quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Ronald Aylmer Fisher


Recebi um marca-livros junto com o Stata Journal desse mês. Nele, tenho um pequeno resumo da vida de Ronald Aylmer Fisher (1890-1962).

Estudou matemática em Cambridge. Trabalhou como estatístico na Rothamsted Experimental Station (1919-1933). Foi professor da University College london (1933-1943) e de Cambridge (1943-1957). Desenvolveu seus estudos nas áreas de estatística e genética. Destacando-se suas contribuições para os campos da inferência, teoria da distribuição e de desenho de experimentos.


Mais sobre ele? Clique aqui.

Reorganizando

Todos nós passamos por um período de turbulência. É o bom e velho ciclo. De repente as coisas deixam de dar certo. As estimações ficam ruins, as idéias somem e a casa vira uma bagunça. Estou saindo do vale nesse momento.

Arrumar os livros que estão espalhados pela casa. Este será o começo de tudo.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

F1 em SP


Por favor, alguém tire o Oscar Niemeyer de circulação (matéria aqui). Olhem o troféu que ele desenhou para o grande prêmio do Brasil.

Poxa, poderiam fazer uma coisa melhor para o Hamilton levantar no domingo (não é uma provocação Cibele).

Belo comentário

Belo post do Homo Econometricum (Pedro Sant'Anna). Reproduzo na íntegra:

Parece até piada de português...

"O sistema financeiro tem obrigação de ganhar o seu dinheiro em coisas que gerarão empregos, produtos, riqueza. Não podemos permitir que o sistema financeiro mundial brinque com a sociedade. Não podemos admitir que alguém fique rico apenas trocando papéis, e poucas vezes se gerou um paletó, uma bota e um alfinete".

Olha o presidente aí. Isso explica porque o Brasil é uma selva!!!

A ignorância predomina. Foi esquecido que um sistema financeiro desenvolvido gera liquidez para a economia. Se tenho um dinheiro e não quero consumir agora, e alguém precisa de dinheiro para investir, consumir, ou dar para a vovó, mas não o têm, por que não devo comprar "papéis" desse indivíduo em troca de promessas de uma taxa de juros?!

Se depois alguém quiser comprar esse título de mim por um valor maior do que eu julgo valer, por que não devo vender? Onde está a coisa ilícita aqui?! Se as trocas foram voluntárias, não tem nada de errado nisso!

Na verdade, não podemos é deixar que alguém fique rico apenas mamando na teta do Estado, desviando verbas, sem nunca ter feito alguma coisa útil para o país. Isso sim é um absurdo!

Divulgando

IV Encontro de Pensadores Liberais

Reserva de mercado

Reserva de mercado:

Concurso no Ipea

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Amigo Punk

Fui na Osvaldo Aranha algumas vezes. A tal Lancheria do Parque é "o bicho". Ta certo que a noite suas calçadas viram point para a venda de maconha (detalhe durante o dia o Parque da Redenção é ponto de venda de maconha). Ia sempre sozinho, alguns shows no bar Ocidente, eu era o mais underground de todos, pois não usava drogas, só tomava minhas polares (a melhor é de lá). Graforreia

Vi o Frank Jorge algumas vezes. Não sei a razão, mas lembrei dessas paradas hoje. Então resolvi escrever. Recomendação a quem for a Porto Alegre: tome algumas na região da Redenção e espere a lotação sentado no meio fio às 5:30 da manhã. O frio a essa hora é muito bom!

Fiquem com "Amigo Punk" da Graforreia Xilarmonica. Ela conta um pouco da história que acabo de falar.

Entrevista com o Cláudio Shikida

Bela entrevista do Cláudio Shikida (cliquem aqui). Serenidade e ponderação aliadas ao conhecimento, resultam em idéias fortes e envolventes. Parabéns!

Descaso

Certas coisas são muito chatas, entre elas a falta de atenção e profissionalismo. Enviei um paper para a Revista Brasileira de Economia há um ano e dois meses. Ele ficou sob responsabilidade do editor Ricardo Cavalcanti. Pois bem, nesse período escrevi para a secretaria umas três vezes, para o Ricardo uma. Nunca obtive uma resposta decente.

