillbrecht.

Fonte: De Gustibus

Coordenação de área da CAPES.

A Sociedade Brasileira de Econometria indicará os seguintes nomes para a coordenação de área da CAPES:

* Naercio Aquino Menezes Filho
* Emerson Luís Lemos Marinho
* João Victor Issler

Sem dúvidas bons nomes. Espero que a CAPES acate estes nomes e que critérios de eficiência sejam implementados, doa a quem doer.

A Clockwork Orange by Cristiano Gomes.

Recentemente o Cristiano Gomes me deu uma aula de cinema ao comentar o filme “Laranja Mecânica” do Stanley Kubrick (A Clockwork Orange, 1971). Sinto-me na obrigação de dividir este conhecimento com os leitores deste blog. A primeira pergunta que fiz foi relacionada à qualidade da fotografia, eis a resposta:

“As imagens são boas porque antes de tudo, Stanley Kubrick foi um dos maiores fotógrafos que o mundo já conheceu. O cara já era um dos grandes fotógrafos mundiais quando tinha 17 anos. Ele sabia iluminar e sempre modificava as câmeras para filmar. O ápice é o filme posterior a Laranja chamado Barry Lyndon. No caso de Laranja Mecânica, ele usou, pasme, uma Arrifelx 35mm da segunda guerra com grande angular. Também filmou muito nas chamadas horas mágicas: por do sol e amanhecer. É um processo difícil e penoso porque requer conhecimento técnico. Não sei direito lhe informar qual tipo exato de negativo usado. Ele fotografou tudo em 35mm e não estourou o negativo. Isso é tudo que sei do processo.”

Em seguida questionei sobre os efeitos do plano principal do filme, que segundo ele privilegiam o personagem central da trama, ele então escreveu:

“Sobre o plano principal, na cena onde a velha morre, tente reparar nos quadros do cenário e depois, na hora em que o objeto fálico bate nela, veja em câmera lenta as animações. Todo principio de mensagem subliminar é demonstrado de forma clara e o filme trabalha com isso durante toda sua projeção. É a seqüência onde fica mais clara a questão de composição para o propósito que ele queria no filme. Regra básica de cinema: sempre um detalhe no plano geral entrega a cena.”

Resta-nos rever o filme. Obrigado Cristiano!

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Livro de ditados populares.

Acabou de sair o nosso livro sobre ditados populares (fiquei com o capítulo seis). O nome mudou em relação ao original, mas ficou bem bacana.

EM TERRA DE CEGO QUEM TEM UM OLHO É REI: USANDO TEORIA ECONÔMICA PARA EXPLICAR
DITADOS POPULARES


O livro é organizado pelo Adolfo Sachsida. Espero que vocês gostem do que o Marcelo chamou de "Doidonomia".

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Trem dos Horrores.

Quando entrei no ônibus que faz o trajeto João Pessoa/Natal achei que estivesse enganado. Aquilo mais parecia o trem dos horrores. E não foi só o estado do veículo, mas o da tripulação também. Não identifiquei ninguém que possuísse todos os dentes na boca. Um verdadeiro show de horrores. Tinha a senhora gorda vestida com uma roupa cor-de-rosa bem justa, uma velha parecendo um “caco de telha”, um casal com uma penca de filhos barulhentos e, para finalizar, um travesti com a barba por fazer.

Saímos num calor dos diabos rumo ao inverno, achava eu. Juro que minha visão de inferno era bem diferente, imagino sempre umas diabinhas gostosas vestidas de maiô vermelho, mas não era este o caso. Cheguei a Natal com meia hora de atraso e vi um imenso engarrafamento. Desci do ônibus para pegar outro. Passavam ambulâncias do SAMU e da polícia rodoviária. Eu previ que acontecera um acidente logo à frente. Porém, um cidadão se aproximou de mim e perguntou: foi um acidente, foi? Durante cinco segundos imaginei vinte formas de mandá-lo tomar no c... Como é que eu vou saber?

Enfim estou em casa e para relaxar, só mesmo lendo os Malvados:

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Finalmente

Finalmente um feriado tradicional. Daqueles em que não se faz nada. Fazia tempo que não tirava uns dias para almoçar na casa de amigos, receber as pessoas em casa, viajar para conversar com a família, dormir cedo, acordar tarde...

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Leonard Cohen.

Gosto muito do Leonard Cohen. O conheci a partir de uma dica de música na Rádio Gaúcha, a melhor rádio AM do Brasil, me atrevo a dizer, sou viciado em rádio AM, mas falo disso outra hora. Hoje escutei uma versão de "Hallelujah" no filme Edukators (cantada por Jeff Buckley), mas prefiro a original:

SBE e ANPEC

Meus trabalhos serão apresentados na sexta-feira (07/12):

SBE

Sessão 24 – Economia do Trabalho II – Sala

Coordenador:

Pazello, Elaine (FEA-USP); Mattos, Enlinson (EESP-FGV) e Orellano, Veronica (EESP-FGV) “A substituição de trabalhadores como instrumento para a redução de gastos com salários: evidências para o Brasil”

Figueirêdo, Erik (UFRGS) e Ziegelmann, Flávio (UFRGS) “Mobilidade de Renda e Bem-Estar Econômico no Brasil”

Silva, Renan (FEA-USP) e Pazello, Elaine (FEA-USP) “A relação entre a formalização das micro e pequenas empresas e de seus empregados: ‘matching’ ou causalidade?”

