terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Frase do dia

Deixar de fazer política seria o mesmo que deixar de me alimentar ou respirar.

Lula


Trabalhar que é bom ...

Momento cultural

O momento cultural de final de ano bota pra quebrar. Fernando Mendes e a bela canção "A Desconhecida". Informo: esta música não pode ser interrompida de forma alguma. Se precisar desligar o aparelho de som, espere ela terminar.

A língua dos alunos

O professor Alejandro Frery mostra que o idioma, às vezes, não é a unica dificuldade:

Diálogos com alunos.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Dica: econometria não paramétrica

Para aqueles que desejam iniciar os estudos em econometria não paramétrica:

Nonparametric Econometrics: A Primer
Jeffrey S. Racine


O Racine ainda disponibiliza uma library em R. (AQUI)

Boa diversão!

Dois lados, uma moeda

Enquanto isso, no reino de Brasília: Lula critica pressão de sindicatos e diz que salário-mínimo será de R$ 540. Desconfio que os pelegos não falarão nada, pois: Sindicalistas detêm 43% da elite dos cargos de confiança.

Leitura do dia

Non-Parametric Bounds on Quantiles
under Monotonicity Assumptions.
An Application to the Italian Education Returns

Pamela Giustinelli

Department of Economics
Northwestern University

Oportunidade

O Leitor Eder Leão Pereira solicitou que eu divulgasse o concurso para professor de Metodos Quantitatvos para o departamento de Economia na UFBA (AQUI).

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Leitura do dia

Distributions in motion: Economic growth,
inequality, and poverty dynamics
Francisco Ferreira

The joint determination of aggregate economic growth and distributional change has been studied empirically from at least three different perspectives. A macroeconomic approach that relies on cross-country data on poverty, inequality, and growth rates has generated some interesting stylized facts about the correlations between these variables, but has not shed much light on the underlying determinants. “Meso-” and microeconomic approaches have fared somewhat better. The microeconomic approach, in particular, builds on the observation that growth, changes in poverty, and changes in inequality are simply different aggregations of information on the incidence of economic growth along the income distribution. This paper reviews the evolution of attempts to understand the nature of growth incidence curves, from the statistical decompositions associated with generalizations of the Oaxaca-Blinder method, to more recent efforts to generate “economically consistent” counterfactuals, drawing on structural, reduced-form, and computable general equilibrium models.
Keywords: Poverty and inequality dynamics; growth incidence curves.
JEL Classification: D31, I32.

Doutor Mercadante

Quem duvida que Mercadante fará como Chico Buarque, não devolvendo o título (prêmio) não merecido?

Mercadante, devolva o doutorado!

Vai tarde

Em sua despedida, o Molusco faz o que sempre fez: mete a mão no dinheiro público

Campanha da ‘despedida’ de Lula custa R$ 20 milhões
Peças publicitárias para marcar fecho da era Lula na Presidência estão sendo divulgadas em 325 veículos

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Fenômeno

Uma singela homenagem ao herói Kidiaba: Kidiaba eterno.

Concurso

A UFPB abrirá um concurso para professor titular na área de economia do setor público. Ressalto que teses relacionadas a econometria aplicada ao setor público também são bem vindas.

A banca será composta pelos professores Luiz Renato Lima e Fabiana Rocha.

Nosso doutorado foi aprovado e necessitamos de pessoas com perfil acadêmico, em especial com um bom número de publicações ou um bom potencial para isso.

O Edital será publicado em breve. Fiquem de olho.

Doutorado PPGE/UFPB

O colegiado do PPGE/UFPB aprovou a abertura da nova turma do doutorado em 2011/01.

O processo de seleção será baseado em: a) um projeto de pesquisa; b) curriculo; c) cartas de recomendação e; d) prova oral relacionada ao projeto.

A comissão de seleção será composta pelos professores Paulo Amilton Leite Filho, Luiz Renato Lima, Erik Figueiredo, Magno Vamberto e Paulo Aguiar Monte.

O limite para o envio dos projetos é 01/02/2011. O edital será publicado em breve com os demais detalhes.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Destaques 2010

Vou postar, vez por outra, os destaques nacionais em 2010 nas áreas da política, economia, esportes ...

Inicio com o grande fenômeno político do ano:

Visita ao PPGE

O PPGE/UFPB receberá a visita do professor Flávio Ziegelmann em fevereiro. Só falta fechar as datas. Durante uma semana ele apresentará duas palestras e trabalhará comigo em um artigo. Em breve postarei os detalhes.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Novas compras

Acabo de comprar mais onze livros. Destaco alguns:

Kenneth Arrow, Samuel Bowles, and Steven N. Durlauf, editors. Meritocracy
and Economic Inequality. Princeton University Press, 2000.

Samuel Bowles and Herbert Gintis. The inheritance of inequality. University of
Massachusetts, 2002.

G.A. Cohen. Self-ownership, Freedom and Equality. Cambridge University
Press, 1995.

