segunda-feira, 31 de março de 2008

Outro


Comprei mais um livro do Charles Bukowski: Crônica de um amor louco: Ereções, ejaculações e exibicionismos - Parte I.

Boa leitura para esta semana.

domingo, 30 de março de 2008

Amores Perros


Hoje quebrei a tradição, não fui ao cinema. Contudo, loquei uma bela fita: Amores Brutos (Amores Perros, Alejandro González-Iñárritu, 2000). Gostei do filme, o diretor fez outras boas películas, Babel e 21 Gramas. O personagem do Emilio Echevarría (Chivo) é o mais interessante de todos. Estou muito inclinado a gostar dos vilões ultimamente. Muita violência, que coisa boa!

sábado, 29 de março de 2008

Mais um


Finalmente Factótum, do Charles Bukowski, está em minha estante. O velho Chinaski de volta. Estou viciado em Bukowski. Culpa de dois caras, o Cristiano e o Laurini. Vida longa a eles.

Para onde vai o nosso dinheiro?

Este é mais um episódio da série "Para onde vai o nosso dinheiro":

STF compra sofá de dois lugares por R$ 10.650,00

Só para constar na ata, a grande intelectual petista, Dilma Rousseff, não está muito interessada em dar explicações sérias sobre os dados revelados na revista "Veja" (cliquem aqui). Ou seja, ela já está pronta para ser a próxima presidente da república das bananas, pois aprendeu a lição central: "não devemos satisfações para a sociedade". Tecnologia do PT.

Paper

Acabei de receber um parecer favorável da Estudos Econômicos. Contudo, os dois pareceristas sugeriram algumas alterações. Muito trabalho pela frente.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Receita

O Cristiano Costa discute o papel da birita na pesquisa científica. Lendo o post lembrei de Charles Bukowski e a "receita" para se tornar um grande escritor:

como ser um grande escritor

você tem que trepar com um grande número de mulheres
belas mulheres
e escrever uns poucos e decentes poemas de amor.

e não se preocupe com a idade
e/ou com talentos frescos e recém-chegados.

apenas beba mais cerveja
mais e mais cerveja

e vá às corridas ao menos uma vez por
semana

e vença
se possível.

aprender a vencer é difícil -
qualquer frouxo pode ser um bom perdedor.

e não se esqueça de Brahms
e do Bach e também da sua
cerveja.

não exagere no exercício.

durma até o meio dia.

evite cartões de crédito
ou pagar qualquer conta
no prazo.

lembre-se que nenhum rabo no mundo
vale mais do que 50 pratas
(em 1977)

e se você tem a capacidade de amar
ame primeiro a si mesmo
mas esteja sempre alerta para a possibilidade de uma
derrota total
mesmo que a razão para essa derrota
pareça certa ou errada -

um gosto precoce da morte não é necessariamente
uma coisa má.

fique longe de igrejas e bares e museus,
e como a aranha seja
paciente -
o tempo é a cruz de todos,
mais o
exílio
a derrota
a traição

toda este esgoto.

fique com a cerveja.

cerveja é o sangue contínuo.

uma amante contínua.

arranje uma grande máquina de escrever
e assim como os passos que sobem e descem
do lado de fora de sua janela
bata na máquina
bata forte

faça disso um combate de pesos pesados

faça como o touro no momento do primeiro ataque

e lembre dos velhos cães
que brigavam tão bem:
Hemingway, Céline, Dostoiévski, Hamsun.

se você acha que eles não ficaram loucos
em quartos apertados
assim como este em que agora você está

sem mulheres
sem comida
sem esperança

então você não está pronto.

beba mais cerveja.
há tempo.
e se não há
está tudo certo
também.

Retirado do livro "O amor é um cão dos diabos", Charles Bukowski, p.90.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Todos os olhos


O Tom Zé é responsável por uma das capas de disco mais bacanas da música brasileira. O disco é muito bom, destacando-se "Complexo de Épico". O que tem de especial na capa deste LP de 1973?

