quarta-feira, 30 de abril de 2008

Pixies^3


É a terceira ou quarta vez que falo do Pixies aqui. Agora pretendo responder a pergunta: Por que eu gosto dos Pixies?

Bem, a explicação para isso remete ao ano de 2000. A primeira música que escutei foi "Debaser" do disco Doolittle de 1989. Em seu refrão ela diz: "but i am un chien andalusia/ wanna grow". No momento que ouvi acreditei que seria uma referência direta ao filme surrealista "Un Chien Andalou" de Luis Buñuel e Salvador Dalí. Então pensei comigo: uma banda que trata dessa temática só pode ser muito boa. Acertei em cheio!

terça-feira, 29 de abril de 2008

Rio de ladeiras...



A segunda viagem para o Rio de Janeiro foi tranqüila. Vale lembrar que nesse meio tempo fiquei um ano mais velho. A reunião ocorreu no dia de meu aniversário (28/04). Pois bem, acordei pela manhã e liguei a TV. Passava um programa na MTV e, de cara, rolou um clipe do Beck (Loser), depois um do Pavement (Shady Lane). Pensei: é em minha homenagem. Mas depois a programação voltou ao normal.

No meio da manhã a namorada liga e diz que estou mais próximo da fila do INSS (muito engraçada!). Fui para a biblioteca nacional e encontrei um professor da UFT. Feliz coincidência.

Na parte da tarde fui ao BNDES. A reunão foi rápida e sem transtornos. As 15 dissertações finalistas já estão elencadas, são elas: ... Opa, não posso revelar.

A noite fui jantar em um típico boteco carioca. Um balcão enorme cheio de gente desconhecida ao lado. A cerveja estava estupidamente gelada. O sono veio logo...



P.S.: Fotos do Rio e o clipe do Beck.

domingo, 27 de abril de 2008

Post do Alex

Recomendo a leitura do post do Alex. Não poderia deixar de citar aqui, pois envolve uma aluno e os professores do meu departamento. O Alex os denominou de "pós-keynesianos (de quermesse)" (Não fui eu quem falou, tá?).

Malucos brilhantes


A série "Malucos brilhantes" apresenta o professor Professor da Universidade de Alberta-Canadá, Ivan Mizera. Sua pesquisa é concentrada na área dos métodos de otimização, destacando-se a sua aplicação na análise quantílica multivariada. O seu site possui uma frase muito bacana:

If they can't understand it today -
you have to explain it tomorrow.
If they can't understand it tomorrow -
you have to explain it after tomorrow.


Não sou um leitor assíduo de seus trabalhos, mas andei vendo algumas coisas (bem difíceis, por sinal). Estou me aventurando em uma pesquisa onde aplico o método de regressões quantílicas em um problema do mercado de trabalho. Em breve falarei sobre isso aqui.

sábado, 26 de abril de 2008

Rio de novo

Vou para o Rio de Janeiro amanhã. Participarei da segunda reunião da banca do prêmio BNDES. Na segunda-feira serão selecionadas as 15 finalistas e aí vem a pior parte: ler trabalhos que não fazem parte de minha área de atuação. No mais, não estou muito contente com a viagem. Aliás, não gosto de viajar.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Anpec nacional

Confirmado: infelizmente, a ANPEC nacional será realizada em Salvador - BA. Conversas informais indicavam que ele ocorreria em São Paulo - SP. Alarme falso.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Dith Pran e as idéias que quase o mataram


Fiquei sabendo da morte do Dith Pran a partir do Blog do Adolfo. Não poderia deixar de tocar no assunto aqui. Parte da história do Dith é contada no filme "Gritos do silêncio (The Killing Fields, Roland Joffé, 1984)". Pois bem, quero destacar o pensamento que originou a carnificina praticada por Pol Pot e Cia no Camboja, dado que o Dith foi uma vítima, quase fatal, dela.

Em seus estudos na França, Pol Pot (seu nome verdadeiro era Saloth Sar) conheceu as idéias marxistas. Contudo, a que mais o marcou foi: a superestrutura pode modificar a base produtiva (não vou falar sobre isso com detalhes, mas na superestrutura encontram-se a política, as leis, a religião, a ideologia, entre outras; já a base é similar ao modo de produção. Os que conhecem a obra de Marx dirão: "ele nunca afirmou isso!" Discutimos isso depois, tudo bem?)