John E. Roemer. Theories of Distributive Justice. Harvard University Press,
New York, 1996.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Recomendação

Como um dos leitores do Blog do Hank Dupea Chaninsky, não poderia deixar de recomendar o livro do Cristiano:

"Deus me fez assim: o maior babaca da Terra", Cristiano Gomes de Deus

Ele pode ser adquirido AQUI.

(Para ver a capa com a orelha assinada pelo professor Márcio Laurini, clique AQUI).

Já estou providenciando a minha cópia. Parabéns Cristiano.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Momento da fé


Direto do Blog do Professor Alejandro Frery.

Eu tô pagandoooo

Depois das cotas para os indígenas, afro-descendentes, alunos que estudaram em escola pública, entre outros, a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), inaugura o sistema de cotas na pós-graduação. Mais especificadamente, na pós-graduação em Economia (Instituto de Economia). E a inovação não pára por aí. Nada de cor de pele ou classe social, a cota é para os mentalmente desfavorecidos.
Duvidam? Então o que explica a defesa de tese do futuro ministro da Ciência e Tecnologia? Segundo o Coturno Noturno:

Aloizio Mercadante (PT-SP), cotado para ser Ministro da Ciência e Tecnologia, vai defender a sua tese de doutorado na Unicamp, no próximo dia 17 de dezembro. Ele cursou os créditos e finalizou o seu mestrado em 1989 e está usando os mesmos créditos para fazer a defesa de uma tese, mais de 20 anos depois.


O título da jóia acadêmica?

As Bases do Novo Desenvolvimento: Análise do Governo Lula.

Com certeza a banca será composta por Márcio Pochmann e seus blue caps e será tema de uma edição inteira da Economia & Sociedade. Já imaginaram uma “seção Mercadante” no próximo encontro da ANPEC?

Não duvidem! Ele pode, pois, ele estará pagando.

P.S.: Será que temos um Ghost Writer de porta de cadeia?

Textos disponíveis

Para acessar o texto "Measuring Unfair Inequality in Brazil --- 1995 to 2009", clique AQUI.

Outros artigos estão disponíveis AQUI.

Fora do ar

O blog esteve fora por razões familiares. Voltaremos a nossa programação normal.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Novas compras

1) HISTORIA DA FILOSOFIA MORAL, J. Rawls; 2) JUSTICE AS FAIRNESS, J. Rawls; 3) THEORY OF JUSTICE, J. Rawls; 4) THEORY OF GAMES AND ECONOMIC BEHAVIOR, von Neumann, J. and Morgenstern, O.; 5) RECURSIVE MACROECONOMIC THEORY, T. Sargent and Lars Ljungqvist; 6) INFERENCIA ESTATISTICA, George Casella e Roger L. Berger.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Duas reflexões

Destaco dois momentos importantes do pós-keynesianismo brasileiro. O primeiro foi uma dica do Cláudio Shikida. O segundo surgiu na leitura de um livro.

"O pós-keynesianismo é o inconsciente de Keynes":

Keynes, aparentemente, se recusou (sic), no Tratado sobre a moeda, a extrair todas as conclusões que seu modelo impunha".

Cardim de Carvalho, F. Moeda, produção e acumulação: uma perspectiva pós-keynesiana. In Silva, M.L.F. (org) "Moeda e produção: teorias comparadas, 1992, UnB, p.169.


Ou seja, Keynes recusou-se a concluir o que ele mesmo dizia.

"O mundo dos pós-keynesianos":

Ao elaborarem suas críticas às construções teóricas os pós-keynesianos se queixam da abstração excessiva, como pode ser visto no texto do professor Gilberto Tadeu de Lima:

Mesmo reconhecendo que qualquer formulação teórica não é um retrato fiel da realidade, os pós-keynesianos rejeitam os modelos de equilíbrio geral por estes abstraírem os aspectos que primordialmente caracterizam as economias do mundo real, a saber, a ...


No entanto, mais à frente (Lima, 1992, p. 107) o autor esqueceu da observação de que “qualquer formulação teórica não é um retrato fiel da realidade”, e, ao conceituar a economia monetária, afirmou:

Em um mundo – nosso mundo– onde a incerteza que recobre o devir é algo inescapável, a moeda assume um papel essencial no processo capitalista de tomada de decisão...(Grifo meu).

Lima, Gilberto Tadeu de. Em busca do tempo perdido: a recuperação pós-keynesiana da economia do emprego de Keynes. Rio de Janeiro: BNDES, 1992.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Direto da varanda



Depois de uma semana viajando, nada como tomar um café na varanda, observando a paisagem ...

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Chame o traficante, Chame o traficante

Tragam os traficantes de volta:

Policiais poderão ser expulsos por saques em casas no Alemão e Vila Cruzeiro

Reunião

Teremos reunião da pós-graduação amanhã. O assunto principal é a abertura do processo de seleção do doutorado. Postarei as novidades aqui.

PAC a todo vapor

Esta notícia é para calar a boca de 'meia dúzia de reacionários' (eu estava doido para falar que nem o cara do Afroreague).