Observem a foto ... Pois é, trata-se de uma bola de gude enfiada no cu de uma modelo. Na época a capa não causou muito alarde, pois poucos perceberam este detalhe. Recentemente, uma reportagem da Carta Capital questionou a autenticidade do orifício, dizendo que se trata de uma boca.

Sendo assim, vamos resolver democraticamente: se você acha que é uma boca ligue para 0800 84 82 0001. Porém, se você acredita que o orifício em questão fica mais em baixo, ligue 0800 84 82 0002. Ligue, participe!

terça-feira, 25 de março de 2008

De volta do Rio de Janeiro




Já estou em Natal. Nem vou falar da reunião no BNDES, reuniões são sempre chatas. Porém, aproveitei para conhecer bem o centro do Rio. A arquitetura é belíssima! Encontrei meu amigo João Lira. Jogamos sinuca, tomamos umas cervas em um bar alemão próximo do Largo da Carioca e colocamos os papos em dia. Não deu para ir na Lapa, ficará para a próxima viagem daqui a um mês.

P.S.: As fotos foram tiradas da "laje" do Hotel onde eu estava.

sábado, 22 de março de 2008

Ennio Morricone


O mestre Ennio Morricone está no Brasil. Ele fará um show no Rio de Janeiro na semana que vem (clique aqui). Sinceramente, prefiro não falar nada. Escutem essa música, por favor:

De Hitler a Reyes



O Partido Comunista Brasileiro (PCB) apresentou sua propaganda eleitoral gratuita na última quinta-feira. Foram ditas várias baboseiras sobre neo-liberalismo (com hífem mesmo), imperialismo norte-americano, direitos dos trabalhadores, entre outros.

Também foram destacados os papéis da Venezuela, Bolívia e Equador como exemplos a serem seguidos. Não faltaram elogios ao comandante Fidel...

Porém, o que mais me chamou atenção foi a dedicatória do programa. nas palavras do partido "a aqueles que deram sua vida em nome da causa do comunismo". No site do Partido, eles destacam que:

"Raul Reyes entra ao desaparecer, assassinado, no panteão dos heróis da América Latina. Como Sucre, como Bolívar, como Artigas, o Che, Raul Reyes ultrapassa a fronteira da única forma de eternidade possível – dos homens que viveram para servir a humanidade e contribuir para que ela continue."



Fico imaginando o que aconteceria se um Partido de extrema direita fizesse uma homenagem, por exemplo, a Adolf Hitler. Sem dúvidas outro grande homem, que entrou para eternidade...

Brincadeiras à parte, nós temos muita tolerância com esquerda, não acham?

Desejabilidade e RJ

Os últimos dias foram proveitosos. Consegui descansar e adiantar as estimações do meu paper sobre desejabilidade social da mobilidade de renda. As funções de bem-estar brasileiras já foram calculadas, restam as norte-americanas. Trabalhar com a base PSID é complicado. Acho que termino tudo até o próximo final de semana.

Estou indo para o Rio de Janeiro neste domingo. Vou participar da primeira reunião da banca do prêmio BNDES. Entretanto, seguindo a orientações do César Maia, vestirei calça jeans e sapatos. A dengue tá lá, né?

Citação

Henry Chinaski, protagonista do livro "Misto-quente" de Charles Bukowski, é um cara angustiado. Confesso que fiquei comovido com seu sofrimento. Contudo, alguns de seus pensamentos são maravilhosos. Cito um:

"Uma maldita nação inteira de desgraçados dirigindo carros, comendo, tendo bebês, fazendo todas as coisas da pior maneira possível, como votar em candidatos à presidência que os fizessem lembrar de si mesmos."

Charles Bukowski, Misto-quente, pag. 191.

quarta-feira, 19 de março de 2008

A Páscoa



A Páscoa é aquele momento onde a maioria das pessoas compra ovos de coelho, feitos com chocolate e se embriagam com vinho ao invés de cachaça ou cerveja. Contudo, neste ano a semana "Santa" foi reforçada pelo dia de São José (O padastro do filho de Deus). Dizem que choveu pra caramba no sertão por conta disso.

