terça-feira, 6 de novembro de 2007

Trem dos Horrores.

Quando entrei no ônibus que faz o trajeto João Pessoa/Natal achei que estivesse enganado. Aquilo mais parecia o trem dos horrores. E não foi só o estado do veículo, mas o da tripulação também. Não identifiquei ninguém que possuísse todos os dentes na boca. Um verdadeiro show de horrores. Tinha a senhora gorda vestida com uma roupa cor-de-rosa bem justa, uma velha parecendo um “caco de telha”, um casal com uma penca de filhos barulhentos e, para finalizar, um travesti com a barba por fazer.

Saímos num calor dos diabos rumo ao inverno, achava eu. Juro que minha visão de inferno era bem diferente, imagino sempre umas diabinhas gostosas vestidas de maiô vermelho, mas não era este o caso. Cheguei a Natal com meia hora de atraso e vi um imenso engarrafamento. Desci do ônibus para pegar outro. Passavam ambulâncias do SAMU e da polícia rodoviária. Eu previ que acontecera um acidente logo à frente. Porém, um cidadão se aproximou de mim e perguntou: foi um acidente, foi? Durante cinco segundos imaginei vinte formas de mandá-lo tomar no c... Como é que eu vou saber?

Enfim estou em casa e para relaxar, só mesmo lendo os Malvados:

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