Sob esse equívoco formaram-se as "revoluções" socialistas (engraçado é que muitas se deram onde nem existia capitalismo, vejam alguns exemplos na Africa.) Explicando: mude, à força, o regime político/econômico e assim, muda-se o modo de produzir. Com isso, sai o capitalismo, entra o comunismo. Notem que isso deu subsídio a grandes assasinos como Che Guevara, Fidel Castro, Pol Pot, entre outros.

O que quero destacar com isso? Quero apenas deixar evidente que uma idéia equivocada pode levar milhões de pessoas à morte. Logo, os pensamentos não são tão inofensivos assim. Tomemos cuidado com a onda de socialismo que assombra a América do Sul ultimamente. Tomemos cuidado com os partidos políticos brasileiros que fazem vista grossa em relação as FARC, MST e afins.

Notícia do ano

Xuxa lança campanha pelo bom uso da internet. Ela argumenta:

Como mãe também fico preocupada ... Quando eles acessarem algo que não deveriam, como fotos e sites de pornografia, não devem ser castigados, mas sim informados...


Fico pensando: ela proibirá a filha de assistir o filme "Amor estranho amor"? Não conhecem o filme? cliquem aqui. E aqui. Ah, e aqui também.

P.S.: Se você rodar o disco da Xuxa de trás pra frente aparece a voz do capeta. Sai pra lá tinhoso!!!

domingo, 20 de abril de 2008

Compra


O livro do feriado é "O processo" de Franz Kafka. Acabei de comprá-lo. No mais, farei uma seção de cinema em casa, o filme será: "Os intocáveis (1987)" de Brian De Palma.

sábado, 19 de abril de 2008

Novo Blog

Recomendo uma visita ao Blog do Ronald Hillbrecht - Escolhas e Conseqüências (o link ficará disponível na barra de favoritos ao lado). O Ronald foi meu professor de macroeconomia II no doutorado. Creio que suas opiniões serão muito válidas.

"Mensagem aos jovens economistas"

Hoje resolvi reler um capítulo do livro "O longo amanhecer" de Celso Furtado. O texto em questão se chama "Mensagem aos jovens economistas". Pois bem, meu conterrâneo incia o texto falando das dificuldades enfrentadas no sertão da Paraíba (quase um velho Oeste) e assim vai ... (Detalhe: ele fala mal de meu Padim Pade Ciço, coisa feia Furtado).

Deixando as brincadeiras de lado, o texto possui algumas pérolas. O autor pergunta: "Por que o Brasil acumula tanto atraso?". Destacando que outros países como a Argentina, o Chile e o México estavam tão à frente. E mais, dentro do próprio país existe uma diferença regional tão expressiva, como pode isso? Ora, será que o Celso nunca ouviu falar de capital humano? Enfim, para ele a questão reside em nossa "vocação industrial não aproveitada". Aí ele rasga o o verbo defendendo a industria infante. Novamente nenhuma palavra relacionada a educação. Hoje sabemos como foi desastrosa a estratégia de investir em tal indústria, negligenciando o investimento em capital humano.

Ele continua, só que agora em seu foco preferido: a SUDENE. Oh, como foi boa a SUDENE. Como foi bacana os rios de dinheiro público jogados no ralo. Notem, o Estado tem que ser grande. Grande não, enorme, só assim que se pode solucionar os problemas sociais.

Segundo Celso, seu esforço desenvolvimentista foi atrapalhado por vários adversários, entre eles Argemiro de Figueiredo, então Senador paraibano. Segundo ele, Kubitschek, que sempre o apoiou, deu acesso aos arquivos da polícia federal, logo: "pude então conhecer as sandices que os serviços secretos arquivavam sobre alguém". Notem, esse lance de dossiê é bem comum. Me surpreende como um intelectual fala com tanta naturalidade sobre isso. Para essa gente, os fins, realmente, justificam os meios. Uma mensagem linda para a sociedade.

Em seguida a globalização é pintada como o demônio que impede do Brasil elaborar uma "política" (essa parte eu não entendi). Aí o papo vai continuando, sempre com os argumentos dos heterodoxos de porta de cadeia...

