sábado, 24 de novembro de 2007

Ainda sobre a Educação.


Recentemente, Adolfo Sachsida dissertou sobre a qualidade do ensino no Brasil. Aproveitando a “deixa” o Márcio Laurini complementou a discussão com argumentos muito interessantes. Ao ler estes tópicos, recordei do prefácio de um livro de Carl Sagan: “O mundo assombrado pelos demônios: a ciência vista como uma vela no escuro”. Nele, Sagan recorda de dois acontecimentos de sua infância em 1939. A lição destes ocorridos foi: os seus pais, embora não fossem cientistas, despertaram nele o ceticismo e a admiração, dois elementos centrais para o método científico.

Anos depois, na Universidade de Chicago, Sagan foi aluno de Enrico Fermi, Subrahmanyan Chandrasekhar, Harold Urey e Robert Hutchins. Este último, por exemplo, considerava um absurdo um físico não conhecer Platão, Aristóteles, Bach, Shakespeare e Freud, entre outros. O autor relata com entusiasmo as experiências das aulas iniciais em Chicago. Porém, não obstante a importância destes mestres para a sua formação, ele considerava que as maiores lições de ciência foram ministradas por seus pais, em sua casa, no remoto ano de 1939.

É importante ter em mente tal experiência, principalmente em uma época em que alguns membros do meio acadêmico buscam impor o título de “professor” na marra.

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