Aí vocês perguntam: por que você escreveu, não é normal demorar um pouco? Respondo: em algumas revistas é normal o período de um ou dois anos. Contudo, decorridos seis meses do envio, o paper sequer havia sido distribuído para os pareceristas anônimos. Isso não é normal.

Enfim, enviei mais um email hoje.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Brasileiro come mais e melhor


O presidento Molusco falou: os brasileiros estão comendo mais. Esta foto é uma comprovação empírica. O cidadão da foto, conhecido como Severino, trocou o velho cuzcuz com leite por gorduros X's tudos no jantar.

Detalhe: a foto foi tirada em Itaporanga, interior da Paraíba. O sol ameno denuncia: ela foi tirada de madrugada.

O fim dos tempos


No passado distante jovens encontravam-se para beber essas coisas. Onde esse mundo vai parar?

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Idéia na net

Uma semana sem aulas na UFRN. Não existe nada melhor do que isso. Nesse tempo eu pensei em adiantar um projeto: pretendo estimar a mobilidade intergeracional usando vários anos da PNAD. Para isso abandono a idéia do two-sample instrumental variable (TSIV), desenvolvido por Angrist & Krueger [1992, The effect of age at school entry on educational attainment: an application of instrumental variables with moments from two samples. Journal of American Statistical Association, 87:238-336].

Essa técnica foi aplicada por Ferreira & Veloso [2006, Intergenerational mobility of wages in Brazil. Brazilian Review of Econometrics, 26:181-211]. Pretendo estimar várias regressões cross-sections usando dados de 2001 a 2006 (PNAD's). Qual a relevância de minha abordagem? Vou controlar as inferências via sample selection. Dois vieses serão considerados: a) pessoas desempregadas (Ferreira & Veloso desconsideram renda inferior ao log de 0.15, por isso pessoas com rendas baixas ou iguais a zero são excluídas da estimação); b) filhos que não moram mais com os pais (problema específico de meu banco de dados).

Poxa, abri a idéia na net, será que alguém vai "roubá-la"? Na boa, não me importo! Só alerto para uma coisa: caso usem sample selection considerem a complexidade das interações de independência entre os resíduos e as variáveis. O Angrist [1997, Conditional independence in sample selection models, Economics Letters, 54,103-112] será uma boa referência.

Otimização

Temos um exemplo de otimização do consumo (renda) intertemporal:

PREFEITO DE QUEIMADAS VAI DOAR SALÁRIO AOS POBRES

Ele sabe otimizar.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Primeira etapa

Uma etapa já foi.

The Shawshank Redemption


Vou julgar os trabalhos de Iniciação Científica na parte da tarde. Reservarei a noite para um cineminha em casa. O filme será The Shawshank Redemption, (1994, Frank Darabont).

The Beach Boys

Música para um dia que promete: The Beach Boys, God Only Knows.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Bela Ferenc Dezsõ Blaskó

Dia da poesia? Que nada, a data de hoje é relevante pois no dia 20 de outubro de 1882 nascia Bela Ferenc Dezsõ Blaskó, ou melhor Béla Lugosi. Béla nasceu no que hoje é a Hungria. Ele ficou imortalizado por interpretar Drácula [Dracula (1931), Tod Browning].

Notem o sotaque dele nesta cena. Detalhe, ele soletrava as palavras porque ainda não sabia falar inglês e isso deu mais força ao personagem.

Para quem gosta

Para quem tem interesse em pesquisas relacionadas à distriuição de renda a página de working papers do ISER (Institute for Social & Economic Research) é uma boa dica (cliquem aqui).

Destaco os estudos do Stephen Jenkins.

sábado, 18 de outubro de 2008

Aqui, Jazz


O disco da noite foi uma recomendação do Cristiano (de blog novo). Escuto The Big 3, Milt Jackson com Joe Pass e Ray Brown.