Pois bem, gostaria de dar minha contribuição para este momento lindo. Indico um filme e uma música. O filme é "A vida de Brian" do Monty Python (Life of Brian, Terry Jones, 1979). Preparem-se para dar boas risadas.

Já a música é Cracking Up da banda escocesa The Jesus and Mary Chain. O legal do Jesus é que eles não estão nem aí para o público deles. Em 2007 os caras voltaram, grana é sempre bom, não é? Vejam o clipe:



P.S.: Como diz a música "I am a freak".

Novas Compras








Resolvi dar uma ampliada na biblioteca da casa. Os títulos adquiridos foram: 1) Lectures on Macroeconomics, Blanchad & Fischer; 2) Microeconometrics - Methods and Aplications, Cameron & Trivedi; 3) Poverty and Equity, Duclos & Abdelkrim; 4) Nonlinear Time Series, Fan & Yao; 5) Markov Chain Monte Carlo Stochastic Simulation for Bayesian Iinference, Gamerman & Lopes; 6) Modern Applied Statistics With S-PLUS, Venables.

O livro do Blanchard & Fischer é um clássico, temos que ter na estante. O Microeconometrics do Cameron & Trivedi foi uma indicação do Laurini. O terceiro livro tem como co-autor o Jean-Yves Duclos. Acompanho os trabalhos dele a um bom tempo. Inclusive ele desenvolveu um software só para tratar questão de desigualdade e pobreza, o DAD. O Nonlinear Time Series é velho conhecido da casa, mas sempre usava a cópia do Flávio Ziegelmann, meu ex-orientador (que, inclusive, foi orientado pelo Yao). Por fim, dois bons livros. O primeiro do Gamerman & Lopes, dois grandes estatísticos brasileiros. Confesso que de todos esse é o mais aguardado. E, para fechar a lista um livro sobre estatística no S-Plus.

terça-feira, 18 de março de 2008

Onde os fracos não têm vez


Em “Onde os fracos não têm vez”, Javier Bardem vive um dos mais terríveis vilões do cinema (Anton Chigurh). Contudo, por trás desse cabelo a la Beiçola da “Grande família” está um homem que segue a teoria econômica. Destacarei alguns momentos onde é possível notar esta característica.

Chigurh possui um código de honra que, sendo certo ou não, segue à risca. Lembrem-se da cena onde ele afirma que matará a mulher, pois havia “prometido” ao marido dela. Ou quando mata o homem que o contratou por ele quebrar o “contrato”.

No posto de gasolina ele pergunta ao atendente “este lugar é seu?”, a resposta é: “era do pai da minha esposa, agora é nosso”. O assassino pergunta: “então você casou e se tornou o dono?”. Repetindo essa pergunta seguidas vezes, até que o atendente responda positivamente.

Já no final, ao sofrer um acidente Chigurh faz questão de pagar pela camisa de um dos garotos, mesmo ele se recusando a receber o dinheiro.

Estas três cenas mostram um homem que segue axiomas, assim como o ser descrito nos livros de microeconomia. E mais, ele acredita que as pessoas agem por impulsos econômicos, nunca por altruísmo. Por isso, tenta enxergar sempre um ganho monetário. Ta bom, estou falando de um psicopata, mas é divertido fazer esses paralelos.

domingo, 16 de março de 2008

Cinema de domingo

Finalmente o filme “Onde os fracos não têm vez” (No Country for Old Men, Ethan Coen e Joel Coen, 2007) estreou no lado escuro da selva. Nem vou comentar sua qualidade, pois sou suspeito. Quero destacar apenas a reação do público diante de seu final. Também não falarei do comportamento deste mesmo público, pois não quero me aborrecer de novo.

