sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Amizades

Nada melhor do que um encontro com grandes amigos: Adriano Paixão, Rafa e Eu em João Pessoa (Giramundo, Praia de Tambaú – 28/12/2007).



quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Aborto e crime

Lambram da entrevista do Samuel Pessoa sobre crime e aborto? Pois bem, acredito que este seja o artigo que gerou tais conclusões. Ele foi apresentado na ANPEC, porém, pelo que li (leitura rápida), não vi elos tão fortes entre aborto e crime. Me pareceu mais estratégia de marketing do Samuel.

Novidades na econometria

Os professores Guido Imbens (Harvard University and NBER) e
Jeffrey Wooldridge (Michigan State University), apresentam algumas novidades econométricas. Escolham o tema e bons estudos (Eu já escolhi os meus: Nonlinear Panel Data Models, Bayesian Inference e Quantile Methods). Tudo está disponível na página do NBER.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Frases

Recentemente o Laurini citou o Henry Theil:

"It does take maturity to realize that models are to be used but not to be believed."

Uma frase pra lá de feliz. Aproveitando a ocasião, cito Isaac Asimov, referindo-se a infantilidade da pseudociência:

“Vasculhe cada exemplar da pseudociência e você encontrará um cobertorzinho de estimação, um dedo para chupar, uma saia para segurar.”

Eu consigo fazer vários paralelos com algumas abordagens econômicas. E vocês?

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

A festa

É impressionante, as pessoas acham que a cultura popular é sempre maravilhosa. No caso do Nordeste, basta vestir uma roupa colorida, carregar no sotaque, botar o som de uma sanfona e pronto, está feito o espetáculo. Sem esquecer, é claro, de um bom subsidio governamental para incentivar a cultura regional, pois ela não pode morrer. Tive uma prova disso no “espetáculo de Natal” em Natal (entenderam, não é?). Nunca vi tanta gente em cima de um palco, falando baboseira e requebrando-se como loucos. Eu pensava: quanto cada um deve estar levando para fazer isso? Na platéia o prefeito, um punhado de gente que nem sei quem são e o Senador Garibaldi. “Ô Garibaldi, Garibaldi? E o Renan, pô? Vocês deixaram o homem lá?”

Pois é, eu, como nordestino, já deveria saber que estas coisas regionais, em sua maioria, são uma grande porcaria! Tudo financiado com dinheiro público é claro!

domingo, 23 de dezembro de 2007

sábado, 22 de dezembro de 2007

Natal

Este blog é ruim, já falei isso várias vezes. A coisa boa é que ele serve de link para outros bons blogs. Porém, mesmo sabendo disso, algumas pessoas ainda lêem o que eu escrevo. Fiquei muito surpreso quando o André Luiz Greve Pereira me abordou na ANPEC para dizer que era um leitor assíduo. Valeu André. Enfim, outras pessoas passam por aqui. O Shikida de vez em quando dá uma moral para os meus posts, colocando-os no De Gustibus. Mando um abraço para os amigos: Laurini, Cristiano, Adriano Paixão, Cleiton, Adolfo, Renato Sugahara, Zé, entre outros. Só desejo coisas boas para todos. Para encerrar, uma mensagem de fé dos Malvados.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Eco e Martini

O Adolfo falou sobre alguns aspectos religiosos em seu tópico mais recente. Por isso, resolvi escrever algo. Na verdade é mais uma dica de leitura do que uma opinião.

Em 1995 iniciou-se um intenso debate em torno de questões religiosas na Itália. Esta discussão, realizada a partir de cartas abertas entre um laico, Umberto Eco, e um Cardeal do Vaticano, Carlo Maria
Martini, foi publicada no livro “Em que crêem os que não crêem?"*.

O livro é denso, tanto que em uma das cartas Martini preocupou-se com o elevado nível das discussões. Para ele, os leitores não conseguiriam acompanhar o tema em questão. A resposta de Eco foi a seguinte: “[...] não se preocupe se alguns dizem que falamos difícil: eles poderiam ter sido encorajados a pensar fácil demais pela ‘revelação' da mídia, previsível por definição. Que aprendam a pensar difícil, pois nem o mistério, nem a evidência são fáceis".

Porém, o ponto alto é a resposta de Eco ao questionamento de quais seriam os padrões éticos de um leigo, perante a descrença em uma força superior. Nela, vocês verão uma bela definição de respeito ao indivíduo.

*Eco, U., Martini, C. (2004). Em que crêem os que não crêem?. Rio de Janeiro: Record.

Dinheiro público

Ontem participei de uma banca de monografia onde a aluna analisou o programa “Jovem Empreendedor”. Sua principal conclusão foi: o programa, que em quatro anos atendeu 10 mil jovens, conseguiu formar apenas 215 empreendedores. Desses 215, uma dezena conseguiu levar o negócio adiante. Logo, ineficiência plena. E mais, tudo à custa de mais de meio milhão de Reais. Um membro da banca questionou: “não se prenda a essa análise fria dos dados, tente ver como o programa contribuiu para a felicidade dos 9 mil e poucos que não se tornaram empreendedores. Será que as vidas deles não melhoraram? Faça uma análise qualitativa.”

