quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Carnaval e tal...


Um ex-professor meu, pernambucano por sinal, certa vez falou: “toda vez que escuto vassourinha, tenho vontade de me mudar pra Finlândia”. Compartilho da visão dele. Até gosto do samba, mas não de tudo (pessoal, sei que vassourinha não é samba). Pensei um dia desses: até nisso nós levamos azar. Os negros norte-americanos criaram o Jazz, já os nossos criaram o samba. Enquanto eles trabalharam a melodia, nós trabalhamos o ritmo.

Entretanto, o pior é o subproduto disso tudo. Ou seja, os batedores de tambor. E viva as ONG’s que ensinam os garotos a tocar reco-reco em terreiro de macumba. Com dinheiro público, é claro! Ah, o pessoal vai me chamar de ignorante cultural, idiota, entre outras coisas legais. Isso me lembrará do post sobre o Bressane...

P.S.: Nestes dias difíceis, só John Coltrane (foto) poderá nos salvar.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

The Dark Knight


The Dark Knight só estreia em julho, porém gostei do trailer. Deixando tudo que está por tras da morte do Heath Ledger, acho que o coringa promete.

Educação no Brasil

Ouvi a entrevista do Samuel de madrugada na CBN. Vejam mais um estudo sobre educação aqui.

domingo, 27 de janeiro de 2008

William Blake

Vagando pelos meus pensamentos lembrei de um poema do William Blake:

"If you trap the moment before it's ripe,
The tears of repentance you'll certainly wipe;
But if once you let the ripe moment go
You can never wipe off the tears of woe."

Bom final de domingo.

Cinema ontem

Gosto de ir ao cinema. Adquiri este hábito em Porto Alegre, aonde íamos ao cinema do Bourbon Country todas as quintas, independente do filme. Assistíamos qualquer coisa (inclusive Casa de Cera, risos) e bebíamos cerveja. Inclusive possuo uma coleção de ingressos de cinema.

Ontem, para fugir do tédio, fui ao cine e vi “I Am Legend”. Não esperava nada demais a não ser passar duas horas “diferentes”. Funciona! Porém, a platéia, sempre ela. É incrível a incapacidade de se desligar o celular. Silêncio? Nem pensar!

Neste sentido, gostei da história do filme. Como seria bom estar só na sala de cinema nessa hora.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

O som do MP4


O som desta semana é uma recomendação do Mestre Zé Luis: Lou Reed, "Transformer, 1972".

Escutem, com carinho, a faixa "Walk on the Wild Side":

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Citação

Vi esta citação no livro "Deus um delírio" do Richard Dawkins (em breve falarei mais dele). Confesso, não contive o riso:

"A religião convenceu mesmo as pessoas de que existe um homem invisível -- que mora no céu -- que observa tudo que você faz, a cada minuto a cada dia. E o homem invisível tem uma lista especial com dez coisas que ele quer que você não faça. E, se você fizer alguma dessas dez coisas, ele tem um lugar especial, cheio de fogo e fumaça, e de tortura e angústia, para onde vai mandá-lo, para que sofra e queime e sufoque e grite e chore para todo o sempre, até o fim dos tempos ... Mas Ele ama você!"

George Carlin

Término das estimações

Hoje eu terminei as estimações relativas ao paper de mobilidade intrageracional de renda por sexo, regiões, coortes e níveis educacionais. São 52 matrizes de transição e 104 índices de mobilidade. Resta escrever a análise. Porém, estou cansado. Como se não bastasse a trabalheira toda, ainda estou assistindo aulas teóricas em uma auto-escola. Enfim consegui encontrar um professor pior do que eu.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Ditados Populares

O livro de ditados populares é citado no Jornal Gazeta do Povo de Curitiba.

Como as notícias sempre passam pelo blog do Shikida, tenho a obrigação de citá-lo como minha fonte. Valeu Cláudio!

Tédio produtivo

Estou com alguns trabalhos parados. Dois deles esperando a chegada de uns dados da PNAD (inclusive o relacionado a igualdade de oportunidades). Outro esperando a resposta de um professor da Itália, pois o esclarecimento de uma dúvida toma lugar de destaque no seu andamento. Tem um que está andando com as pernas do co-autor, o Cleiton Roberto, por enquanto. Sem nada para fazer no domingo a tarde, resolvi tirar um da gaveta, ou melhor do nada. Tinha apenas uma idéia vaga, porém o tédio me fez colocar a mão na massa. Aprontei os dados relativos às mobilidades intrageracionais por regiões, cor, nível educacional e coorte. Eu já havia calculado estes indicadores para o Brasil, mas não de forma desagregada. São muitas matrizes e índices. Espero que eles venham contribuir com o entendimento deste fenômeno.

