domingo, 10 de agosto de 2008

Cinema brasileiro

Renato Aragão reclama da concorrência internacional (cliquem aqui):

Diante da concorrência dos filmes de Hollywood que chegam tomando todo o mercado eu me sinto um vietnamita lutando contra os americanos na guerra – diz Aragão em referência aos resultados de bilheteria de seu “O guerreriro Didi e a ninja Lili”.


Faço uma pergunta: Por que os filmes norte-americanos possuem maiores bilheterias? Respondo: porque são melhores. Aí um chato replica "por que eles são melhores?". Vários fatores podem ser listados, mas um deles é a concorrência. Só os studios capazes permanecem. Ou melhor, lá o ESTADO não é babá de cineastra.

Notem que uma das personagens é protagonizada por Lívian Aragão, filha do Renato. Por isso faço mais uma pergunta: por que eu, um contribuite, devo pagar para a filha do Renato estrelar no cinema?

O Cristiano Gomes, especialista no assunto, já postou vários tópicos em relação a isso em seu blog.

Detalhe, quase não se vê o logo do ministério da cultura no site do filme. Tá apagadinho...

Um comentário:

Cristiano disse...

Dado que é grana da mamadeira estatal, esse povo quer mais. Sobre concorrência com o cine hollywood, poxa, The Dark Knight já é a terceira bilheteria da história e tb é disparado o melhor filme dessa década em todos os aspectos. Realiador brazuca precisa atender a audiência. Até que consegue quando quer. Vide Cidade de Deus que está no rank do IMDB como um dos 15 melhores filmes de todos os tempos. Não é opiniao de brazuca, mas dos ditos "gringos imperialistas". Bom, seja como for, a coisa foi pra avacalhação total: o filme novo do Zé do Caixão tem dedo de empreeiteiro mamador das tetas estatal que financia campanha política em troca de obras ou da prefeitura inteira. Neste caso, a PBH. Era só questão de tempo pro pessoal descobrir que cinema brazuca é o paraíso da verba fácil. Doravante, será mais feio ainda a questão do audiovisual porque a turma do mensalão descobriu o ramo. Doravente, cine brazuca será pra financiar campanha. Sinceramente, eu tenho medo do cenário que virá.