Pois bem, relendo isso depois de anos, posso garantir que a verdadeira mensagem aos novos economistas é: leiam o que Furtado escreveu, achem engraçado e tomem um caminho oposto.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

The White Stripes na vitrola

Falo muito pouco de economia neste blog. Prefiro outras conversas. Hoje acordei e "taquei" o The White Stripes na vitrola. Putz, que som. O cara manda muito bem. Como diz o mestre Zé: o fodão é o Jack White, a baterista poderia ser substituída por um macaco e o som continuaria o mesmo. Enquanto escutava o White pensava em o quão cretino foi um colega de doutorado, que numa bebedeira dessas disse que Titãs era um som igualmente respeitável. Curtam Seven Nation Army:

quinta-feira, 17 de abril de 2008

On the Night


Não é um clássico, mas me faz lembrar de uma fase de minha vida. 1995, conheci meu Tio Raniere, um cara muito louco que, de certa forma, mudou o rumo de minha vida. Outros acontecimentos também podem ser somados, mas todos são menores. Na fita K7 (putz), eu escutava "On the Night" do Dire Straits (1993).

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Novas compras



Novas compras: "O sétimo selo (1957)" de Ingmar Bergman e "Factotum (2005)" de Bent Hamer. O primeiro é um clássico absoluto. Já falei uma vez, reportanto a um post do Cristiano, sobre a cena onde o cavaleiro joga xadrez com a morte. O Cris a classificou como: "Nascemos para morrer;no meio, jogamos xadrez." Já o segundo, aparentemente, é filme menor. Porém, vale a curiosidade de ver o Henry Chinaski em "carne e osso".

Fiquem, novamente, com a cena clássica:

David Cass

Destaco, também, o memorial que o Cristiano Costa fez para o David Cass (cliquem aqui). Mais sobre o Cass, vejam aqui.

domingo, 13 de abril de 2008

Exame da Anpec

Uma ilustre leitora me enviou esse link:

www.debateanpec.blogspot.com

Pedi para que ela escrevesse um tópico sobre isso. Mas ela recusou. Em vez disso, enviou um email falando a respeito. Já que ela não quis escrever, vou colocar sua opinião mesmo assim:

Vamos acabar com a estatística básica e a matemática cobradas na anpec! (haha). O mais engraçado é a falta de lógica, pois nenhum centro é obrigado a participar da anpec, então os centros heterodoxos que não participem ou os alunos que não estão felizes com esta forma de seleção, que busquem as inúmeras outras possibilidades existentes para se fazer um mestrado. Além disso, ninguém precisa saber (infelizmente) matemática e estatística básicas para passar em grande parte dos centros (há vários casos de pessoas com notas padronizadas negativas em matemática e estatística que fizeram/fazem mestrado na Unicamp e assemelhados - isso é fácil de ser comprovado (a priori ou a posteriori! (haha)). Se o exame parece tão difícil para algumas pessoas, isso significa que o curso que fizeram deixou a desejar, pois não conseguiu ensinar o básico de economia (o que é uma realidade).


Preciso falar algo? Pois bem, minha ilustre leitora (bota ilustre nisso), matou a pau. Obrigado Senhorita A..

P.S.: Não sou Diogo Mainard (infelizmente), ela permitiu que eu postasse isso.

Bartô

Bicho, fala sério. Ele é o mestre:



Vida Longa a Bartô, que só tem um defeito: Morou em Mossoró.

sábado, 12 de abril de 2008

Syd



Hoje revi o DVD "The Pink Floyd and Syd Barrett Story (2003)". Gosto muito do Syd, inclusive de sua fase solo. Após sua saída do Pink, Syd gravou dois cd's: "The Madcap Laughs (1970)" e "Barrett (1971)". O David Gilmour participou da produção dos dois cd's. No documentário ele relata alguns trechos desse desafio. Contudo, a parte mais emocionante é o reencontro com o Syd, já doente e fisicamente mudado, justamente na gravação de "Shine on". A história, que soava como lenda, de fato ocorreu.

Deixo-os com a música em questão.