É interessante como as pessoas esperam por um grande final, repleto de explosões, amores que se resolvem, bandidos que morrem, cavalaria chegando... Quando o filme simplesmente “acaba” todos ficam incomodados. Hoje não foi diferente, o filme “acabou” e a reclamação foi geral. Isto já havia acontecido em “4 meses, 3 semanas e 2 dias” (4 Luni, 3 Saptamani si 2 Zile, Mungiu, 2007) e continuará a acontecer.

Certa vez assisti a um filme do Ang Lee, “Tempestade de gelo” (Ice Storm, Lee, 1997), nada excepcional, mas a reação do pai frente ao filho no final me ganhou completamente. O filme simplesmente acabou diante dela.

O Stanley Kubrick costumava fazer isso, seus filmes são homogêneos e os finais não fogem à regra. Quem não lembra do personagem do Jack Nicholson congelado no final de “O iluminado” (The Shining, Kubrick, 1980).

Contudo, para falar a verdade, quando as pessoas se aborrecem com o filme, eu saio da sala de cinema feliz.

sábado, 15 de março de 2008

Dia

Hoje foi um dia de trabalho duro. Os microdados do IBGE chegram ontem, todas as pesquisas da PNAD. Aprontei minha base para a próxima pesquisa. Agora é hora de tomar umas cervas. Deixo vocês com o senhor David mandando Five Years:

sexta-feira, 14 de março de 2008

Pensamento

Estive pensando: "se os alunos assistissem uma reunião de departamento, eles abandonariam o curso".

quinta-feira, 13 de março de 2008

Melhor professor

Tive vários bons professores ao longo de minha vida, mas nenhum foi melhor do que "Seu Araújo". Autor de frases memoráveis como "a atendente está abusada hoje, acho que é falta de ...", (bem, vocês sabem de quê), Seu Araújo me ensinou algo que eu nunca pensei que iria aprender. Ele me ensinou a dirigir. Hoje passei na prova prática do DETRAN, mérito de Seu Araújo. Resumindo: ele é "o cara"!

quarta-feira, 12 de março de 2008

Livro e sites

O Ariel Rubinstein disponibiliza seu livro de microeconomia na internet (cliquem aqui).

Além de grande pesquisador, o Ariel tem um ótimo senso de humor. Ele não chega a ser um Xavier Sala-i-Matin, que possui o site mais louco dentro da categoria "professores de economia" (vejam aqui).
Contudo, o Ariel publicou um comentário anônimo sobre o seu livro "Modeling Bounded Rationality", o leitor disse:

"I killed three mosquitos with your bounded rationality book today...
First time that I manage to kill mosquitos in my entire life!"

Muito bom! (risos)

Voltando ao Sala-i-Martin, gosto, particulamente, do "Marxists Click Here". Confiram os dois sites.

terça-feira, 11 de março de 2008

Convites

Recebi dois convites. Um para participar da comissão julgadora do 30º Prêmio BNDES de Economia. Onde, em um primeiro momento, analisarei os trabalhos relacionados à distribuição de renda, pobreza e questões sociais.
Também fui indicado para compor o comitê científico da ANPEC Nordeste, na mesa de métodos quantitativos. Ou seja, terei muita leitura pela frente.

P.S.: Lembro-me quando Leão, então técnico da seleção brasileira, convocou um cara chamado Leomar. E mais, deu a braçadeira de capitão para ele. Nossa, era domínio com a canela, furada ... E eu pensava comigo: a culpa não é do cara, é de quem o colocou para jogar.

Alegrias profissionais

No segundo semestre de 2007 orientei minha segunda monografia. O aluno Totas João Correia investigou a dinâmica inflacionária de Guiné-Bissau. Pois bem, esta monografia foi estendida e transformada em projeto de dissertação. Hoje, o Totas foi aceito no mestrado da Universidade de Braga, Portugal. Parabéns!

domingo, 9 de março de 2008

Cinema e livros



Domingo é dia de cinema e livros. Acabei de assistir "O caçador de pipas" (The Kite Runner, Marc Forster, 2007). Gostei bastante do filme. Contudo, sempre que vou ao cinema aproveito para passar na livraria. As aquisições do dia foram: "Misto quente" do Charles Bukowski e "Baudolino" do Umberto Eco. Leitura para as próximas duas semanas.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Frase do dia

"Se a minha consciência pesasse, eu a venderia por quilo."

