sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Dinheiro público

Ontem participei de uma banca de monografia onde a aluna analisou o programa “Jovem Empreendedor”. Sua principal conclusão foi: o programa, que em quatro anos atendeu 10 mil jovens, conseguiu formar apenas 215 empreendedores. Desses 215, uma dezena conseguiu levar o negócio adiante. Logo, ineficiência plena. E mais, tudo à custa de mais de meio milhão de Reais. Um membro da banca questionou: “não se prenda a essa análise fria dos dados, tente ver como o programa contribuiu para a felicidade dos 9 mil e poucos que não se tornaram empreendedores. Será que as vidas deles não melhoraram? Faça uma análise qualitativa.”

Na minha fala, entre outras coisas, retruquei: Felicidade dos jovens com mais de meio milhão de Reais dos cofres públicos?

Um comentário:

Cris disse...

Pra cada historia de sucesso, existem 20 de fracasso. Não é fácil e daí, talvez, que vem a graça de começar um negócio proprio. Poxa, o governo paga pra pessoa ser um "jovem empreendedor"? Tocar um negocio proprio é mais complicado que escolher uma parceria. A pessoa precisa ter total certeza que é seu objetivo da vida sem espaço para mais nada. Caso contrário, fracassa. Pegunta: qual é a faixa etária do programa? Dependendo dela, o cara não sabe nem peidar direito e um programa deste se mostra uma inutilidade gigantesca. Empreendedorimo é um negocio que muito mais responsabilidade que qualquer dedicação e 95% dos jovens não tem a dedicação necessaria. Jovem quer farra. É coisa da idade.