quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Enquanto isso, no lado escuro da Selva...

No início do semestre alguns alunos do ensino superior demonstram seu lado mais primitivo. Como se já não bastasse fazer isso durante todo ano, a partir de seus desempenhos nas disciplinas. Pois bem, não sou contra as pessoas agirem feito animais, cada um faz o que quer. Entretanto, quando este comportamento “respinga” nos outros, surge um problema.

Aqui na UFRN, assim como na maioria das universidades da selva, o trote é uma regra.
Os alunos são pintados, amarrados, forçados a ir para os sinais de trânsito pedir dinheiro e assim por diante. O pior de tudo, a maioria dos calouros acha tudo muito bonito. E este mecanismo de deslumbramento perpetua o ritual.

Na verdade, pouco me importa se vão raspar as cabeças dos calouros, mergulhá-los em uma piscina de ácido ou arrancar pedaços de seus cérebros. Porém, isso tem de respeitar duas regras: a) que eles concordem com isso (como, de fato, ocorre) e; b) que o processo não atrapalhe as pessoas que estão de fora.

Contudo, não obstante a babaquice, a última condição não é respeitada. Minhas aulas, por exemplo, são sempre interrompidas pelos gritos dos corredores. Os departamentos e a reitoria não fazem nada para coibir os abusos. Quero apenas dar minha aula, sem interrupções.

Um comentário:

Adriano Paixão disse...

Realmente Erik, essa coisa de trote, para mim, é um retorno a era das cavernas. Infelizmente, aqui no Tocantins também tem dessas idiotices. Os "veteranos" enterram soja por um ano e depois jogam nos "bichos". Fica uma catinga da porra. Uma certa vez, eu quase briguei com uns alunos por causa disso, pois só queria dar minha aula. Nesse ponto, a UFPB parece até primeiro mundo, pois não tem dessas palhaçadas.