Quem foi que disse que o PAC não funciona:

Bope investiga denúncia de que funcionários do PAC foram obrigados a ajudar fuga de bandidos

RIO - O coordenador de Comunicação Social da Polícia Militar, coronel Lima Castro, disse nesta segunda-feira que o Bope está checando informações de que traficantes teriam obrigado funcionários do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Complexo do Alemão a construir galerias para fuga. O coronel afirmou que essa informação chegou ao Centro de Controle de Operação, mas ainda tem que ser confirmada.

Novos rumos

Depois de uma semana fora, volto ao dia a dia.
Poderia terminar as aulas e tirar umas férias. Porém, estou maquinando um projeto de pesquisa novo (e ambicioso).

No mais, tenho alguns trabalhos pendentes.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Agora sim

José Padilha, Diretor de 'Tropa de elite', participa de debate na Globo News.

Pronto, agora só faltam as opiniões do Marcelo Yuka e dos sociólogos da UFRJ.

Dinheiro público no %$# dos outros é refresco

Eduardo Paes não se importa com COL.


Indagado sobre a possibilidade de firmar parcerias com o Comitê Organizador Local (COL) da Copa, que pode ser investigado pelo Ministério Público Federal por supostas irregularidades em sua constituição, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, disse não se importar com o problema.

E nem mesmo o fato de o Comitê Organizador poder se beneficiar de recursos públicos, por meio das isenções fiscais, incomoda Paes.

– As isenções fiscais são compromissos não para com o Comitê Organizador. São estabelecidos com a Fifa e acontecem em todo o mundo. Tem uma quantidade de equipamentos, coisas que se trazem para esses eventos que não se pode tributar – frisou.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Leitura do dia

Measuring Long-Term Inequality of Opportunity

Rolf Aaberge (rolf.aaberge@ssb.no), Magne Mogstad (mmo@ssb.no) and Vito Peragine

Abstract: In this paper, we introduce and apply a general framework for evaluating long-term income distributions according to the Equality of Opportunity principle. Our framework allows for both an ex-ante and an ex-post approach to EOp. Our ex-post approach relies on a permanent income measure defined as the minimum annual expenditure an individual would need in order to be as well off as he could be by undertaking inter-period income transfers. There is long-term ex-post inequality of opportunity if individuals who exert the same effort have different permanent incomes. In comparison, the ex-ante approach focuses on the expected permanent income for individuals with identical circumstances. Hence, the ex-ante approach pays attention to inequalities in expected permanent income between different types of individuals. To demonstrate the empirical relevance of a long-run perspective on EOp, we exploit a unique panel data from Norway on individuals' incomes over their working lifespan.

Meeting

Objetivo para o ano que vem:

Fourth meeting of the Society for the Study of Economic Inequality (ECINEQ)

Catania (Italy), July 18-20, 2011


P.S.: estou me associando a Ecineq.

Direto da Revista Veja

No dia 19 de outubro, o antropólogo e ex-secretário Nacional de Segurança Pública no governo Lula, Luiz Eduardo Soares, deu uma longa entrevista a O Globo, a propósito do lançamento de Elite da Tropa 2, que tem alguns paralelos com o filme mais bombástico dessa temporada. Do alto de sua sabedoria, Soares, que costuma ser ouvido como uma autoridade para analisar a violência no Rio de Janeiro, decretou na tal entrevista:

-O tráfico já era.

É candidato imbatível ao troféu O Homem de Visão 2010
.




Olha a cara do intelectual. Quem não confia na sabedoria de um homem desses?

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Concorrência

A concorrência vai aumentar no ano que vem:


Lula diz que vai se tornar ' tuiteiro' e 'blogueiro' após deixar governo

Com certeza o blog do Molusco será indicado na barra lateral. :)
A dúvida é: ele também será um progressista?

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Doutorado

É oficial: o doutorado em economia da UFPB foi aprovado pela CAPES.
Um pouco mais de trabalho para nós.

Celso Costa

Um aluno do MINTER me confessou a emoção de assistir uma palestra do professor Celso Costa. Costa deu uma importante contribuição para geometria ao descobrir uma "superfície mínima" (Figura abaixo). Os únicos exemplares de superfícies mínimas conhecidas antes da sua tese de doutorado eram o catenóide (Leonhard Euler, 1760), o helicóide (Meusnier, 1776) e o plano. Ele simplesmente deu segmento ao trabalho de de dois gênios da matemática. Em resumo, meu aluno ficou frente a frente com um personagem da história da matemática.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Doutorado

Tudo indica que teremos um doutorado novo na praça. Novidades em breve.

Inflação

Inflação no EUA preocupa economistas (AQUI).

Enquanto isso, no Brasil, os especialistas pregam um pouquinho mais de inflação para aumentar o crescimento.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Recomendação

Opa, tem muita gente usando o VAR de forma errada:

Identificação de modelos VAR e causalidade de Granger: uma nota de advertência

RESUMO

O objetivo desta nota é alertar os leitores para um erro comum na literatura macroeconômica aplicada ao Brasil, associado à identificação de modelos VAR com base nos resultados de testes de causalidade de Granger.

