quarta-feira, 9 de abril de 2008

Frases


Acabei ontem a leitura de "Factótum". (Já iniciei Crônicas de um amor louco".) Como sempre, gosto de destacar algumas frases. Relatarei algumas situações vividas pelo Henry Chinaski:

Sozinho num quarto de hotel:

"Cada dia sem solidão me enfraquecia. Não que eu me orgulhasse dela, mas dela eu dependia. A escuridão do quarto era como um dia ensolarado para mim. Tomei um gole de vinho."

Em um bar, alguém o pergunta: O que você faz?

"Nada. Bebo. Vario entre isso."

Ao sair pela noite:

"Meus passos ecoavam pela rua vazia, parecendo os passos de um perseguidor. Olhei ao redor. Eu estava enganado. Somente a solidão me acompanhava."

Uma moça entra em seu quarto e questiona seu isolamento:

"--Então, o que há de errado?
--Não gosto de pessoas.
--Você acha que isso é certo?
--Provavelmente não.
--Você iria comigo ao cinema numa noite dessas?
--Tentarei."

Refletindo sobre o ato de beber:

"Quando você bebia, o mundo continuava lá fora, mas por um momento era como se ele não o trouxesse preso pela garganta."

Alguém afirma: A Bíblia diz: Amai ao próximo. Chinaski responde:

"Isso poderia significar algo como 'deixe-o em paz.'"

Filosofando:

"Para cada Joana d'Arc há um Hitler suspenso do outro lado da balança."

Sua experiência como limpador de banheiros:

"Era consciencioso, porém, com os papéis higiênicos e os protetores de assento. Isto, contudo, eu poderia entender: nada pior do que terminar uma boa cagada, esticar a mão e encontrar um rolo de papel higiênico vazio. Mesmo o ser humano mais monstruoso sobre a face da terra merece um papel higiênico para limpar o rabo."

Observando sua colega de trabalho:

"Mary Lou deu meia-volta e se afastou. Fiquei olhando seu rabo trabalhar naquele corpo alto. Magia. Algumas mulheres são pura magia."

O final do livro é fastástico. Chinaski observando Darlene, uma dançarina decadente, tirar a roupa numa casa de stripper:

"O quarteto seguia botando para quebrar. Darlene girava e girava. Ela lançou as contas para longe. Eu olhei, eles olharam. Podíamos ver os pêlos de sua buceta através de sua segunda pele. A banda realmente fazia sua bunda vibrar.

E eu não conseguia ficar de pau duro."

P.S.: Na foto Charles Bukowski.

3 comentários:

Anônimo disse...

Que blog mais doido ou gay....rs

http://www.naninee.multiply.com disse...

isolamento...
acredita que painho me compara sempre a Gregor Samsa????
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
acho que isolar-se nos torna ao mesmo tempo que fortes, um pouco mais sensíveis para os acontecimentos da vida...

Anônimo disse...

Li esse livro,esse final foi realmente legal,mas tbm gostei da parte em que ele descreve jan,na pagina 75