terça-feira, 13 de outubro de 2009

Chilique acadêmico

Estive fora por uns dias. Neste período, além de curtir as praias do Rio Grande do Norte, troquei umas mensagens nada amigáveis com o antigo editor de uma revista nacional. Explico: quando o cidadão em questão era editor, ele me solicitou um parecer em caráter de urgência. Eu teria que cobrir a falha de um antigo parecerista e enviar meus comentários em, no máximo, um mês. O fiz em 18 dias.

O paper era bom mas eu solicitei algumas revisões obrigatórias. Os meses se passaram e os autores não responderam. Tudo caiu no esquecimento até o dia em que eu verifiquei que o paper havia sido aceito. Escrevi para o atual editor que passou minha mensagem para o antigo editor. A minha questão era: eu não merecia uma email dizendo: "seus comentários foram úteis, mas, dado o nível de nossa revista, acho que o conteúdo do artigo já atende aos nossos propósitos."

A resposta do antigo editor revelou uma pessoa completamente diferente da figura gentil que me solicitara comentários urgentes. O conteúdo da mensagem destacava a sua capacidade de tomar uma decisão sem me consultar. Falava da superestimação da minha capacidade de contribuir, entre outras coisas mais.

A pergunta natural é: dada a capacidade de tomar decisões isoladamente, porque tirar minha tranquilidade solicitando pareceres urgentes. Outra coisa: custava informar que o paper seria aceito sem as modificações? Mais uma coisa, omitida até agora em meu texto: aceitar artigos baseado no conhecimento da índole e da seriedade dos autores, blá, blá, blá ... Me poupe, o que vale é o conteúdo colocado no papel. Só!

Um comentário:

JOÃO MELO disse...

Erik, É por isso e outras arrogâncias que somos obrigados a participar durante as nossas atividades de trabalho que acredito nesta frase do grande Charles de Gaulle: "THE BETTER I GET TO KNOW MEN, THE MORE I FIND MYSELF LOVING DOGS."

Bom retorno das praias e desejo-lhe muitos papers e posts para você escrever. Sucesso!

Abraçao,