Palavras-chave: Modelos autorregressivos vetoriais (VAR); Causalidade de Granger; Identificação

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Site do Naútico

O Clube Naútico Capibaribe inova traduzindo, na versão de seu site em inglês, o nome dos jogadores. Resultado: temos Rodrigo Bridges, Erick Flowers, Bishop Diego e Evander:

Na versão em inglês, site do Náutico inova e 'traduz' nomes de jogadores

Imaginem se o Valdomiro Pinto fizesse parte do elenco.

Esquizofrenia

Hoje cheguei a conclusão de que nunca passei pelo PPGE da UFRGS.
Não estou na lista dos ex-alunos (AQUI) e a minha tese também não foi defendida (AQUI).

Leitura do dia

Baby Booming Inequality? Demographic Change and Inequality in Norway, 1967-2004 .

Ingvild Alm as, Tarjei Havnes and Magne Mogstad

Abstract
We demonstrate how age-adjusted inequality measures can be used to evaluate
whether changes in inequality over time are due to changes in the age-structure. In
particular, we explore the hypothesis that the substantial rise in earnings inequality
since the early 1980s is driven by the large baby boom cohorts approaching the peak
of the age{earnings pro le. Using administrative data on earnings for every male
Norwegian over the period 1967{2004, we nd that the impact of age adjustments
on the trend in inequality is highly sensitive to the method used: While the most
widely used age-adjusted inequality measure indicates that the rise in inequality in
the 1980s and 1990s is indeed driven partly by the baby boom, a new and improved
age-adjusted measure indicates the opposite, namely that the rise in inequality was
even larger than what the inequality measures unadjusted for age reveal.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Imagem

Uma imagem vale mais do que mil palavras.
Vão até o blog do Irineu de Carvalho Filho (AQUI).
A copa do mundo e as olimpíadas vêem aí. Teremos que nos esforçar para imaginar uma situação igual a essa?

Pérolas

O "O" anônimo destaca duas pérolas nos trabalhos aprovados da ANPEC:

Anais da idiocracia, versão ANPEC 2010

Lista completa AQUI.

Até o Robinho faria

Em dia de jogo da seleção, destaco um vídeo para homenagear o time canarinho:



Esse até o Robinho faria.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Terminado e submetido

O artigo sobre distribuição de renda injusta foi, finalmente, concluído.
Como não gosto de perder tempo, já o enviei para um journal.
Tenho um longo período de espera ...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Uma bela publicação

Parabéns ao Claudio Shikida, ao Leo Monastério e ao Luiz Noguerol, co-autores do livro:

Living Standards in Latin American History.

Conheço pessoalmente o Leo e o Luiz, mas não o Shikida, com quem tenho um contato frequente. Coisas da vida na internet.

Em breve colocarei um exemplar do livro em minha estante.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Mathematics Genealogy Project

Mathematics Genealogy Project. Nesta página podemos observar as árvores genealógicas acadêmicas dos matemáticos. Por curiosidade, observei a do Albert William Tucker, do famoso teorema do Kuhn-Tucker. O que acharam do time que ele formou?

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Universidade: o templo do conhecimento

Inauguro a série "Universidade: o templo do conhecimento". Nesse espaco discutiremos os grandes feitos das instituicoes públicas de ensino, em especial, as Universidades Federais.

Comeco com um exemplo de civilidade. Uma placa no corredor de acesso à reitoria da UFPB.




Dado que só os alunos de graduação, professores, funcionários e a alta cúpula da instituição acessam o lugar, o aviso reforça o nosso grau de elegancia e respeito com as platinhas. Afinal, em um lugar seco como a PB, nada como regar os vazos com uma boa cuspida.


A segundo registro não está lá grande coisa, mas é válido. Notem o novo sistema de construção: primeiro se levanta a parede de ponta a ponta, depois se quebra a parte onde deveria existir uma porta. Fastástico, não? Essa técnica é ensinada no curso de construção civil 3, do CCT.




Estão com inveja? Foi mal, a minha é federal!

Questionamentos

Aonde estão os reitores que assinaram, recentemente, um documento com conteúdo eleitoreiro?

Eles não vão se pronunciar em relacao aos escandalos do ENEM?

E a UNE, hein, pra que mesmo ela serve?

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Prêmio Jaburu

O maior prêmio da literatura brasileira: o Jaburu. Se continuar assim, o Corinthians será declarado campeão brasileiro, mesmo terminando o campeonato na SEGUNDA colocação. Entenda AQUI e AQUI.

sábado, 6 de novembro de 2010

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Monografia em fase de conclusão

Um aluno de graduação da UFPB, o Thyago Cordeiro, está finalizando a sua monografia sob minha (des)orientação. O seu principal objetivo é verificar quais os principais componentes da mudança na distribuição de renda brasileira no período de 1987 a 2009. Em outras palavras, a diferença entre as densidades de renda são fruto de alterações nos coeficientes da equação de rendimento (por exemplo, as pessoas ganham mais hoje porque são mais educadas?), na remuneração desses coeficientes (i.e., a população com o mesmo nível educacional, mas sendo melhor remunerada), ou em ambos.

