terça-feira, 16 de setembro de 2008

Pra divertir

Esse "diálogo" é digno de nota. O senhor F. questiona o Alexandre Schwartsman:

[...] vc podia tentar explicar a atual crise à luz das teorias ortodoxas paleo-liberais.
Como inserir os argumentos de Modligliani-Miller no momento atual?
As ferramentas ainda são as teorias de assimetria de informação e outros pilares da micro neoclássica?
E na parte macro, o que um Paul Davidson teria a dizer?


O Alex responde:

F:

Acho que é assimetria de informação "all around". Seleção adversa no crédito, moral hazard na originação de hipotecas e na securitização, agravada por falha na fiscalização.

Quanto à parte macro, acho que o Paul Davidson não teria nada a dizer além de papaguear sobre "tempo, incerteza e contratos".

Abs

A


Só um comentário: BRILHANTE!!!

2 comentários:

Cleiton disse...

O melhor foi "A" no final. Haehaeah.

Ex-professor do Erik disse...

Liberais de todo o mundo, uni-vos!


O governo socialista de George Bush está tentando impedir o livre funcionamento das "leis do mercado" e impedir os agentes econômicos de agirem de acordo com suas expectativas racionais: proibiram as trocas livres no mercado financeiro, estão impedindo que o mercado faça uma alocação eficiente dos recursos (pois estão evitando as perdas dos bancos falidos), com o governo gastando (até agora) 10% do PIB dos EUA (como ficará a no-Ponzi game condition que garante a validade da restrição intertemporal do Governo, na trajetória ao steady-state??).
Quem disse que o mercado precisa ser salvo?Só mesmo este governo estatista dos EUA (aposto que a VEJA nos "provará" que Bush está envolvido com as FARC e se trata de um agente infiltrado da Al Qaeda para tentar destruir o livre mercado no coração do capitalismo mundial).
Mas falando sério, o que irrita é saber que por volta de 2010 (ou 2015, quem sabe...depende da duração da crise...) estarão dizendo (na TV e nas revistas de economia) que a crise foi uma reação de equilíbrio a problemas de informação ou moral hazard, agravada POR CAUSA da intervenção do governo. Quem duvidar é só ver os papers das citações listadas abaixo (não deixem de ler as notícias que estão depois das citações):


"we think the observed movements in measured productivity are the results of poor government policies interacting with shocks. These policies turn what otherwise

would be modest downturns into prolonged depressions. Developing models with these properties is the key to unlocking the mysteries of the Great Depression"
Accounting for the Great Depression

Federal Reserve Bank of Minneapolis Quarterly Review
Spring 2003, Vol. 27, No. 2, pp. 2–8
"An interesting aspect of the general financial crises was their coincidence in time with adverse developments in macroeconomy.(...) one problem is that there is no theory of monetary effects on the real economy that can explain protracted nonneutrality.(...) Since the reconciliation of the obvious inefficiency of the depression with the postulate of rational private behavior remains a leading unsolved puzzle of macroeconomics. (...) Hyman Minsky and charles kindleberger have in several places argued for the inherent instability of the financial system, but in doing so have had to depart from the assumption of rational economic behavoir"
Nonmonetary effects of the financial crises in the propagation of the great depression
BEN BERNANKE
new keynesian economics



The Great Depression in the United States From A Neoclassical Perspective (Federal Reserve Bank of Minneapolis Quarterly Review Winter 1999, vol. 23, no. 1, pp. 2–24)

"Neoclassical theory indicates that the Depression—particularly the recovery between 1934 and 1939—is a puzzle. The conventional shocks considered important in postwar

business cycles do not account for the decade-long drop in employment and output. The conventional shocks are too small. Moreover, the effects of monetary shocks are too

transient. Nor does expanding our analysis to consider alternative factors account for the Depression. The effects of alternative factors either are too transient or lack a sufficient
theoretical framework.(...) The weak recovery is a puzzle from the perspective of neoclassical growth theory. Our inability to account for the recovery with these shocks suggests to us that an alternative shock is important for understanding macroeconomic performance after 1933. We conclude our study by conjecturing that government policies toward monopoly and the distribution of income are a good candidate for this shock."


