terça-feira, 30 de setembro de 2008

Lembranças da infância


Ele mora em um beco no Brooklyn, Nova York, com mais 5 amigos Felinos. Sim, estou falando do Manda-Chuva. Um desenho pra lá de bacana que estreou em 1961. Aqui no Brasil os episódios contaram com a dublagem do Lima Duarte (Manda-Chuva e Espeto).

Lembranças de uma boa infância.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Blog recomendável

Divulgando o blog:

The Radical Libertarian

Seu lema é:

We reject all forms of government, from dictatorships to democracies. We advocate a free society through Voluntaryism and Market Anarchy. The state is an inferior and unjustified social framework both in practice and principle.

Ou seja, só pode ser muito bom!

Livro Novo


Acabo de comprar "O PAIS DOS PETRALHAS" do Reinaldo Azevedo.

Gosto muito dos textos do Reinaldo.

Uma boa resenha sobre o livro é fornecida pelo Gerald Thomas (cliquem aqui).

Divulgação

A UFRN possui excelentes alunos. Um deles, o Fábio Rodrigo Cavalcanti da Silva, destaca-se não só pelo bom desempenho nas disciplinas, mas pelo interesse em produzir ciência. Recentemente ele participou da Rio Oil & Gas Conference:

UTILIZAÇÃO DE MODELOS REPRESENTATIVOS NA TOMADA DE DECISÃO DO DESENVOLVIMENTO COMPLEMENTAR EM CAMPO OFFSHORE

Parabéns Fábio.

Revisão

Acabei de terminar a revisão do paper da Revista de Economia Aplicada. O co-autor está revisando as respostas para os pareceristas. Foram 24 dias de trabalho duro. Estou pronto para novos pareceres. Só não espero receber nada da RBE. Já faz um ano que submeti um paper e NADA. Escrevi para o editor e NADA. Nem mesmo uma resposta do tipo: "Aguarde, pois entraremos em contato em breve, att ...".

Leitura do dia

Responsibility, talent, and compensation: A second-best analysis

Review of Economic Design, 4, 35-55 (1999).

Walter Bossert (lezwb@unix.ccc.nottingham.ac.uk) (Department of Economics, University of Nottingham, University Park, Nottingham NG7 2RD, UK)

Marc Fleurbaey (fleur@u-cergy.fr) (THEMA, Université de Cergy-Pontoise, 33 Bd du Port, F-95011 Cergy-Pontoise Cedex, France)

Dirk Van de gaer (dvandegaer@may.ei) (Department of Economics, NUI-University of Maynooth, Maynooth, Co. Kildare, Ireland)



This paper examines how the first-best models of compensation based on the agents' talents and responsibilities analyzed in some recent contributions can be extended to a second-best context. A few social criteria are proposed and compared to alternative approaches by Roemer and Van de gaer.


Essa leitura conduz à abordagem do No-Envy Allocation.

P.S.: Esse negócio de NO-ENVY é sério. Eu estou tomando banho de sal grosso.

domingo, 28 de setembro de 2008

GP de Cingapura - F1


O GP de Cingapura foi memorável. A primeira corrida noturna contou com um show de competência de F. Alonso. L. Hamilton chegou em terceiro e abriu sete pontos em relação ao segundo colocado na disputa do mundial. A imagem da corrida foi a de F. Massa puxando a metade dos mecânicos com a mangueira de reabastecimento. Muito engraçado!

O Lewis será campeão e o blog entrará em festa.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Reflexão

Vou transcrever o trecho de uma palestra do Richard Feymann em 1966. O tema? O que é a ciência.

[...] Há dois dias tivemos uma conferência em que decidimos que já não temos de ensinar uma disciplina elementar de mecânica quântica na pós-graduação. Quando era estudante, nem sequer havia uma disciplina de mecânica quântica; era considerado um assunto muito difícil. Quando começei a ensinar, tínhamos uma. Agora ensinamo-la aos alunos de licenciatura [...] Por que é que isso tem sido puxado para baixo?


O fato que essas palavras mostram o avanço no ensino da ciência. A pergunta é: isso vem acontecendo na economia? Os cursos de hoje se parecem com os de ontem? Alguma disciplina elementar da pós-graduação foi trazida para a graduação?

