domingo, 16 de março de 2008

Cinema de domingo

Finalmente o filme “Onde os fracos não têm vez” (No Country for Old Men, Ethan Coen e Joel Coen, 2007) estreou no lado escuro da selva. Nem vou comentar sua qualidade, pois sou suspeito. Quero destacar apenas a reação do público diante de seu final. Também não falarei do comportamento deste mesmo público, pois não quero me aborrecer de novo.

É interessante como as pessoas esperam por um grande final, repleto de explosões, amores que se resolvem, bandidos que morrem, cavalaria chegando... Quando o filme simplesmente “acaba” todos ficam incomodados. Hoje não foi diferente, o filme “acabou” e a reclamação foi geral. Isto já havia acontecido em “4 meses, 3 semanas e 2 dias” (4 Luni, 3 Saptamani si 2 Zile, Mungiu, 2007) e continuará a acontecer.

Certa vez assisti a um filme do Ang Lee, “Tempestade de gelo” (Ice Storm, Lee, 1997), nada excepcional, mas a reação do pai frente ao filho no final me ganhou completamente. O filme simplesmente acabou diante dela.

O Stanley Kubrick costumava fazer isso, seus filmes são homogêneos e os finais não fogem à regra. Quem não lembra do personagem do Jack Nicholson congelado no final de “O iluminado” (The Shining, Kubrick, 1980).

Contudo, para falar a verdade, quando as pessoas se aborrecem com o filme, eu saio da sala de cinema feliz.

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