Para descobrir o impacto desses fatores, o Thyago propôs uma análise contrafactual baseada em regressões quantílicas. O texto de referência é: (Machado, J. & Mata, J. (2005). Counterfactual decomposition of changes in wage distributions using quantile regression. Journal of Applied Econometrics, 20, 445-465.). Em resumo, o que ele deseja é verificar quais os fatores que contribuem para a diferença entre essas duas densidades:



Pois bem, um de seus resultados é sumarizado na Figura à seguir. O que se pode concluir a partir dela? Em primeiro lugar, observa-se que o movimento de renda entre 1987 e 2009 foi favorável aos quantis inferiores da distribuição (valor positivo da curva até o quantil 0.60) e desfavorável aos quantis superiores. Dado que o nível de desigualdade é menor no ano final, de 0.55 em 1987 (Gini) para 0.49 em 2009, pode-se dizer que houve um movimento das caudas para o meio da distribuição.



Ao observar os componentes dessa mudança total nota-se que grande parte dela se deu por efeitos nos coeficientes. Ou seja, um aumento na remuneração das covariáveis, em especial na parte de baixo da distribuição. Já as características se mantiveram relativamente constantes.

Diante disso, pode-se dizer não houve uma maior mobilidade educacional, por exemplo? (AQUI).
Na verdade o resultado é mascarado pelo período considerado. O movimento nas características é detectado quando se utiliza o período 1987 a 1997. Ou seja, a abertura econômica gerou uma modificação nas característica dos trabalhadores. Em seguida, os indivíduos que habitavam a parte de baixo da distribuição também investiram em qualificação e equalizaram um pouco a diferença com os mais qualificados.

Com isso, surge uma pergunta: estamos confirmando os modelos teóricos (AQUI) e os resultados empíricos (AQUI) que associam abertura comercial a distribuição de renda?

Se sim, me parece que a melhoria na distribuição de renda atual possui um fator de abertura comercial. Seria um efeito Collor de Melo que nunca é computado?
Thyago terá muito trabalho pela frente.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Vocês me lêem?

Os acessos ao blog aumentaram de forma significativa. Não chego a ser um Coronel ou um De Gustibus, mas ... Meu dilema agora é: continuar escrevendo bobagens ou me policiar um pouco, dado que a exposição está, a cada dia, maior?

Fico tentado a seguir a primeira opção.

Bird

Hoje tem Boston Celtics na telinha. Aí o Sabino me indica esta pérola:

Homem é homem, menino é menino, terrorista é terrorista!

Enquanto o Brasil elege terroristas para cargos políticos, nos EUA George Bush ensina como tratá-los:

O ex-presidente americano George W. Bush admitiu ter autorizado "técnicas duras de interrogatório" contra o suspeito de ser o mentor dos atentados de 11 de setembro de 2001 em seu livro de memórias, Decision Points, que será lançado na semana que vem.

Em trechos do livro obtidos pelo jornal "New York Times", Bush defende sua decisão, dizendo que quando a CIA (a agência de inteligência americana) o questionou se poderia submeter Khalid Sheikh Mohammed a um afogamento simulado, ele teria dito: "Com certeza"
.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Que pena ...

Pôxa, e eu vou perder isto:

Sessão Especial ANPEC/CEPAL/Centro Celso Furtado

" 'A Hora da Igualdade' e a tradição histórico-estrutural da CEPAL".
Presidente: Luis Carlos Prado (UFRJ)
Apresentadores: Maria da Conceição Tavares (UFRJ), Osvaldo Sunkel(CEPAL), Antonio Prado (Secretario Exceutivo Adjunto da CEPAL) e Ricardo Bielschowsky (CEPAL) .

Mini-curso

Há uma demanda reprimida no mestrado em economia. Os alunos (pelo menos os meus em séries temporais), se interessam muito por temas relacionados a distribuição de renda e pobreza. Por conta disso estou organizando um mini-curso de 15 horas. Os temas são:

Tópicos em Distribuição de Renda e Pobreza:

1. Medidas de Distribuição de Renda e Pobreza;

2. Mobilidade de Renda;

3. Análise Contrafactual;

4. Desigualdade de Oportunidades e Distribuição de Renda Injusta;

5. Políticas de Compensação.

Em breve organizarei uma ementa destacando os objetivos e a literatura.

Always look on the bright side of life

O post do Márcio Laurini, reproduzido logo abaixo, me fez lembrar da cena final do filme Life of Brian (Terry Jones, 1979), do Monty Python, quando ao serem crucificadas, as personagens cantam entusiasmadas: "Always look on the bright side of life". (Vídeo Abaixo).


Vejam o lado bom. Por 4 anos não ouviremos mais discursos oficiais do Lula. Cada vez que ele falava eu me contorcia da mesma forma que Alex de Large no Clockwork Orange.
Como ninguém consegue entender o que a Dilma fala, não corro mais esse risco também.


Nariz gelado

o blog da Nariz Gelado faz uma bela leitura da derrota da oposição (AQUI).
Na verdade, ela já havia alertado para esses problemas no passado (AQUI).

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Blog na estrada

Estou me deslocando para o meu domicílio eleitoral - Natal - RN.
Só voltarei a atualizar o blog a partir da próxima segunda-feira.