Acredito que poucos exemplos podem ser listados.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Vendo passagens para Cuba

O Reinaldo Azevedo fala sobre os intelectuais da crise (dica do João)

Emir Sader e Luis Fernando Verissmo como analistas econômicos

O post é bem divertido. Contudo, o melhor são so comentários dos leitores. Destaco um:

Reinaldo,
estou mudando para Cuba. Lá é que é um país desenvolvido. Não existe fome, miséria, censura. Emprego de sobra, para todas as matizes. Este sim, é o país dos sonhos, onde todos querem ir e ninguém quer sair.
J.Freire


Acho que Cuba passou no teste do muro sugerido pelo Adolfo.

No mais, precisamos de mais lugares no bote com trajeto Brasil-Cuba, pois, dado o fim do capitalismo, a ilha será um dos poucos lugares seguros. Eu, como um bom comunista, estou vendendo bilhetes na terceira classe, alguém se interessa?

Olhem o destino do seu dinheiro

Da série "para onde vai o dinheiro de nossos impostos"


Bolsa Família sustenta novo voto de cabresto no Nordeste

O Brasil é desigual? Sim! Possui desigualdade de oportunidades? Sim!

Mas quem garante que as pessoas devem ser compensadas por essas desigualdades? Ninguem!

Contudo, essa manchete nos leva a pensar que não se deve.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Para mostrar que vale a pena

Orientei um aluno estrangeiro. Ele defendeu a monografia e desenvolveu um projeto de dissertação baseado em seus resultados. Foi aprovado no mestrado em Portugal. Contudo, ao retornar para seu país envolveu-se em coisas bacanas.

Hoje recebi um email seu:

Ola Professor,

Estou enviando essa mensagem para lhe informar que consegui o emprego nos Ministerio das Finanças. Na Direção Geral de Conjuntura e Previsão. Este emprego surgiu graças a apresentação do trabalho na Universidade. Como as pessoas ligadas ao ministerio das Finanças estavam ali me convidaram. No ministério tem as propostas boas e a gente trabalha com o pessoal do Fundo Monetário Internacional.

Quanto ao mestrado o Ministro me aconselhou a trabalhar um ano, depois, vão conseder a bolsa da IDA, organismo ligado ao Banco Mundial, até pode ser para Canada ou EUA.

Para terminar, gostaria de agradecer pela ajuda que me deste ao longo dos estudos.


Mensagens como essa servem para mostrar que nossos esforços valem a pena. Continuarei com a mesma postura. Se em uma amostra de 150 alunos, 01 entender o espírito da coisa e trilhar pelo caminho certo, já basta! Os outros 149 te odiarão ... Não ligo!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Leitura do dia

More Equal but Less Mobile? Education Financing and Intergenerational Mobility in Italy and in the United States

Checchi, Daniele
Ichino, Andrea
Rustichini, Aldo

Abstract: A centralised and egalitarian school system reduces the cost of education for poor
families, and so it should reduce income inequality and make intergenerational mobility
easier. In this paper we provide evidence that Italy, compared to the USA, displays less
income inequality, as expected given the type of school system, but also less intergenerational
upward mobility between occupations and between education levels.
We explore some of the reasons which can explain this puzzling result and conclude that
in a world in which family background is important for labor market success, a centralised
and egalitarian tertiary education does not necessarily help poor children and may take
away from them a fundamental tool to prove their talent and to compete with rich children.

Texto

Mais um:

O Impacto da Mobilidade de Renda sobre o Bem-estar
Econômico no Brasil



O texto foi submetido a uma revista nacional.

Críticas são bem-vindas!

Último findi ...

Na última sexta-feira (dia 19) fez um ano da defesa de minha tese. Coincidentemente recebi o Zé e a Nara, testemunhas visuais de minha saga pelo sul. O final de semana foi prá lá de agradável. Praia, conversa fiada restaurantes, cerveja ...

Por esse motivo que “sumi” da net.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Família


Uma família perfeita

Quem paga os juros das minhas contas que chegam atrasadas?

Quem paga os juros das minhas contas que chegam atrasadas? Boa pergunta, com uma única resposta: EU. A Correios e Telégrafos (a estatal mais eficiente do Brasil) é incapaz de entregar uma correspondência no prazo. Resultado, eu pago a conta.

Questionado sobre isso, um dirigente local respondeu que a culpa é do crescimento das compras pela internet (engraçado é que os profetas chegaram a dizer que a internet acabaria com as correspondências). Ou seja, eles são incapazes de atender à demanda.

Aponto duas soluções: a) injetar mais dinheiro público e aumentar a estrutura dessa maravilha estatal. Mais concursos e, com isso, mais gente capacitada atendendo os nossos interesses e; b) abrir o mercado para outras empresas mais eficientes.

