quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Duas aventuras

Os dois últimos programas foram memoráveis. No primeiro, um show do Mundo Livre SA em Natal, tomei a vacina anti-rábica e fui pro front. Na fila já me dei conta do público. Camisas com a careta do Che Guevara eram a farda oficial. Um cara, com barba e cabelo por fazer, ostentava uma bela camiseta com a frase "Palestina Livre". Enfim, sai vivo, o que eu achava pouco provável antes da noite começar.

Durante o carnaval fui para um barzinho. Estava tudo bem. Contudo, surge um cidadão com um violão. Afina o instrumento e começa a agredi-lo. Vocês não têm ideia de como ele bateu no violão. Coitado do instrumento. Tocou Legião Urbana. Em uma mesa ao meu lado as pessoas diziam: Renato Russo é o maior poeta do Brasil. Um “veia” (típica dos departamentos de sociologia) rebolava sentindo-se uma Viviane Araújo. Eu pensava: se fosse minha avó, eu a repreenderia. Quase tive um infarto. A seção de tortura continuou com Paralamas do Sucesso, Biquíni Cavadão, Capital Inicial... Uma verdadeira Zona da década de oitenta.

No final, a conta veio com 8 reais de cover artístico (R$ 2 para cada componente da mesa). Por unanimidade nos recusamos a pagar. O garçom disse: é o trabalho do rapaz (típico comentário politicamente (socialmente) correto). A resposta foi: que ele procure outra profissão. Aliás, tenho uma porção e roupa suja aqui em casa ... deixa pra lá.

Enfim, sair de casa é uma aventura. Mas é divertido, a cerveja está sempre gelada.

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