Na minha fala, entre outras coisas, retruquei: Felicidade dos jovens com mais de meio milhão de Reais dos cofres públicos?

Transposição do Rio São Francisco

O Don Cappio abandonou sua greve de fome. Porém, o que ele desejava com isso? Respondo, ele queria que a transposição do Rio São Francisco fosse discutida de forma racional. Lamento Don Cappio isso não é mais possível! Por quê? Porque o projeto já foi aprovado no congresso, ou seja, não há o que debater. Porém, embora isso seja um fato, quero colocar algumas questões. Adianto, elas serão contra o projeto de transposição. Sou sertanejo, conheço de perto a realidade, mas vou de encontro ao senso comum. Vejamos alguns tópicos. Vamos deixar de fora a questão do desperdício de dinheiro público, quero me deter em um ponto: o problema do nordeste é água? A resposta é NÃO! Em primeiro lugar, caso existisse, o problema da água seria do semi-árido, cerca de 80% do Nordeste. Porém, se isso é verdade, por que na zona da mata nordestina, rica em precipitação pluviométrica, o homem do campo vive em condições piores do que no semi-árido? Primeira dúvida. Outro ponto, os que entendem do assunto dizem que água, por si só, não resolve o problema do semi-árido, pois a terra dessa região não reage bem a projetos de irrigação. Surge então outra dúvida.

A relação de trabalho no sertão ainda é pautada em aspectos bem primitivos, tipo: meeiros. Ou seja, caso seja implementado um choque de produtividade, quem garante que o produto será direcionado ao pequeno produtor, ou morador? Normalmente, a questão da seca tem sido tratada por meio de políticas “keynesianas” (tipo, frentes de emergência), isso é um ataque à dignidade do sertanejo. Ele precisa de qualificação para saber lidar com a terra e com os problemas dela decorrentes. Vamos debater isso de uma forma mais séria? Poxa, Don Cappio, isso não é mais possível!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Os donos do mundo


Muitos de nós trabalhamos em lugares cheios de pessoas que acreditam na existência de um poder capitalista central, onde todas as decisões são tomadas com o intuito de sacrificar a classe trabalhadora. Pois bem, eles estão certos! Inclusive, os Malvados já possuem uma série de tirinhas com esta temática "O encontro anual dos donos do mundo".

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Aldo e sua lei

O Moral Hazard (risco Moral) presta solidariedade ao deputado federal Aldo Rebelo PC do B/SP. O deputado Aldo é o autor do projeto de lei que torna obrigatória a tradução de estrangeirismos em documentos oficiais e informes publicitários, inclusive cartazes de lojas etc. Lógico que este blog (diário digital) não poderia deixar de apoiar uma idéia tão brilhante. Em uma entrevista para a CBN o deputado disse que a lei seria muito útil, pois as pessoas se sentem muito constrangidas quando não entendem os anúncios em outras línguas. Logo, o estado deve intervir. Pergunto: não seria mais simples que os indivíduos, ao se sentirem ofendidos com o “50% OFF”, procurassem a loja ao lado que escreve “Desconto de 50%”?

Quando perguntado se a lei seria estendida para os livros, jornais e outros meios de divulgação o deputado respondeu: não, pois seria censura.(???)

Bem público

O passarinho verde que costuma contar as coisas para o Shikida possui um parente aqui no Nordeste. Segundo esta ave, a banca de um concurso público perguntou para um candidato o que era um bem público. O infeliz então respondeu: o todo aquele que é ofertado pelo governo. Seria engraçado se não fosse verdade. Como seria interessante se as pessoas tivessem a consciência do que é um bem público. Só assim poderíamos viver em um ambiente social mais saudável.

sábado, 15 de dezembro de 2007

Férias e tal...


O "dono" deste blog está em férias. Tento pensar em algo, mas é bem difícil. Os amigos estão demandando muito tempo. O chato de tudo é descobrir que eu moro em uma cidade mas não a conheço. Em breve mais detalhes ...

P.S.: Eu e o professor Renato Sugahara na praia de Ponta Negra (Natal).

Andando por aí...


Não percam.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Ele de novo.

Leitores, não é nada pessoal, não mesmo! Porém, o Márcio Pochmann provoca. Vejam suas propostas relacionadas ao mercado de trabalho aqui.

Andreza Palma, obrigado pelo link.

sábado, 8 de dezembro de 2007

ANPEC/SBE IV: Humor.