A segunda opção não é bem vista pelo atual governo. A propósito, alguém já assistiu a TV Lula ou comprou uma camisinha produzida pelo governo? Ou fazendo uma previsão um passo à frente: alguém assistirá um desses filmes? (vejam aqui.)

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Interior da Paraíba

Vocês acha que os filmes de faroeste do Clint Eastwood são ficção? Então vocês não conhecem o interior da Paraíba. Exagero? Vejam isso.

Estou convidando meus amigos para um tour por lá. Estão a fim? Deixem seus nomes e endereços.

Pra divertir

Esse "diálogo" é digno de nota. O senhor F. questiona o Alexandre Schwartsman:

[...] vc podia tentar explicar a atual crise à luz das teorias ortodoxas paleo-liberais.
Como inserir os argumentos de Modligliani-Miller no momento atual?
As ferramentas ainda são as teorias de assimetria de informação e outros pilares da micro neoclássica?
E na parte macro, o que um Paul Davidson teria a dizer?


O Alex responde:

F:

Acho que é assimetria de informação "all around". Seleção adversa no crédito, moral hazard na originação de hipotecas e na securitização, agravada por falha na fiscalização.

Quanto à parte macro, acho que o Paul Davidson não teria nada a dizer além de papaguear sobre "tempo, incerteza e contratos".

Abs

A


Só um comentário: BRILHANTE!!!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

sábado, 13 de setembro de 2008

STATA 10

Acabo de receber o Software STATA 10. Junto com ele, 16 manuais. São as ferramentas para a minha manufatura...

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

ANPEC Nacional

Duas aceitações na ANPEC Nacional:

Distribuição De Capital Humano e Desigualdade de Renda: Mobilidade Intergeracional Educacional e Mobilidade de Renda no Brasil
Autor(es): Erik Alencar de Figueiredo(UFRN);José Luis da Silva Netto Junior(UFRGS)

Efeitos da composição domiciliar e da escala equivalente sobre as medidas de desigualdade de renda e pobreza no Brasil
Autor(es): Jorge Luiz Mariano(UFRN); Erik Alencar Figueiredo(UFRN)

Duas parcerias gratificantes, pois os dois são grandes amigos. Parabéns José e Jorge.

P.S.: Enviei 3 trabalhos, um foi rejeitado. Não mandei nada para a SBE esse ano. Nos últimos dois anos tenho publicado artigos em todas as ANPEC's (Nacional, Nordeste e Sul).

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Leitura do dia

Aderindo à série "leitura do dia" lançada pelo Laurini. Hoje destaco um texto sobre a estimação dos desvios padrões das medidas de desigualdade de renda

Variance Estimation for Measures of Income Inequality and
Polarization -- The Estimating Equations Approach


Milorad S. Kovačević and David A. Binder

The estimating equations technique for variance estimation is demonstrated on a variety of
income inequality and polarization measures when data are obtained in a complex survey.
This method, based on the Taylor linearization, is computationally nonintensive and easy
to implement. Six different measures are considered. An example based on data from the
Canadian Survey of Consumer Finance is given.

A VINGANÇA DOS HETERODOXOS

Enquanto isso, na selva brasileira ... os heterodoxos(???) mandam essa mensagem como sendo um aviso da grande revolução. Ela é longa, mas dá para ler com um certo esforço:

A VINGANÇA DOS HETERODOXOS


Valor Econômico (08/09/2008)

Analistas como Martin Wolff, do “Financial Times”, já registraram, no início do ano, a morte do sonho liberal de um capitalismo global regido pelo livre mercado. Faltava um documento oficial para decretar o óbito. Essa certidão acaba de ser lavrada - pela mais heterodoxa das organizações econômicas multilaterais, a Unctad, sigla em inglês da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento.

Críticas como a da Unctad contra o sonho liberal alimentam-se do socorro desesperado do governo dos EUA a bancos e às instituições hipotecárias Fanny Mae e Freddy Mac; da nascente recessão na Europa que se debate entre combater a inflação ou baixar juros; e da emergência das economia asiáticas fortemente impregnadas pelas digitais do Estado. Os economistas da ONU tiraram do limbo peritos de linha heterodoxa, como o neokeynesiano Nicholas Kaldor, para decretar o que chamam de “fracasso do modelo neoclássico”, predominante no Ocidente.

