quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Mais um "belo" livro


Um dos comentários sobre o post mais recente do Alexandre Schwartsman me remeteu a esse livro: Os cabeças-de-planilha - Luis Nassif.

Observem que bela propaganda a respeito desse "achado" literário:

O Brasil teve três chances de se tornar uma nação de primeira grandeza. A primeira foi no século XIX, logo depois da Abolição da escravidão. A segunda foi no final dos anos 1960, enquanto assistíamos ao "milagre econômico" do regime militar. A terceira surgiu na década passada, com o Plano Real. Mas, por que não saímos do lugar? O jornalista Luís Nassif explica: fomos travados pelos "cabeças-de-planilha", criadores de embustes financeiros e de duvidosas "leis" do mercado. Aliando conhecimento do passado a uma extraordinária familiaridade com os temas próprios da economia e do jogo político, Luís Nassif faz aqui uma análise inteligente - além de desvendar as tramas, as negociatas e as ligações entre o grande capital e os homens do governo em diferentes períodos da república brasileira.


O Nassif culpa as "duvidosas leis de mercado"? Ora, será que foi isso mesmo? Em minha opinião (lembrando que não tenho uma "extraordinária familiaridade com os temas próprios da economia e do jogo político"), os motivos foram outros. Que tal pensarmos no que aconteceria se ao invés de investirmos na "indústria infante", tivéssemos nos concentrado no capital humano. Vejam quem eram Brasil e Coréia do sul na década de 1960. Agora olhem para ambos nos dias de hoje.

Certa vez vi um francês dizendo que não entendia como o Brasil não se tornou um Japão. Ele, junto com Celso Furtado (Furtadô) discutiam isso. Ora, as idéias do Celso contribuíram e muito para isso. Uma das causas estava ao lado dele.

Infeliz daquele que tem a cabeça de planilha de Excel, pois precisamos de mais do que isso. Acredito que foi pela falta da atuação das leis de mercado que somos quem somos. No mais, falar em negociatas é muito perigoso para algumas pessoas ...

Um comentário:

Anônimo disse...

A frase "Luís Nassif faz aqui uma análise inteligente" é propaganda enganosa. Quem comprou o livro (pobra papel, por aceitar qualquer coisa) por causa dessa propaganda deveria processar a editora. Luís Nassif faz análise rasteira, nunca análise inteligente.