Senhor Malvadinho.

Papinho bom...

Relatarei parte de uma conversa entre professores da UFRN. Os nomes dos participantes serão omitidos por uma questão de segurança nacional.

Rosa Luxemburgo: E o nosso aumento salarial, alguém tem notícia?

Professor de econometria: Não tenho.

Paul Sweezy: Será que o nosso presidente abandonará os seus eleitores mais fiéis?

Friedrich Engels: Não, ele nunca nos abandonou, basta observar seu governo, como as coisas melhoram em relação ao governo anterior. A ampliação das universidades, o aumento no número de vagas ...

Sir Keynes: Verdade, não tem nem comparação. Embora isso tudo seja um fato, a oposição ainda questiona a política do presidente Molusco. Vejam o caso de São Paulo, é muito hipocrisia, eles gastaram mais com o cartão coorporativo do que o governo federal. Quem são eles para questionar? Todo mundo sabe que há desvio, mas é melhor uma tapioca do que os escândalos da privatização.

Rosa Luxemburgo: Fernando Henrique ia privatizar a caixa Econômica, já estava tudo certo.

Professor de econometria (Sem entender qual o mal em privatizar e com vontade de se auto-suicidar-se-a-si-mesmo.): Hum.

Sir Keynes: Pois bem, queremos o terceiro mandato.

Paul Sweezy: Verdade, e eu quero um coorporativo (n-1 pessoas rindo na sala)."

segunda-feira, 3 de março de 2008

Uma citação

Ao descrever uma situação corriqueira em uma prisão alemã na segunda guerra, Kurt Vonnegut diz:

"Apenas as velas e o sabão eram de origem alemã. Eles tinham uma semelhança fantasmagórica e opalescente. Os britânicos não tinham como saber, mas as velas e o sabão eram feitos da gordura dos judeus, ciganos, veados, comunistas e outros inimigos do Estado que haviam sido mortos.

Coisas da vida."

Kurt Vonnegut, Matadouro 5, p. 104.

sábado, 1 de março de 2008

Humor sem graça

Minha mãe é igual a todas as outras mães, ou seja, uma santa (seja lá o que isso signifique). Pois bem, há alguns dias tenho pensado na melhor coisa que minha mãe me fez. Sem dúvida, a atitude vencedora foi a de não permitir que eu abandonasse o curso de economia para fazer direito. Eu desejava mudar para o direito não por gostar do curso e sim para poder ficar mais próximo de minha casa, dado que me transferiria de João Pessoa para Sousa (Uma cidade no alto sertão da Paraíba a uns 430 km da capital).

Dona Keké não imaginava que o curso de economia seria bom para mim no futuro. Ela apenas conhecia minhas verdadeiras intenções: ficar mais próximo de uma vidinha irresponsável regada à bebedeira e festas com meus amigos do sertão. Neste sentido, agradeço a senhora por esse puxão de orelhas.

O sertão da Paraíba ou de qualquer outro lugar no interior do Nordeste, não é um ambiente para se criar um filho. Não que as capitais sejam melhores, na verdade elas são menos ruins.

Fico me imaginando advogado no sertão a esta altura da vida. Talvez estivesse na porta de uma delegacia esperando um novo "caso". Ou abordando os velhinhos para dar andamentos às suas aposentadorias no Funrural. Um verdadeiro rent seeking de porta de cadeia.

Contudo, meu destino poderia ser mais grandioso. Eu poderia me tornar um “bem-sucedido” advogado residindo na bela Mossoró.

P.S.: Não conheço Mossoró. Porém, ela se enquadra na categoria: "nunca fui mas não gosto de lá".