“Embora a maioria dos economistas concorde que os pressupostos do modelo neoclássico estão longe da realidade, este modelo continua a servir de base para as prescrições de política econômica”, acusa a agência da ONU, no seu recém-lançado Informe de Comércio e Desenvolvimento 2008. O documento combate prescrições do modelo neoclássico que considera baseadas em premissas equivocadas e potencialmente danosas.

Entre as premissas, está a de que os preços são sinais claros do mercado para corrigir distorções de oferta e demanda. A Unctad também combate a idéia de que o investimento para aumentar a produção tem de ser precedido pelo acúmulo de poupança. Contra a teoria tradicional, por exemplo, os países em desenvolvimento com mais investimentos são os que enviam ao exterior mais poupança do que recebem, nota o Informe.

Ao lado de questionamentos teóricos sobre a teoria neoclássica de formação preços, o documento menciona os problemas criados com a influência das expectativas nos mercados financeiro sobre os mercados de mercadorias e a produção real. Os economistas da Unctad não sabem dizer o quanto a especulação influencia a atual alta de preços de mercadorias, mas comentam que a lógica de uma parte substancial dos mercados de futuros e hedge hoje descolou do terreno produtivo e atende a decisões de “diversificação de portfólios de investidores”.

Unctad vê fracasso do modelo neoclássico. Em linguagem um pouco mais simples (só um pouco; nada no mundo atual é simples como se gostaria): ao notarem riscos maiores nos mercados de títulos, ou de ações, por exemplo, uma parte crescente de investidores do mercado financeiro tem diversificado aplicações comprando contratos de mercadorias no mercado futuro. Esses operadores não mudam de posições (comprando contratos ou vendendo os que têm) em função apenas da expectativa de mudança nos preços das mercadorias; só mexem em suas carteiras com base no que acontece nos outros mercados. A alteração no humor de investidores ganha efeito desproporcional no mercado de commodities.

“Em vez de reduzir riscos, os complexos instrumentos financeiros desenvolvidos recentemente têm servido para espalhar o impacto de investimentos arriscados através de continentes, instituições e mercados”, alerta a Unctad. A interpenetração dos mercados financeiro e de mercadorias e a arbitragem com juros e taxas de câmbio provocam movimentos que contrariam o saber convencional: países com grandes déficits nas contas externas no Leste Europeu vêem suas moedas se valorizarem e países com grandes superávits em conta corrente, como Japão e Suíça sofrem desvalorizações. Políticas baseadas nos pressupostos tradicionais podem exacerbar a crise, acreditam os economistas da ONU.

“Seguindo a agenda do Consenso de Washington, que visava ‘obter os preços corretos’, muitos países mantém errados dois dos mais importantes preços - as taxas de câmbio e de juros”, diz a Unctad. “Isso pode explicar por que o Consenso de Washington não se aplica em Washington: os EUA, depois de flertar brevemente com a ortodoxia monetária no começo dos anos 80, voltaram à sintonia fina da taxa de juros e a uma política monetária extraordinariamente complacente nas últimas duas décadas.”

O Informe dá argumentos em defesa do crédito dirigido para investimentos, e cita o BNDES brasileiro como bom exemplo. No capítulo de propostas para lidar com a crise mundial, porém, apela para uma utópica coordenação multilateral para criar, nos mercados financeiros e na administração das taxas de câmbio, regras e códigos de conduta como os que a desmoralizada OMC aplica ao comércio internacional. O relatório completo, em inglês ou espanhol, está no portal www.unctad.org.


Neoclássicos (Neo-clássicos), fujam enquanto há tempo.

P.S.: Agora entendo o porquê desses caras não escreverem um texto para discussão, eles estão tramando para tomar o mundo.

Mais um "belo" livro


Um dos comentários sobre o post mais recente do Alexandre Schwartsman me remeteu a esse livro: Os cabeças-de-planilha - Luis Nassif.

Observem que bela propaganda a respeito desse "achado" literário:

O Brasil teve três chances de se tornar uma nação de primeira grandeza. A primeira foi no século XIX, logo depois da Abolição da escravidão. A segunda foi no final dos anos 1960, enquanto assistíamos ao "milagre econômico" do regime militar. A terceira surgiu na década passada, com o Plano Real. Mas, por que não saímos do lugar? O jornalista Luís Nassif explica: fomos travados pelos "cabeças-de-planilha", criadores de embustes financeiros e de duvidosas "leis" do mercado. Aliando conhecimento do passado a uma extraordinária familiaridade com os temas próprios da economia e do jogo político, Luís Nassif faz aqui uma análise inteligente - além de desvendar as tramas, as negociatas e as ligações entre o grande capital e os homens do governo em diferentes períodos da república brasileira.