Defending the undefendable

Polêmica, existe coisa melhor? Claro que não! Se você pensa assim, recomendo a leitura de "Defending the undefendable" do Walter Block. Ele encontra-se disponível para download aqui. Boa leitura.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Edward Teller


Edward Teller foi um cientista controverso. Conhecido como o "pai da Bonba H", Teller sempre foi um defensor da corrida armamentista. Por conta disso, foi um dos estudiosos mais "odiados" dos últimos tempos. Não é difícil encontrar "notas" ou capítulos de livros, ofendendo a sua postura política. Carl Sagan dedica um capítulo do livro "O mundo assombrado pelos demônios" a este propósito. Neste capítulo, intitulado "Quando os ciêntistas conhecem o pecado", o Carl, elegantemente, destaca a genialidade do Teller para depois ir de encontro às suas idéias.

Há rumores de que ele serviu de inspiração para Stanley Kubrick no filme "Dr Fantástico" de 1964.

Em sua tese de doutorado, Teller foi supervisionado por outro grande cientista que também foi perseguido por conta de suas posturas: Werner K. Heisenberg.

Pois bem, prefiro não julgar o posicionamento de Teller, até porque gosto de pessoas com posturas bem estabelecidas. Acredito que os ataques ao Teller obscurecem seus feitos científicos. Por isso, convido-os a tentar enxergar isso em sua biografia.

Lições

Regra básica número um: fale apenas sobre o que você entende minimamente. Não sou a favor da especialização plena, só que, no meu caso, quando opino sobre áreas pouco conhecidas faço questão de destacar que minha fala é meramente superficial. Regra básica número dois: procure a opinião de quem realmente entende.

Pensando sobre a crise dos EUA, alta nos preços dos alimentos e usando essa segunda regra, invoco uma frase do mestre Laurini:
E falando de ataques especulativos - quando se ensinar no IE-Unicamp a matemática e o cálculo estocásticos necessários a formalização de um modelo de ataque especulativo eu dou bola pra opinião de um professor de lá.


O que ela quer dizer? Tudo! Mesmo assim traduzo: Como uma pessoa pode falar com tanta convicção, e mais, estar à frente de órgãos estratégios de política econômica, se ela não conhece os mecanismos básicos para o entendimento do fênomeno que ela manipula?

É dureza ouvir as explicações do presidente Molusco na TV: "os preço dos alimento tão subino, porque os pobi tão cumeno."

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Lançamento Nacional: The Best Sofá

Finalmente o tão aguardado "The Best Sofá" foi lançado. Em homenagem ao meu amigo Cristiano, inicio a coletânea com os mestres Bartô Galeno e Odair José. As músicas são:

The best Sofá

01 Só lembranças - Bartô Galeno
02 Minhas coisas - Odair José
03 A desconhecida - Fernando Mendes
04 Veronica - Mauricio Reis
05 Secretária da beira do cais - Cézar Sampaio
06 Escuta - Amado Batista
07 Recordações - Fernando Mendes
08 Eu vou tirar você desse lugar - Odair José
09 Sandrinha - Bartô Galeno
10 A namorada que sonhei
11 A ciganinha - Carlos Alexandre
12 Castelo de sonhos - Walter Bastos
13 Caminho incerto - Fernando Mendes
14 Gargalhada - Nelson Godin
15 Tudo passará - Nelson Ned
16 Toca fitas do meu carro - Bartô Galeno
17 Foi tudo culpa do amor - Odair José
18 Eu vou rifar meu coração - Lindomar Castilho
19 Feiticeira - Carlos Alexandre
20 A cruz que carrego - Evaldo Braga
21 Tortura de Amor - Adilson Ramos
22 Coração vagabundo - Lindomar Castilho
23 Domingo feliz - Angelo Máximo

Desejam adquiri-la, sem custos, deixem um comentário.

Frases


Acabei ontem a leitura de "Factótum". (Já iniciei Crônicas de um amor louco".) Como sempre, gosto de destacar algumas frases. Relatarei algumas situações vividas pelo Henry Chinaski:

Sozinho num quarto de hotel:

"Cada dia sem solidão me enfraquecia. Não que eu me orgulhasse dela, mas dela eu dependia. A escuridão do quarto era como um dia ensolarado para mim. Tomei um gole de vinho."