Reputação dos congressos

A reputação dos congressos científicos de economia não é lá grande coisa. Mas alguns se sobressaem. O Encontro de Economistas da Língua Portuguesa é um deles. Os organizadores anunciam o evento, estimulam a participação e ...

VIII EELP - Encontro de Economistas de Língua Portuguesa





Prezados (as) Senhores (as),



1. Ao cumprimentá-lo(s) cordialmente, cumpre-nos comunicar o
cancelamento, pela Comissão Organizadora, do VIII Encontro de Economistas
de Língua Portuguesa, agendado para realização no período de 11 a 13 de
novembro do corrente, em Lisboa/Portugal.

2. A razão do cancelamento está relacionada a dificuldades
encontradas durante a organização do evento em apreço, especialmente no
que se refere à confirmação de participação e composição da delegação de
vários países integrantes da Associação de Economistas de Língua
Portuguesa - AELP, conforme informado oficialmente por aquela comissão em
ofício datado de 24/10/2010, protocolizado neste Conselho sob o número
030125.

3. Lamentamos o cancelamento do evento, oportunidade em que
firmamos compromisso de divulgar informações sobre nova data e local de
realização do VIII EELP, assim que recebidas por esta Autarquia.

4. Sem mais para o momento, renovamos votos de estima e
consideração.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Investimento em educação

Professor Aloisio Araujo, da EPGE/Rio, avalia o investimento na educação (AQUI).

Mais um plágio

Denúncia leva USP a identificar plágio em dissertação de mestrado.

Paper publicado

O paper: "Estimation of Opportunity Inequality in Brazil using Nonparametric Local Logistic Regression" acaba de ser publicado no Journal of Development Studies, Vol. 46, No. 9, 1593–1606, October 2010. É a minha oitava publicação neste ano. A quarta em um periódico internacional.

O Boston inicia bem

LeBron, Bosh, Wade? Que nada, ontem foi dia de Ray Alen, Paul Pierce e Kevin Garnett e Rajon Rondo. Boston Celtics 88 Miami Heat 80.

O time perfeito

Evo Morales joga futsal com Ahmadinejad em visita ao Irã

Completando a equipe com o Celso Amorim no gol, o Marco Aurélio Garcia como central e o Lula distribuindo as jogadas.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Recomendação

Recomendação do dia: o blog do professor Irineu de Carvalho Filho. A dica sobre o efeito do bolsa família nos votos da presindenciável Dilma é imperdível.

Boa leitura!

O longo amanhecer dos dossiês

Escrevi sobre Celso Furtado em 2008. Resolvi reviver o post por alguns motivos. O principal deles é mostrar que a prática da confecção de dossiês contra adversários é bem antiga.

Hoje resolvi reler um capítulo do livro "O longo amanhecer" de Celso Furtado. O texto em questão se chama "Mensagem aos jovens economistas". Pois bem, meu conterrâneo incia o texto falando das dificuldades enfrentadas no sertão da Paraíba (quase um velho Oeste) e assim vai ... (Detalhe: ele fala mal de meu Padim Pade Ciço, coisa feia Furtado).

Deixando as brincadeiras de lado, o texto possui algumas pérolas. O autor pergunta: "Por que o Brasil acumula tanto atraso?". Destacando que outros países como a Argentina, o Chile e o México estavam tão à frente. E mais, dentro do próprio país existe uma diferença regional tão expressiva, como pode isso? Ora, será que o Celso nunca ouviu falar de capital humano? Enfim, para ele a questão reside em nossa "vocação industrial não aproveitada". Aí ele rasga o o verbo defendendo a industria infante. Novamente nenhuma palavra relacionada a educação. Hoje sabemos como foi desastrosa a estratégia de investir em tal indústria, negligenciando o investimento em capital humano.

Ele continua, só que agora em seu foco preferido: a SUDENE. Oh, como foi boa a SUDENE. Como foi bacana os rios de dinheiro público jogados no ralo. Notem, o Estado tem que ser grande. Grande não, enorme, só assim que se pode solucionar os problemas sociais.

Segundo Celso, seu esforço desenvolvimentista foi atrapalhado por vários adversários, entre eles Argemiro de Figueiredo, então Senador paraibano. Segundo ele, Kubitschek, que sempre o apoiou, deu acesso aos arquivos da polícia federal, logo: "pude então conhecer as sandices que os serviços secretos arquivavam sobre alguém". Notem, esse lance de dossiê é bem comum. Me surpreende como um intelectual fala com tanta naturalidade sobre isso. Para essa gente, os fins, realmente, justificam os meios. Uma mensagem linda para a sociedade.

Em seguida a globalização é pintada como o demônio que impede do Brasil elaborar uma "política" (essa parte eu não entendi). Aí o papo vai continuando, sempre com os argumentos dos heterodoxos de porta de cadeia...

Pois bem, relendo isso depois de anos, posso garantir que a verdadeira mensagem aos novos economistas é: leiam o que Furtado escreveu, achem engraçado e tomem um caminho oposto.