O Nassif culpa as "duvidosas leis de mercado"? Ora, será que foi isso mesmo? Em minha opinião (lembrando que não tenho uma "extraordinária familiaridade com os temas próprios da economia e do jogo político"), os motivos foram outros. Que tal pensarmos no que aconteceria se ao invés de investirmos na "indústria infante", tivéssemos nos concentrado no capital humano. Vejam quem eram Brasil e Coréia do sul na década de 1960. Agora olhem para ambos nos dias de hoje.

Certa vez vi um francês dizendo que não entendia como o Brasil não se tornou um Japão. Ele, junto com Celso Furtado (Furtadô) discutiam isso. Ora, as idéias do Celso contribuíram e muito para isso. Uma das causas estava ao lado dele.

Infeliz daquele que tem a cabeça de planilha de Excel, pois precisamos de mais do que isso. Acredito que foi pela falta da atuação das leis de mercado que somos quem somos. No mais, falar em negociatas é muito perigoso para algumas pessoas ...

domingo, 7 de setembro de 2008

Inutilidade pública: Desemprego Zero

O João fala um pouco sobre a independência do BACEN em seu post mais recente (leiam aqui.)

Ao buscar mais sobre o assunto, acabei (via Google) caindo em um blog muito do ... do ... Tirem suas próprias conclusões. Vejamos, em um dos artigos o Bruno Galvão dos Santos cita o blog do Luis Nassif como principal referência. Em outro, o Léo Nunes vomita: "Analistas do mercado acreditam que a autoridade monetária deve mais uma vez aumentar a taxa, devido a um suposto risco inflacionário." E aí, começa o ataque a postura do BACEN.

Detalhe, temos uma foto do Celso Furtado na barra da direita. Enfim, contribuo com uma inutilidade pública de marca maior: com vocês o blog "Desemprego Zero".

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Matéria - Publish or perish

Vejam uma matéria do valor Econômico (por Leo Pinheiro/Valor)

Uma das características mais marcantes da nova geração de economistas é a presença freqüente da formalização matemática nos trabalhos. Professor assistente na Kennedy School, na Universidade de Harvard, Filipe Campante, de 30 anos, diz que isso é um imperativo para quem vai fazer doutorado nos EUA. "É assim que o 'mainstream' da profissão opera. Quem vem para cá tem que usar esse tipo de ferramenta", afirma ele, que vê o uso de modelos como um instrumento poderoso para o estudo.

Campante concluiu o doutorado em Harvard em 2007, depois de fazer o mestrado na PUC-Rio. Ele tem como áreas de interesse a desigualdade e as intersecções entre política e economia. Um de seus estudos atuais trata das relações entre crime e desigualdade, usando como base as favelas do Rio de Janeiro. Ricardo Madeira, da FEA-USP, vai na mesma linha, dizendo que a formalização dá "mais rigor aos argumentos". "Procuro sempre construir modelos que sejam falseáveis e testáveis. É a linha metodológica que segue um cientista."


Economistas de escolas mais heterodoxas dão hoje mais importância ao uso de modelos. É o caso de Rodrigo Sabbatini, de 34 anos, pesquisador do Núcleo de Estudos da Indústria e de Tecnologia (NEIT) da Unicamp. No doutorado, Sabbatini estudou determinantes do investimento estrangeiro direto, com o uso de técnicas econométricas. "Acho crucial conhecer e aplicar essas técnicas, mas sempre de maneira a auxiliar a sustentação de um argumento". "Economistas matemáticos, do alto de seus modelos sofisticados, erram e acertam previsões, assim como os economistas políticos, com ou sem modelos. Em economia, não existe resposta binária, sim ou não, certo ou errado, mas opiniões balizadas em uma metodologia de análise realizada num contexto de incerteza", afirma ele, doutor pela Unicamp, que teve uma "bolsa-sanduíche" na Universidade da Califórnia, em Berkeley.


Esther Dweck, da UFRJ, diz que também entre os heterodoxos há uma preocupação com a formalização matemática, mas com a consciência de que se trata de um instrumento, e não do foco da pesquisa. "Acho que alguns ortodoxos fazem uma inversão de valores." Esther nota que modelos sempre são simplificações da realidade, o que os fanáticos pela prática tenderiam a esquecer.