Um belo som para fechar a noite e entrar na madrugada esperando a F1.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Só podia ser como foi

Grocho Marx disse:

Inteligência Militar é uma contradição em termos


De fato, depois de várias burradas o sequestro de Santo André só poderia terminar como terminou. Se já não bastasse devolver uma refém ao sequestrador, entre outras coisas, a divulgação das informações foram deprimentes.

A assessoria de imprensa do Palácio dos Bandeirantes chegou a divulgar no início da noite que Eloa havia morrido. Mas, em seguida, a informação foi desmentida pela própria assessoria, já que Eloa foi reanimada. A assesoria pediu desculpas à família da jovem pelo erro.


Ainda vai rolar muita coisa, mas a polícia brasileira me dá medo.

Solução Russa

Só tenho certeza de uma coisa: o Vladimir Putin já teria colocado um ponto final no sequestro de Santo André.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Mini-curso

Estou terminando de montar um mini-curso de econometria aplicada. Os tópicos são:

01 - Modelos não- e semi-paramétricos;
02 - Regressão quantílica (linear e não-linear);
03 - Modelos de Heckman (sample selection);
04 - Dados em painel;
05 - Medidas de desigualdade, pobreza e bem-estar.


O curso será ministrado no mestrado em economia da UFPB na próxima semana. Todos os tópicos contarão com aplicações empíricas usando o software R.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Com a palavra o L. Nassif

O Nassif falou:

"O Prêmio Nobel é de Paul Krugman, por suas pesquisas sobre o comércio internacional. E também pelo extraordinário bom senso e coragem de se antecipar a todos nas críticas a Alan Greenspan."

Bem, acredito que a academia esqueceu de citar a segunda parte, pois no site tem apenas:

"For his analysis of trade patterns and location of economic activity"

Mas a academia é meio desatenta, pois o próprio Nassif deveria levar o seu prêmio, veja o que ele fala:

A propósito, lembro-me, logo depois do Real, de ter escrito um artigo mostrando que, após uma decisão de abertura econômica, leva um tempo para os países aumentarem as importações. Depois de uma pausa, dependendo do nível da abertura, haveria uma enxurrada.

O então Ministro do Planejamento José Serra me telefonou perguntando se estava acompanhando as pesquisas de Krugman em Harvard. Elas já chamavam a atenção do mundo acadêmico. Disse-lhe que não tinha a menor idéia sobre elas. Então, como tinha escrito aquele artigo?


Ora, desde já faço minha aposta para a premiação do ano que vem. É Nassif neles, agora vai!!!

Ausência, Nobel ...

O blog anda meio abandonado. O problema é que eu perdi milhões nessa crise financeira internacional e ainda estou me recuperando do abalo. Acho que não poderei viajar para Dubai esse ano, mas tudo bem ...

Estou escrevendo para dar uma satisfação e para manifestar minha insatisfação com a não premiação do Sargent. Apostei todas as minhas fichas no cara. Para mim, ele e o L. Hansen mereciam. O Sims nem tanto.

Contudo, a escolha do Krugman não foi de todo ruim. Apesar de gerar resultados ambíguos. O pessoal do UOL disse que ele era um crítico da economia neoclássica (seja lá o que isso signifique. Lembrando: ele também critica o Bush! Que coisa mais interessante, não acham?), já o Shikida propôs uma manchete alternativa:

Solução neoclássica para retornos crescentes de escala ganha o Nobel

Como sempre, prefiro o De Gustibus

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

O retorno da educação no Brasil

O portal G1 acaba de divulgar a seguinte notícia:

Brasileiro ganha 15% a mais a cada ano de estudo, diz pesquisa da FGV

E mais,

A cada ano estudado, o brasileiro ganha 15% a mais de salário. Essa é a conclusão da pesquisa Você e o Mercado de Trabalho, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), divulgada nesta quinta-feira (9) no Rio de Janeiro, com base nos dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE.

Os números mudam relativamente dependendo da etapa escolar. De acordo com o pesquisador Marcelo Neri, uma pessoa que nunca estudou tem, em média, uma taxa de ocupação no mercado de trabalho de 59%. Os dados apontam para 90% para pessoas com 18 anos de estudo, que inclui trabalhadores com mestrado e doutorado.