Um país sem leis

Crime eleitoral em cima de crime eleitoral, escolham o seu:

Lula promete obras no Complexo de Manguinhos para 2011 durante evento no Rio

Desigualdade de renda e Injustiça

Fechando a tradução. Disponibilizarei a primeira versão do paper no final de semana.

De imediato afirmo que a correlação entre os índices de concentração de renda e de injustiça é de -0,8636. Nesse caso, a menor concentração de renda acarreta em uma maior injustiça. Porém, os testes de dominância estocástica indicam que a queda na concentração de renda é estatisticamente significativa, mas a subida do índice de injustiça não.

Fiquem com o resumo do paper:

Resumo: Este estudo mensura a desigualdade injusta no Brasil durante o período de 1995 a 2009. Para tanto, utilizam-se o instrumental estatístico desenvolvido por Ålmas et al. (2010) e o conceito de justiça “responsibility-sensitive”, proposto por de Bossert-Fleurbaey (Bossert, 1995 and Bossert & Fleurbaey, 1996). Os resultados indicaram que o nível de injustiça brasileiro permaneceu constante ao longo do período considerado. Concluiu-se que houve uma queda expressiva na desigualdade de renda brasileira, sem alteração no nível de injustiça. Por fim, pôde-se constatar que o índice de injustiça brasileiro é, pelo menos, uma vez e meia superior aos índices calculados para as nações desenvolvidas.

Frase do dia

A frase do dia no Twitter:

Chico Buarque apóia a Dillma porque com ela virá a Ditadura. E a Ditadura, quem sabe, lhe trará de volta a inspiração...
@fitzca

Revistas Nacionais de Economia

As revistas nacionais de economia estão saturadas. Os editores não conseguem cumprir os prazos e colocam a culpa nos pareceristas. O argumento é sempre o mesmo: trata-se de um trabalho voluntário, logo, os árbitros, cada vez mais ocupados, não estão sujeitos a pressões editoriais e assim vai...

Alguns aspectos contribuem para este comportamento. O primeiro deles é o incentivo da CAPES. Há um número maior de pesquisadores submetendo seus artigos para as revistas, em especial as nacionais. O Adolfo sintetiza o problema neste post AQUI.

Diante disso, os editores repassam o “problema” para os pareceristas, sobrecarregando-os.
Só para se ter uma idéia, uma revista nacional, qualis b2, passou a não receber mais artigos de autores que já publicaram neste periódico nos últimos dois anos. Outra, qualis b3, possui uma fila cerca de 80 artigos esperando o início do processo de avaliação. Ou seja, trabalhos que nem mesmo foram enviados aos pareceristas. No mais, os trabalhos já aceitos esperam, em média, 2 anos para serem publicados.

Como resolver isso? Sinceramente não sei. Mas acredito que uma maior atuação do corpo editorial, eliminando os artigos com baixa qualidade ou que não se encaixem na linha editorial da revista, ajudaria bastante.

sábado, 23 de outubro de 2010

Novo esporte

Depois do Squash (em breve passo detalhes sobre o desafio do ano), adoto um novo esporte, o ciclismo.

O brinquedinho novo já foi adquirido: Fuji Nevada 2.0.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

História Monetária Brasileira

Acabo de estimar as relações de causalidade entre moeda, produto e preços, a partir dos dados históricos do Peláez & Suzigan 'História Monetária do Brasil'.

Adotei um modelo que estima as relações de causalidade entre as três variáveis a partir de um método recursivo. Com isso, torna-se possível observar não só a causalidade contemporânea, como para diversos lags, i.e., a moeda pode não causar o produto contemporâneamente, e sim em alguns períodos à frente.

É o início de uma pesquisa de História Econômica, coisa que nunca fiz. Agradeço o convite do Shikida e do Ari, os verdadeiros idealizadores do projeto.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Poder de previsão

De todas as palestras da SEMANA ACADÊMICA DO DAECA, Diretório Acadêmico de Economia, Contábeis e Atuariais da UFRGS, uma me chamou a atenção:

Perspectivas para os Próximos 100 anos (Auditório da FCE)

Prof. Marcio Pochmann


Haja poder de previsão!

domingo, 17 de outubro de 2010

Pronto!

Fim de papo. O artigo que mensura a injustiça no Brasil está pronto. Agora é revisar e submeter.

Inicio um novo projeto, menos ambicioso, sobre desigualdade de oportunidades.

sábado, 16 de outubro de 2010

Duas recomendações

O texto do Ferreira Gullar AQUI e o vídeo do Danilo Gentili:

Frase do dia

Direto do Twitter do Millôr Fernandes:

Quando chegar a hora dos humildes herdarem o Reino dos Céus, o imposto de renda vai ficar com mais da metade.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Mais sobre desigualdade de renda e injustiça

Aos poucos vou divulgando o resultado de minha pesquisa recente:

Measuring Unfair Inequality in Brazil – 1995
to 2009


Um leitor, o Rodrigo, questionou, com razão, que sem conhecer o conceito do justiça, não há como interpretar os resultados expostos em um post anterior.