O uso de modelos decorre em parte da importância de se publicar em revistas especializadas, que costumam dar mais espaço para trabalhos com maior formalização. Flávio Cunha, da Universidade da Pensilvânia, diz que houve uma mudança de atitude das instituições de ponta no Brasil. "Algumas passaram a exigir publicações em revistas de renome para promoção na carreira e outras oferecem elevados incentivos financeiros."


Para Gustavo Britto, pesquisador de pós-doutorado do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar) da UFMG, hoje é fundamental, se não dominar, pelo menos saber aplicar técnicas de formalização. "Da minha geração para a frente, esse é um divisor de águas", diz Britto, de 31 anos, que é PhD pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido. Segundo ele, a publicação é atualmente uma "questão de sobreviência acadêmica". Britto submeteu artigos a três periódicos estrangeiros, entre eles o "Journal of Post Keynesian Economics", e aguarda resposta sobre a publicação. Britto trata em seu doutorado da importância das exportações para o crescimento, do produto e da produtividade industriais e da influência de questões regionais no processo de expansão da economia. Paulo Gala, da FGV de São Paulo, tem dois artigos publicados no exterior.


Com a conclusão do doutorado na UFRJ prevista para este ano, André Modenesi, de 33 anos, diz que tem um interesse alto em publicar no exterior. Além da importância de ter uma projeção fora do país, ele diz que órgãos de financiamento de pesquisa dão peso cada vez maior "à participação em congressos no exterior e às publicações internacionais". "Como dependemos deles para financiar nossas pesquisas, temos de nos enquadrar." Sua dissertação de mestrado foi publicada como livro, com o nome de "Regimes Monetários: Teoria e Experiência do Real".


Nos EUA, a pressão para publicar é ainda maior. "Por aqui, o 'publish or perish" é a realidade. É necessário produzir para se manter na carreira, já que se trata do critério número um de avaliação", diz Campante, que tem três artigos publicados em periódicos internacionais, um deles no "Journal of Public Economics". Cunha tem seis artigos publicados em revistas internacionais e outros quatro em processo de revisão, além de dois que saíram em livros.


A importância de ter artigos em publicações de renome leva a uma especialização crescente dos economistas, diz o professor Carlos Eduardo Gonçalves, da FEA-USP, que concluiu o doutorado na USP há mais tempo, em 2003. Com 35 anos, ele diz que a publicação é um critério "objetivo e bom" de análise de desempenho, mas avalia que talvez a disciplina tenha caminhado demais nessa direção. Os economistas passam a dominar com mais profundidade pequenas áreas e nichos da disciplina, em detrimento de uma visão mais genérica. "Ganha-se em profundidade, mas se perde em amplitude", diz Gonçalves, para quem, nesse cenário, é mais difícil surgir um novo Mário Henrique Simonsen.


Discordo fortemente da posição da Esther. Os argumentos podem ser listados no recente debate sobre a importância da matematica na economia.

P.S: Agradeço ao Fábio Rodrigo pela dica.

Parecer

Recebi dois pareceres da Economia Aplicada. Um deles foi muito criterioso, com comentários que apontam falhas e soluções, fiquei feliz!

Porém, terei de trabalhar duro para cumprir as exigências. Pelo menos três semanas de mão-na-massa.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Nelson Piquet

Sem dúvidas o maior piloto brasileiro de todos os tempos. Nelson Piquet e suas opiniões sobre tudo.

Homenagem ao Celso Furtado II

O Laurini renomeia (e bem) o filme sobre Celso Furtado:


O longo amanhecer - cinebiografia de Celso Furtado

Eu discordo do título deste filme. Deveria ser algo na linha "A noite dos mortos vivos".
Inacreditável como esses zumbis ainda nos perseguem. Sempre em busca de cérebros (e verba estatal) para devorar.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Homenagem ao Celso Furtado

O Cristiano diz tudo em sua "homenagem" ao Celso Furtado:

O longo amanhecer - cinebiografia de Celso Furtado

Documentário traça o perfil do economista Celso Furtado

Celso Furtado é lembrado por outras personalidades, como Antônio Barros de Castro, Francisco de Oliveira, José Israel Vargas, João Manuel Cardoso de Melo, Maria da Conceição Tavares, Osvaldo Sunkel e Ricardo Bielschowsky.



Disse o escriba: tutti buona gente!

O que dizer? Havia escrito um monte de besteria sobre a matéria. A tese do Furtado foi derrubada no século passado. A ciência move pra frente e não é estática como os adoradores do Furtado querem. Esse pessoal não cansa!

Faço uma pergunta: será que tem dinheiro público no meio dessa superprodução???