Não vi a pesquisa do Marcelo, não sei qual o método empregado, nem a robustez de seus resultados. Contudo, no que tange o retorno da escolaridade ele não traz muita novidade. No início da década de 1990 Lam e Schoeni (1994) [Journal of Political Economy, v. 101, 1993] calcularam um retorno da educação em torno de 0.14, utilizando variáveis instrumentais. Isso para os dados da PNAD de 1982.

Usando dados de 1992 a 1999 (cross e pooling) e o método de Heckman (entre outros), Sachsida, Loureiro e Mendonça (2004) [Revista Brasileira de Economia, 58(2):249-265] chegaram a um parâmetro médio em torno de 0.16 (difícil sintetizar tudo em um só parâmetro, dado o grande exercício metodológico dos autores). Eles ainda concluíram que os retornos em escolaridade parecem variar com o nível de escolaridade do indivíduo.

Em um estudo em andamento, utilizando uma abordagem quantílica robusta frente a má especificação da conditional quantile function (CQF), Eu, Luciano Sampaio e Paulo Jacinto chegamos a resultados próximos aos 0.15 do Marcelo Neri.

Enfim, embora a mensagem do texto jornalístico seja correta, a literatura especializada já tinha (e continua) estabelecido(cendo) esse parâmetro.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Pan do Rio

Falamos pouco sobre isso, mas o ministério público divulgou um relatório parcial dos gastos do Pan do Rio. Houve um superfaturamento médio de 800%.

Contudo, em se tratando de Brasil, não é novidade. Ou melhor, nós já sabíamos disso. Veja o Alerta do Mário Magalhães na Folha de SP, isso no início de 2007:

Tape o nariz; o Pan vem aí

RIO DE JANEIRO - Os carnês do IPTU que começam a chegar aos lares cariocas exalam um odor que remete aos pedaços mais imundos da baía de Guanabara e às ondas prateadas de peixes mortos que encantam olhares e afugentam narizes da lagoa Rodrigo de Freitas.

Na capa do carnê, a Prefeitura do Rio escreve: "XV Jogos Pan-Americanos - Este investimento vale ouro para a cidade". Na contracapa, promete: "Ganha a cidade, ganha o turismo, ganha você".

Até agora, você perde.

E, é bom avisar logo, perdem não só os contribuintes locais mas também os do Estado e de todo o país. A conta os une em um imenso buraco cujo fundo se desconhece.

O comportamento dos governos coincide. Em 2003, o "Diário Oficial" do município anunciou que o estádio olímpico custaria R$ 60 milhões (30% a mais em valor atual) e ficaria pronto em 2004. Está em R$ 350 milhões e segue em obras.

A então governadora Rosinha Matheus cravou em 2005: a reforma do Maracanã para o Pan de julho de 2007 sairia por R$ 71 milhões. O orçamento deu um salto, triplo, para R$ 232 milhões.

Ainda no Ministério do Esporte, Agnello Queiroz apalavrou: o Complexo Esportivo de Deodoro exigiria R$ 45 milhões dos cofres federais. Já lhes subtrai R$ 94 milhões.

A gênese do rombo é um projeto que progrediu sem controle social.

Alardearam um legado de benefícios ao Rio; o legado pode ser a dívida. O único desagrado que se vê é o de quem não logra empurrar uma fatura para o colo -federal- alheio. O Ministério Público cala. E o jornalismo, em escala notável, se empenha em cobrar verbas quando os estouros configuram escândalos.

O Pan era uma grande idéia. Como às vezes nas belíssimas baía e lagoa, o que atrapalha é o mau cheiro.


Recentemente o videoblog do Trajano tocou no assunto (clique aqui.)

Pois é, vem aí a Copa do Mundo de 2014 e o projeto Olímpico do Rio.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Retorno

Final de semana agitado, viagem, eleições (Natal deu uma lição ao pessoal do PT), amigos, família ... Agora retorno à vida normal.

Ainda estou em um ritmo lento, mas em breve tudo convergirá para o equilíbrio.