Em um bar, alguém o pergunta: O que você faz?

"Nada. Bebo. Vario entre isso."

Ao sair pela noite:

"Meus passos ecoavam pela rua vazia, parecendo os passos de um perseguidor. Olhei ao redor. Eu estava enganado. Somente a solidão me acompanhava."

Uma moça entra em seu quarto e questiona seu isolamento:

"--Então, o que há de errado?
--Não gosto de pessoas.
--Você acha que isso é certo?
--Provavelmente não.
--Você iria comigo ao cinema numa noite dessas?
--Tentarei."

Refletindo sobre o ato de beber:

"Quando você bebia, o mundo continuava lá fora, mas por um momento era como se ele não o trouxesse preso pela garganta."

Alguém afirma: A Bíblia diz: Amai ao próximo. Chinaski responde:

"Isso poderia significar algo como 'deixe-o em paz.'"

Filosofando:

"Para cada Joana d'Arc há um Hitler suspenso do outro lado da balança."

Sua experiência como limpador de banheiros:

"Era consciencioso, porém, com os papéis higiênicos e os protetores de assento. Isto, contudo, eu poderia entender: nada pior do que terminar uma boa cagada, esticar a mão e encontrar um rolo de papel higiênico vazio. Mesmo o ser humano mais monstruoso sobre a face da terra merece um papel higiênico para limpar o rabo."

Observando sua colega de trabalho:

"Mary Lou deu meia-volta e se afastou. Fiquei olhando seu rabo trabalhar naquele corpo alto. Magia. Algumas mulheres são pura magia."

O final do livro é fastástico. Chinaski observando Darlene, uma dançarina decadente, tirar a roupa numa casa de stripper:

"O quarteto seguia botando para quebrar. Darlene girava e girava. Ela lançou as contas para longe. Eu olhei, eles olharam. Podíamos ver os pêlos de sua buceta através de sua segunda pele. A banda realmente fazia sua bunda vibrar.

E eu não conseguia ficar de pau duro."

P.S.: Na foto Charles Bukowski.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Asneira by IE/UNICAMP

Mais uma asneira proferida por um "pesquisador" do Instituto de Economia da UNICAMP (cliquem aqui).

O post do professor Laurini (logo abaixo) é uma resposta para este tipo de argumento. O autor é o Ricardo Luiz Chagas Amorim, que foi orientado em seu mestrado e doutorado por quem? Por ele mesmo, o Marcio Pochmann. (vejam o curriculum Lattes do cidadão aqui.)

domingo, 6 de abril de 2008

I`m Not There



Hoje assisti um filme baseado na vida do mestre Bob Dylan. Não Estou Lá (I`m Not There, Todd Haynes, 2007). De fato, ele não está lá. Se você procura saber coisas do tipo: o Bob Nasceu aqui, viveu até tantos anos com fulana, fez sucesso com essa música... desista! O filme mostra, de forma poética, como este artista se transformou ao longo do tempo, um tempo não-linear. Dylan é vivido por vários atores e uma atriz: o garotinho negro Marcus Carl Franklin (sua origem folk); Christian Bale (cantor político); Cate Blanchett (a versão “guitarra elétrica”); Heath Ledger (sua experiência com o Cinema); Ben Whishaw (o lado poeta); e Richard Gere (um cara isolado). O Final com Like a Rolling Stone, putz, vale a pena.

Entretanto, deixo-os com outra bela música, Blowin' In the Wind:

