sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Você só pode estar brincando, senhor Pochmann.

O Richard Feynman que me perdoe por parodiar o título de um livro seu. Para quem não sabe, o Feynman foi um dos maiores gênios que a terra conheceu. Um físico notável. Entretanto, este ensaio não tem nada a ver com genialidade e sim com o seu inverso, ou seja, a ignorância. Logo, tenho que apresentar o outro personagem: o senhor Marcio Pochmann. Ele é o atual presidente do IPEA (instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Ele nos “prestigiou” com sua presença no Encontro da ANGE de Natal, recentemente. Porém, devo alertar que ele não fez NADA relacionado à pesquisa para ocupar um cargo de tamanha responsabilidade. Então por que ele está no IPEA? Respondo, o senhor Pochmann tem um bom trânsito com a PT (Partido dos Trabalhadores).

Vou resumir a carreira “acadêmica” do senhor Pochmann: graduação em economia da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), mestrado e doutorado na UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas). O senhor Pochmann, presidente do maior órgão de pesquisa do país, não possui NENHUMA publicação em periódicos de nível A no país (me refiro apenas aos periódicos nacionais, os internacionais nem se fala, para detalhes vejam a plataforma Lattes do CNPq). A esta altura todos devem estar perguntando, por que tanto “ódio” do senhor Pochmann? Explico: o senhor Pochmann está afastando os grandes pesquisadores do IPEA, pesquisadores do nível de Ricardo Paes de Barros, Fabio Giambiagi, Otávio Tourinho, Gervásio Rezende e Regis Bonelli. Porquê? Porque eles discordam da política de aumento de gastos do governo Lula. Ou seja, uma decisão política interferindo em um órgão de pesquisa.

Não me contenho, vasculhando a internet vi a grande pesquisa do senhor Pochmann. Ela se encontra no site da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), com o título: Brasil: o segundo país com mais desemprego no mundo. A grande pérola da pesquisa, que têm tantas que fico confuso, é essa:

“Em 20 anos, o Brasil pulou da nona para a segunda posição entre os países com maior quantidade de desempregados no mundo, ficando atrás apenas da Índia.” (Grifo meu).

Senhor Pochmann, você analisou o número de desempregados? O senhor é um fanfarrão, Senhor Pochmann! (peguei esta do “Tropa de Elite”). Não acabe com a pesquisa, já tão surrada no Brasil, senhor Pochmann. Você só pode estar brincando, Senhor Pochmann.

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