quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Para o seu professor de macroeconomia

Em seu departamento tem um professor de macroeconomia que critica fortemente os modelos macroeconômicos neo-clássicos (com hífen)?

Ele os acusa de não-realistas, dado que os agentes comem capital? Que determinada hipótese não é keynesiana, pois não está nos escritos sagrados de Keynes? Manda os últimos textos jornalísticos do Stiglitz e do Krugman, destacando: vejam o que o prêmio Nobel, desiludido com a teoria econômica dominante, falou?

Bem, sei que isso é um artigo raro no Brasil, mas caso ele exista, peça para ele ler este post do Cristiano Costa (AQUI).

Lá seu amigo verá que (reproduzindo):

1) Macroeconomistas não ignoram heterogeneidades;
2) Macroeconomistas não ignoram fricções;
3) Modelos macroeconômicos não ignoram possíveis limitações de racionalidade;
4) Modelos macroeconômicos incorporam o papel de políticas públicas;
5) Macroeconomistas usam calibração e econometria;
6) A separação água doce vs. água salgada não existe mais;
7) As pesquisas têm se concentrado mais nas conseqüências dos choques do que nas suas causas;
8) Modelos com mercados financeiros e bancos ainda estão em desenvolvimento;
9) Macroeconomia é mais matemática e menos conversa;
10) Os livros de Princípios Básicos de Macroeconomia não representam bem a área.

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