Cheguei a Recife e fui recepcionado pelo pessoal da agencia de turismo que, por sua vez, providenciariam meu traslado para o Hotel. Fiquei no canto esperando as demais pessoas que também fariam o trajeto. Neste meio termo, apareceu o presidente do IPEA (Márcio Pochmann) que, prontamente, apresentou-se: --Prazer, Márcio. –Prazer (??), Erik. --De onde você é? –UFRN, respondi. Então, ele saiu para o outro lado. Fiquei com vontade de falar: --visite meu blog, e os meus links favoritos, na blogosfera, nós sempre falamos de você!

ANPEC/SBE III: Com a palavra os estatísticos

Não sei se todos concordam, mas acho que, na média, os grandes pesquisadores em estatística são mais “gente da gente” do que os da economia. Para ver isso, basta observar o comportamento dos caras apresentando ou não os trabalhos. Neste ponto, cito o Dani Gamerman, Ronaldo Dias, Luiz Hota, entre outros. Quanto aos economistas “boçais” prefiro não citar nomes, mas acho que cada um tem uma lista na cabeça. Pois bem, em uma conversa com o Flávio Ziegelmann e o Ronaldo Dias ouvi a seguinte frase do Ronaldo: “os economistas, em especial os que trabalham com a parte social, costumam fazer afirmações sem nenhuma evidência, usando apenas a experiência ou coisa do tipo. Ora, isso não é ciência, isto é opinião e opinião todos nós temos. Por isso, vejo a econometria com nos olhos. Com ela é possível introduzir uma base científica na tua idéia.” Concordo plenamento Ronaldo.

ANPEC/SBE II: Os contatos

O bom mesmo destes encontros é rever os amigos e conhecer gente nova. Neste ponto, Adriano Firmino, Paulo Jacinto, Luciano Sampaio, Edilean, Oswaldo, entre outros foram responsáveis por grandes momentos de descontração. Conversamos sério em poucos momentos. O Flávio Ziegelmann também estava lá conversamos muito e fechamos à elaboração de alguns trabalhos em parceria. Porém, foi lamentável não poder conversar mais com o Adolfo Sachsida, pois nos conhecemos só no último dia. Em resumo, esta é a parte boa do congresso.

ANPEC/SBE I: As palestras

Assisti poucas apresentações nos congressos. Concentrei-me na SBE. Vi as seções de econometria, finanças e de economia monetária. Apresentei meus trabalhos na sexta-feira pela manhã, o pior dia. Nas seções nas quais apresentei papers não houve nenhuma discussão forte em torno dos trabalhos. Porém, quem conhece estes encontros sabe que isso nunca ocorre.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Humor

O Adolfo colocou esta piada em seu blog:

"Um reporter faz a seguinte pergunta ao presidente Lula:

- Presidente, uma pesquisa recente de opiniao publica diz que 63% dos entrevistados sao contra a reeleicao. O que o Sr. acha disso?

- Isso nao quer dizer nada, pois se tivessem perguntado para mim nao seriam 63 seriam 64.....

sabem qual e a graca da piada???? E que nao e piada.... nosso presidente proferiu essa perola da sabedoria."

Entretanto, o mais engraçado foi o comentário do Badger:

"Dizem que Calígula tentou fazer de seu cavalo Incitatus um Consul. Bom, o brasileiro o superou. Elegeu um jumento presidente."

Boa, boa.

domingo, 2 de dezembro de 2007

OFF: Futebol.

Não gosto de falar sobre futebol, mas hoje vou me permitir alguns comentários. Em um país sério, o Corinthians já teria sido rebaixado a um bom tempo, devido ao escândalo importado do mundo comunista. Vejam o exemplo do que ocorreu na Itália no ano passado. Por conta disso, a queda da equipe paulista foi muito bem vinda. Neste caso, devo ressaltar a seriedade das equipes do Internacional, Grêmio e Atlético Mineiro. Parabéns! Com relação a última vaga para Copa Libertadores da América, conquistada pelo Cruzeiro, acho que ela deveria se deixada em branco, dada a incompetência de todas as equipes que brigaram por ela.

Palmas, o retorno.


Bati o record de pousos e decolagens em minha volta de Palmas – TO. Ao todo foram cinco em cada categoria. Um verdadeiro pinga-pinga: Palmas-Brasília-Belo Horizonte-Rio de Janeiro-Salvador-Natal. Porém, valeu à pena. Pude rever dois grandes amigos (Adriano Paixão e Adriano Firmino) e constatar que o Marcelo Portugal está certo: os talentos são distribuídos uniformemente ao longo do país. Tive contato com bons alunos de graduação, daqueles que, sendo bem orientados, vão longe. Quanto à orientação, eu fico tranqüilo, pois, colocando a amizade de lado, sei que os professores Paixão e Firmino desenvolvem um excelente trabalho junto ao curso de economia.

Quanto à cidade, foram dias agradáveis, inclusive com relação às temperaturas. As chuvas de lá, que não são tão freqüentes, me lembraram as chuvas do sertão. Aliás, a cidade é uma mescla de várias culturas, principalmente do Norte. Neste sentido, foi tudo uma grande novidade para mim.