Defesa da Matemática

Alguns têm preguiça de clicar nos links, por isso reproduzo na íntegra o belo argumento do Professor Laurini:
Aproveitando a leitura do Eu Sou a Lenda, fico vendo assustado o ataque das criaturas das trevas. As criaturas das trevas são aqueles "intelectuais" que nos momentos de crise saem de suas cavernas para pregar que as ferramentas da modernidade devem ser queimadas.
Deixando mais claro, estou me referindo aos "economistas" heterodoxos que vem pregar que a teoria econômica não pode ser aplicada ao Brasil, e que a abstração matemática não deve ser utilizada em problemas econômicos e sociais.
Fico imaginando um grupo de engenheiros que pregasse que não devemos fazer cálculos quando contruímos um edifício ou uma máquina. Ou um médico que tentasse curar seus pacientes sem pesquisas ou exames.
Mas estes nobres intelectuais pregam que as ferramentas matemáticas não podem ser usadas em economia - que toda a análise econômica deve ser feita através das "idéias", sem formalização matemática.
A formalização matemática é essencial, já que é uma linguagem que permite verificar as possíveis contradições e falhas em nossos argumentos, e principalmente o quanto é possível generalizar os resultados. E para isso é importante que seja possível ter sempre uma linguagem mais completa, mais poderosa, para que possamos análisar problemas cada vez mais complexos.
E isto é um fato - o uso de matemática, probabilidade e estatística possibilitaram o imenso desenvolvimento da ciência econômica e a complexidade dos problemas que ela pode analisar. Como um exemplo temos a teoria de design de mecanismos, uma teoria altamente abstrata mas com importantes aplicações em política econômica e incentivos. Ou então todo o desenvolvimento da teoria de finanças.
Eu acredito que estas manifestações sejam os últimos gritos de agonia da heterodoxia econômica no Brasil. É visível que o número de jovens economistas heterodoxos é cada vez menor. Os motivos para esse fenômeno são claros. O principal é que é evidente que políticas econômicas heterodoxas sempre foram um fracasso (e o fato de que a política macroeconômica atual no Brasil seja totalmente ortodoxa é um sinal claro disso). O segundo ponto é que os economistas heterodoxos só conseguem publicar nas suas próprias revistas. E isso não ocorre por viés, mas pelo fato de que seus argumentos não resistem a análises mais robustas. Matemática mais avançada serve para formular questões mais complexas - é apenas essa matemática que permite modelos com agentes heterodoxos, racionalidade limitada, modelos com múltiplos equilíbrios, etc.
Quanto a crise dos mercados subprimes - esta crise não aconteceu por excesso de matemática, mas pela falta dela. Essencialmente precisamos de modelos mais complexos para capturar a dependência assimétrica que existe no mercado de mortgages e crédito.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

All things must pass


Seu George. Existiu uma banda chamada Beatles, nela eu preferia as canções de um cara chamado Paul. Na carreira solo o meu preferido é o George Harrison. Não curto essas viadagens de hare krishna, budismos ou coisas parecidas. Mas gosto do George. Na boa a capa do "All things must pass" é muito linda!
Fiquem com a conhecida My sweet lord.

The best sofá


Em Porto Alegre montei uma coletânea de bregas chamada "O mel do melhor". Foi um sucesso! Gravava os cd's e distribuia para os amigos, que, por sua vez, passavam para outros e assim fez-se o sucesso. Bastava um chegar com uma garrafa de vinho e o "O mel do melhor" ia pra vitrola.

Agora estou montando a segunda coletânea "The best sofá". Tem de tudo, Bartô Galeno, Odair José, Amado Batista (antes de se vender para o sistema), Frankito Lopes (O Índio apaixonado), Miltom César, Waldick Soriano, Roberto Müller, Evaldo Braga, Fernando Mendes, Carlos Alexandre, entre outros. Resumindo, o que tem de melhor na música popular brasileira. Coisa fina!

P.S.: a) Assisti um show de Odair José no interior da Paraíba. Ele chegou bêbado e, na falta de um palco, cantou em cima de uma mesa. Uma coisa inesquecível! b) Vi Roberto Müller cantando em um circo vagabundo: "Se o amor nasceu numa cerveja, entre espumas terá que terminar..." c) Na foto, o grande Waldick Soriano.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Igualdade

Finalmente o paper sobre igualdade de oportunidades está começando. O banco de dados está quase pronto. Ele atrasou um pouco por conta de um surto de gripe na casa da família Ziegelmann em Londres. Mas agora estão todos bem! O Flávio, meu coautor, ficou de enviar sua contribuição até o final deste mês. O lance é que tenho que aprender a mecher em linguagem C. Isso é estimulante!

terça-feira, 1 de abril de 2008

South Park Studios


O South Park Studios disponibilizou as 12 temporadas do desenho animado em seu site (cliquem aqui). Não é possível baixar. Não sei vocês, mas eu já coloquei o endereço nos meus favoritos. O primeiro é um clássico, até no título: Cartman gets an anal probe.