Red Sun


Manhã de domingo, seleção brasileira de futebol de areia contra alguém na TV. Assim não dá! Peguei um DVD e não me arrependi. Vi "Red Sun" (Terence Young, 1971). No elenco Charles Bronson, Toshiro Mifune, Alain Delon e Ursula Andress. Além, é claro, de uma porrada de índios mortos. Um bom Western.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Pixies de novo

Já falei do Pixies antes. Essa banda é muito foda! Comprei o DVD da última turnê. Putz, um show para apenas 200 pessoas...

Final de noite e eu fico com a University of Massachusetts (U-Mass).

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

O turismo de um quase nativo


Morar em uma cidade turística as vezes é bem chato. Ontem Eu e meus amigos Adriano Firmino e Ana, fomos para as praias do litoral Norte. Tá, confesso, é tudo muito bonito, mas detesto ser tratado como turista. Com base nesta experiência, recomendo: não vão para Genipabu! Podem até dar uma passadinha por lá, pois o lugar é lindo. Mas não sentem nas barracas, pois a comida é cara e ruim. Fujam dos Bugueiros. Dos guias turísticos e de tudo mais que te aborde chamando-o de patrão, doutor...

P.S.: A foto é de alguma duna em algum lugar do litoral Norte do Rio Grande do Norte.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Marcelo Abreu

Vi o texto no De Gustibus. Porém, tive o prazer de assistir a aula magna do Marcelo Abreu na ANPEC. No final da aula ocorreu algo engraçado: a Ordem dos Economistas do Brasil fez uma série de homenagens ao Marcelo (eles não notaram que foram criticados?). Totalmente sem jeito, Marcelo agradeceu. Para terminar, eles ofereceram um presente ao professor.

Sem nem tocar na caixa e após descobrir que eram livros, Marcelo falou: Ainda bem que são livros. Pois estaria indo de encontro a tudo que falei agora a pouco se aceitasse qualquer outro tipo de coisa.

Não foi a melhor resposta, mas, no momento, foi bem engraçado.

Para baixar a aula Magna, cliquem aqui.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Tom Waits

Bicho, este tal de Tom Waits é muito doido! Nada como uma boa dose de loucura num sábado a noite. Dos videos esse foi o meu preferido. Vida longa ao Tom.

Filosofia na Paraíba

Sempre achei esquisita distribuição de alguns cursos universitários no Brasil. Um exemplo claro foi o desejo da UFCG de abrir um curso de Filosofia em Sousa, interior da Paraíba. Uso este exemplo, pois sou de uma cidade próxima. A pergunta é: para que serve um curso de filosofia no interior da Paraíba? A mesma universidade, UFCG, tem bons exemplos de cursos relacionados com a realidade local. Agronomia, engenharia florestal, veterinária, entre outros. Acho que a região não está precisando de filósofos no momento! Se estes burocratas consultassem os Malvados, tudo seria diferente...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Textos da semana



Nos últimos dias tenho lido textos relacionados à teoria do bem-estar, por conta de uma nova pesquisa que estou realizando: "Desejabilidade social da mobilidade de renda". É muito interessante observar a diferença sutil entre a abordagem baseada em um Social Decision Maker (SDM) e a que considera o Teorema do Observador Imparcial de Harsanyi.

Os textos que mais gostei foram:

John C. Harsanyi (1953). Cardinal Utility in Welfare Economics and in the Theory of Risk-taking, The Journal of Political Economy, Vol. 61.

John C. Harsanyi (1955). Cardinal welfare, individualistic ethics, and interpersonal comparisons of utility. Journal of Political Economy, v. 63.

Kenneth J. Arrow (1994). Methodological Individualism and Social Knowledge, The American Economic Review, Vol. 84.

Curiosidade: Harsanyi, prêmio Nobel de economia em 1994, foi orientado por Arrow, prêmio Nobel de economia em 1972, em sua tese de doutoramento.

P.S.: Fotos de Harsanyi e Arrow, respectivamente.

A nova cabeleira do Zezé.

Depois de Marcos Valério, é a vez de José Dirceu implantar cabelos (vejam aqui). Será que eles trocaram experiências a respeito disso?

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

SINAPE

A SINAPE abrirá em breve a chamada para trabalhos. Gosto muito deste encontro. Este ano ele não ocorrerá em Caxambú-MG, como de costume. Será realizado em São Pedro-SP. Uma cidadezinha muito legal! O Hotel Fazenda também é excelente, o conheci em 2003 no Encontro de Séries Temporais. Confiram:

http://18sinape.redeabe.org.br/

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

DEVEMOS SIM, pagar pelos caprichos alheios

Ao abrir o email hoje vi um comentário que, acredito, propiciará uma boa lição de economia. Ele não é relacionado à teoria econômica e sim ao cinema, mas dá pra extrapolar. Em resumo, uma senhora (senhorita) de nome Paula, apontou para minha “ignorância cultural” e, por tabela, insultou o Cristiano (foi mal Cris). Motivo: ela discordou de nosso comentário em relação ao filme do Júlio Bressane (vejam o post e os comentários completos, aqui).