Buchmann, Gabriel (PUC-Rio) “Interaction between Education, Fertility and Political Economy and its consequences for the Income Distribution”.

ANPEC

Sessão Ordinária 59 - Demanda e bem-estar

Presidente: Naércio Menezes-Filho (IBMEC-SP e USP)

Estimando a Demanda Domiciliar por Telefones Fixos com Dados Agregados Brasileiros
Mauricio Canêdo-Pinheiro (IBRE-FGV), Luiz Renato Lima (EPGE)
Debatedor: Erik Alencar de Figueiredo (UFRGS)

Liberdade Econômica, Liberdade Política e Felicidade: uma análise empírica de um painel de países
Raphael Bottura Corbi (USP), Naércio Menezes-Filho (IBMEC-SP e USP)
Debatedor: Mauricio Canêdo-Pinheiro (IBRE-FGV)

Mudança na Distribuição de Renda Brasileira: significância estatística e bem-estar econômico
Erik Alencar de Figueiredo (UFRGS/UFRN), Flávio Augusto Ziegelmann (UFRGS)
Debatedor: Naércio Menezes-Filho (IBMEC-SP e USP)

DESEdukators

Assisti agora à tarde o filme Edukators (Weingartner, 2004) e não gostei do que vi. Confesso que fiquei surpreso com a visão viesada, quase panfletária do filme, de modo a ficar esperando a cada instante por uma reviravolta. Trocando em miúdos, sua mensagem pode ser resumida na seguinte frase: O mundo está uma porcaria e é tudo culpa do sistema capitalista. Em uma leitura mais específica, poderíamos dizer que os ricos, são todos filhos de mães que freqüentam a zona. O pior de tudo é que eles tentam passar a impressão de que isso é verdade. Ora, por que aquele rico denunciou os coitados, só porque eles invadiram a sua casa e depois o seqüestraram? Só por isso? Ele processou a moça só porque ela estava dirigindo sem habilitação e em um descuido bateu na traseira do seu carro? Este cara não tem coração!

O ponto alto do filme ocorre quando o personagem de Daniel Brühl, no meio de um debate vagabundo, questiona o empresário (Burghart Klaubner): quantas horas você trabalha por dia? Então ele responde: 14 horas diárias. Então Jule (Julia Jentsch) afirma: no sul da Ásia as pessoas trabalham bem mais do que 14 horas e ganham muito menos do que você. Logo, surge uma pergunta natural: as pessoas são todas iguais, ou possuem nível de produtividade e qualificação diferenciadas? Acho que todos já se cansaram de ouvir a frase: “menos de 2% das pessoas concentram parcela significativa da renda mundial”. Porém, quem fala isso já se deu o trabalho de ler o que estes 2% fizeram para alcançar esta fatia do bolo?

Entretanto, para fechar o festival de clichês o advogado diz: “todos temos as mesmas oportunidades!” Isso não é verdade, mas isso será o tema de um tópico futuro. Porém, a crítica não virá de onde os roteiristas do filme querem. Enfim, se querem perder 2 horas de sua vida vendo isso, fiquem à vontade. E mais, recomendo que assistam Lamarca, Diários de Motocicleta...

P.S.: A única coisa bacana é ouvir a versão de "Hallelujah" do Leonard Cohen.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Globalização e desigualdade

Em um tópico recente (Globalization and Inequality), Gary Becker discute o efeito da globalização sobre a distribuição de renda em países desenvolvidos e em desenvolvimento. Grosso modo, ele conclui, com base no relatório do FMI, que o processo de integração constitui uma importante fonte de distribuição de riquezas, principalmente para as nações relativamente mais pobres.

Esta conclusão não é surpreendente para aqueles que estudam os modelos de comércio internacional. Em um estudo recente, eu e outros autores, concluímos que o processo de abertura econômica contribuiu para a redução na desigualdade. Isto se deu devido ao aumento da demanda por qualificação. (ver Figueiredo, Netto Junior & Porto Junior (2007). Distribuição, mobilidade e polarização de renda no Brasil: 1987-2003. Revista Brasileira de Economia, v. 61, n. 1, 2007).

Neste sentido, a abertura econômica assumiu um papel decisivo na melhora nos indicadores de renda brasileiros. É muito difícil isolar os efeitos da estabilidade econômica, abertura comercial e dos programas de transferência de renda sobre os indicadores de renda, porém o conhecimento popular tende a negligenciar o papel da abertura neste processo.