Salvar mercado custará centenas de bilhões, diz Paulson
Secretário do Tesouro americano estuda fundo para absorver créditos podres.
O secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, afirmou nesta sexta-feira que o plano para salvar o mercado americano da atual crise financeira irá custar "centenas de bilhões de dólares".
De acordo com Paulson, o resgate custará às famílias americanas "muito menos do que a alternativa: a continuidade da falência de uma série de instituições financeiras e o congelamento dos mercados de crédito".
O secretário do Tesouro fez as declarações sobre o custo do plano que está sendo elaborado pelo governo americano durante uma breve entrevista nesta sexta-feira em Washington.
"A segurança financeira de todos os americanos depende da nossa habilidade de recolocar as nossas instituições financeiras de pé", afirmou. O secretário disse ainda que é preciso "atacar as causas do problema".
O governo dos Estados Unidos anunciou na noite de quinta que está trabalhando em um plano para frear a crise financeira que derrubou mercados em todo o mundo nesta semana.
As linhas gerais do plano foram discutidas em um encontro entre Paulson, o presidente do Fed (Federal Reserve), o banco central americano, Ben Bernanke, e membros do Congresso em Washington.
Acredita-se que o plano deve incluir a criação de um fundo para absorver os créditos podres que estão espalhados pelo mercado.
Paulson confirmou nesta sexta que continuará trabalhando nos detalhes do plano durante o fim de semana e que a crise vai exigir a criação de uma nova legislação para lidar com os problemas de créditos.
Desde o anúncio inicial, na noite de quinta-feira, os mercados de ações começaram a ter grandes recuperações.
Na Ásia, o índice Nikkei, de Tóquio, no Japão, subiu 3,8%. O índice da bolsa de Xangai, na China, se recuperou de uma baixa recorde de 22 meses, e teve alta de 9,5%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 9,5%.
O mercado americano também apresentou uma grande alta desde a abertura e tem sido acompanhado por outros mercados, como a Bolsa de Valores de São Paulo.

Índice de bolsas da Europa bate recorde de maior ganho diário
FRANKFURT (Reuters) - As bolsas de valores européias encerraram a sexta-feira com o maior avanço percentual registrado em um único dia, impulsionadas pela proibição temporária vendas à descoberto de ações do setor financeiro e pela ação do governo norte-americano para acalmar os mercados.
O principal índice de ações européias, FTSEurofirst 300 fechou com alta de 8,19 por cento, a 1.150 pontos, após ter atingido pico a 1.153,38 pontos.
No entanto, o índice acumula queda de 23,6 por cento até agora em 2008.
As ações de bancos figuraram entre os maiores ganhos do índice, com os papéis do UBS disparando 31,66 por cento, do Barclays 29,24 por cento e do HBOS 28,91 por cento.
No mais recente exemplo de intervenção governamental para acalmar os temores do mercado financeiro, o Tesouro norte-americano informou que vai utilizar 50 bilhões de dólares para apoiar fundos mútuos no mercado aberto, cujos valores de ativos caíram abaixo de 1 dólar. A medida foi outra movimentação para conter a forte turbulência financeira.
A autoridade regulatória dos mercados da Grã-Bretanha impôs uma proibição temporária sobre as vendas à descoberto de ações do setor financeiro. Enquanto isso, a venda à descoberto de 799 ações do setor financeiro dos Estados Unidos também foi impedida após uma ordem de emergência da Securities and Exchange Commission.
O secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson, e o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, planejam trabalhar no fim de semana com o Congresso norte-americano em um plano para resolver o problema de ativos bancários podres que atravancam o sistema financeiro do país. Eles já se reuniram com líderes do Congresso na noite de quinta-feira.
Em LONDRES, o índice Financial Times fechou em alta de 8,84 por cento, a 5.311 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 5,56 por cento, para 6.189 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 avançou 9,27 por cento, para 4.324 pontos.


Bush: economia dos EUA está em um 'momento crucial'
O presidente dos EUA, George W. Bush, alertou que uma quantidade "significativa" de recursos dos contribuintes norte-americanos estará em risco com os planos do governo para impulsionar a recuperação dos mercados, mas disse que a intervenção é necessária para evitar que o sistema financeiro entre em colapso.

"Esse é um momento crucial para a economia dos EUA", disse ele. "Na história do nosso país, houve momentos que exigiram que nos juntássemos e cruzássemos as linhas partidárias para enfrentar os grandes desafios. Esse é o momento."

Em suas declarações, que duraram nove minutos, Bush pediu ao Congresso que aprove uma legislação permitindo ao governo comprar a dívida podre que atualmente atrapalha o sistema financeiro.

"Nosso sistema de livre iniciativa se sustenta na convicção de que o governo federal deve intervir apenas quando necessário", disse Bush. "Dado o estado precário dos mercados financeiros hoje, e a importância vital da vida cotidiana do povo norte-americano, a intervenção governamental não é apenas justifi
cada, ela é essencial". As informações são da Dow Jones.
Em MILÃO, o índice Mibtel encerrou em alta de 7,70 por cento, a 21.227 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou valorização de 8,71 por cento, para 11.557 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 teve avanço de 8,03 por cento, para 8.316 pontos.