Não quero entrar no mérito ou não do filme (aliás, não devia tê-lo chamado de horrível, pois este não era o objetivo do post). Destaco apensas duas frases da Paula:

Lamento que este post provalvelmente (sic) será logo deletado, pela crítica a opinião de vocês

Quem vê um filme do Bressane não esquece do que viu. A complexidade de suas imagens contribuem imensamente para a construção de uma narrativa cinematográfica BRASILEIRA e não para uma cópia do cinema de Hollywood. Esse tipo de filme DEVE SIM, ser feito com dinheiro público, já que empresas multinacionais só estão interassadas (sic) em patrocinar filmes fáceis, vazios de conteúdo e que só lucram através da mediocridade da população. Lamento vocês não entenderem nada disso.

A primeira frase é típica do pessoal autoritário, com tendência esquerdista. Eles acham que uma opinião, por ser divergente, não será “mostrada”. Ora, sou um liberal e prezo pela liberdade de idéias. Será que é tão difícil para eles entenderem isso? A segunda frase, mais longa, é outro clichê esquerdista. Quem definiu a obra do Bressane como complexa e socialmente desejável a ponto de ser financiada pela sociedade?

Esta falácia é bem mais grave, pois eles acreditam que DEVEMOS SIM, nos submeter a determinados comportamentos e caprichos, DEVEMOS SIM, implantar programas assistencialistas (inclusive para a classe artística) e o pior: DEVEMOS SIM, pagar por tudo isso. Com base em quê? Na crença dos intelectuais (burros, como diz o Diogo Mainardi) de que isso é o melhor para a sociedade.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Passion

Não acredito em muita coisa. Porém, o filme “última tentação de Cristo” (The Last Temptation of Christ, Martin Scorsese, 1988) me tocou bastante na época em que assisti. O Willem Dafoe está muito bem! Lembrei do filme por conta de sua trilha sonora, Passion, composta por Peter Gabriel. Estou escutando esta obra-prima neste momento.

O último lugar da Terra

História sobre expedições para a Antártida, essa é uma de minhas paixões. Tenho um fascínio especial pela conquista do pólo Sul. A corrida travada entre o norueguês Roald Amundsen e o britânico Robert Falcon Scott é fantástica! O livro “O último lugar da Terra”, de Roland Huntford resume bem este episódio. Minhas próximas leituras nesta área serão relacionadas aos relatos do Scott e as expedições de Ernest Henry Shackleton. Com um pouco de imaginação, dá até pra sentir o frio...

P.S.: Fotos -- Roald Amundsen no Pólo Magnético Sul e o barco Endurance de Ernest Henry Shackleton.



sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Férias I

Férias, tempo para descançar, certo? Nem tanto, lógico que não estou em um ritmo forte, mas aproveito estes dias para montar o meu curso de econometria, entre outras coisas. Os cursos ministrados no ano de 2007 não funcionaram muito bem. Desta vez quero dar muita intuição e software (R), sem descuidar da parte formal, é claro! Para tanto, inclui mais aulas computacionais e reduzi um pouco do conteúdo. Entretanto, espero dar toda a parte de Mínimos Quadrados (inclusive quebras dos pressupostos), uma introdução à Máxima Verossimilhança e uma noção de ARIMA e Raiz Unitária (que estão muito presentes nas últimas provas da ANPEC).

Em breve falarei dos meus papers que, finalmente, estão saindo do papel (trocadilho infame!).

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Texto do Becker


Inicio o ano recomendando um texto do Gary Becker, clique aqui. Nele Becker discute os posicionamentos políticos e econômicos dos professores e alunos, bem como a influência dos primeiros sobre os últimos. É interessante ver como as visões mudam de acordo com a idade e a área de atuação. Com relação a idade destaco a seguinte frase: "if you are not a socialist when young you have no heart, but if you remain one when you get older you have no brains". Ela está presente em um filme chamado Edukators (Muito ruim, por sinal).

Quando Becker analisa as diferenças por cursos, tenho a sensação de que não estudamos economia no Brasil, e sim uma coisa parecida com sociologia. Vejam o que ele diz sobre os estudantes de economia: “Even economists, traditionally more conservative than those in other social sciences, are now much more market oriented and less sympathetic to various forms of government intervention…”. Com relação aos candidatos a sociólogos, ele destaca: “Similarly, the study of sociology emphasizes the oppressive effects of certain social forces on particular groups, like the less educated and minorities, which influence the attitudes of sociologists toward the prevailing capitalist economic system.”