terça-feira, 18 de março de 2008

Onde os fracos não têm vez


Em “Onde os fracos não têm vez”, Javier Bardem vive um dos mais terríveis vilões do cinema (Anton Chigurh). Contudo, por trás desse cabelo a la Beiçola da “Grande família” está um homem que segue a teoria econômica. Destacarei alguns momentos onde é possível notar esta característica.

Chigurh possui um código de honra que, sendo certo ou não, segue à risca. Lembrem-se da cena onde ele afirma que matará a mulher, pois havia “prometido” ao marido dela. Ou quando mata o homem que o contratou por ele quebrar o “contrato”.

No posto de gasolina ele pergunta ao atendente “este lugar é seu?”, a resposta é: “era do pai da minha esposa, agora é nosso”. O assassino pergunta: “então você casou e se tornou o dono?”. Repetindo essa pergunta seguidas vezes, até que o atendente responda positivamente.

Já no final, ao sofrer um acidente Chigurh faz questão de pagar pela camisa de um dos garotos, mesmo ele se recusando a receber o dinheiro.

Estas três cenas mostram um homem que segue axiomas, assim como o ser descrito nos livros de microeconomia. E mais, ele acredita que as pessoas agem por impulsos econômicos, nunca por altruísmo. Por isso, tenta enxergar sempre um ganho monetário. Ta bom, estou falando de um psicopata, mas é divertido fazer esses paralelos.

Um comentário:

Cristiano disse...

É um bom filme. Realmente, o Sr. Bardem vale cada centavo do ingresso. Seu personagem é macabro. Bom, não vi nada economico nele. Ele é um monstro. Proxima visita ao filme, reparei nos detalhes citados a luz da teoria economica. Grande filme para ver a questão apontada por você de micro é o genial "Sangue Negro". Bom, no post anterior "Kubrick é homogeneo". Se fomos para o lado de tema, sim. Basicamente, seus filmes tratam do mesmo tema: desumanização do homem. Também tem a simetria de seus planos. Seja como for, boa definição pro cara.