Pois bem, vou sintetizar o que eu penso. Sob o ponto de vista de uma sociedade igualitária, um distribuição justa seria aquela onde todos os indivíduos recebessem uma uma quantia igual à média da distribuição de renda total. Sendo assim, a diferença entre a renda observada do indivíduo "i" e a renda média (m), mediria o grau de injustiça: y(1)-m, y(2)-m, ..., y(n)-m.

Agora, considere uma generalização desse conceito. No lugar de uma norma única, m, teremos uma norma z(i) para cada indivíduo. Ou seja, cada um terá um próprio nível de justiça. É fácil entender o porquê da generalização: usando uma norma única igual à média, m, poder-se-ia cometer uma série de injustiças, i.e.,
duas pessoas podem ter níveis de renda diferenciados por conta de um maior
esforço de uma delas. Sendo assim, a adoção de uma norma única punirá aquele
que empreendeu um maior esforço.

Dito isso, o nível de injustiça da sociedade será: y(1)-z(1), y(2)-z(2), ..., y(n)-z(n). Com base nessas diferenças são construídas as curvas de Lorenz e, por conseguinte, os índices de injustiça (com interpretação similar ao índice de Gini, quanto mais próximo de 1, maior a injustiça).

Porém, como construir os z(i)'s? Utilizei um conceito de justiça de:

Bossert, W. (1995). Redistribution Mechanisms Based on Individual Characteristics. Mathematical Social Sciences, 29, 1-17.

Onde são levados em conta os aspectos relacionados aos níveis de esforço dos indivíduos. Ou seja, o z(i) é baseado na quantidade de esforço que o indivíduo empreendeu para adquirir um determinado nível de renda.

Como fica a comparação entre a renda auferida e a renda justa. A distribuição acumulada para essas duas variáveis (ano de 2009) é descrita na Figura abaixo:



Não dá para detalhar mais nesse post, mas comparando os anos de 1995 e 2009. Observamos que não há diferença entre os níveis de justiça (Figura abaixo - os teste de dominância estocástica confirmam que não há diferença entre as curvas):




Sendo assim, os programas transferência de renda, implantados a partir da estabilização econômica, são eficientes para a redução dos níveis de desigualdade e pobreza mas não eliminam a injustiça? A minha reposta é sim.

Qual a razão para isso? Na minha opinião, as razões residem na desconsideração
dos elementos de justiça nos desenhos das políticas públicas brasileiras, sejam
elas fiscais, educacionais ou de transferência de renda. Esses temas já são
abordados na literatura internacional, podendo-se citar:

Aaberge, R. & Colombino, U. (2009). Accounting for Family Background
when Designing Optimal Income Taxes: A Microeconometric Simulation Analysis,
IZA Discussion Papers 4598, Institute for the Study of Labor (IZA).

Betts, J. & Roemer, J. (2005). Equalizing opportunity for racial and socioeconomic
groups in the United States through educational finance reform,
Department of Economics UCSD, paper 2005’14.

Fleurbaey, M. & Maniquet, F. (2011). Compensation and responsibility. In:
Arrow, K., Sen, A. & Suzumura, K. (eds). Handbooks in Economics: Social
choice and welfare, v. II. Amsterdam: Elsevier.

Roemer, J., Aaberge, R., Colombino, U., Fritzell, J., Jenkins, S., Lefranc,
A., Marx, I., Page, M., Pommer, E., Ruiz-Castillo, J., San Segundo, M.,
Tranaes, T., Trannoy, A., Wagner, G. & Zubiri, I. (2003). To what extent do
fiscal regimes equalize opportunities for income acquisition among citizens.
Journal of Public Economics, 87, 539-565.

É esse o debate que eu quero iniciar. Ou seja, é possível ter uma renda mais igual, mas com um nível de injustiça constante. Para isso, basta adotar uma política de compensação com um desenho mal feito.

Efeito ENEM

Mais um efeito colateral do ENEM. Por conta do atraso na aplicação das provas, o período letivo da UFPB só será iniciado em 14 de março de 2011. Prejuízo para os alunos.

domingo, 10 de outubro de 2010

Morte na economia

O Blog noticia a morte de Maurice Allais, ganhador do Nobel de economia em 1988. Allais morre às vésperas do anúncio do ganhador do Nobel de 2010.

Me lembro do curso de Microeconomia II do professor Sabino na UFRGS. A crítica de Allais a teoria dos jogos era um dos temas da aula. No mais, me chamou a atenção o fato de Allais ter publicado vários textos em francês na conceituada revista Econometrica, em especial:

Le Comportement de l’Homme Rationel devant le Risque. Critique des Postulats et
Axiomes de l’Ecole Américaine. Econometrica, Vol. 21, no 4, October 1953, p. 503-546.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Renda e Injustiça

O que mais escutamos em época de política é: "queremos uma distribuição de renda mais justa". Na cabeça dos que afirmam isso, distribuição de renda mais justa é aquela com menor desigualdade. Dessa forma, o Brasil está rumando para a justiça. Concordam?

O gráfico abaixo mostra que o índice de Gini "Standard Gini" caiu de forma expressiva entre 1996 e 2007. Contudo, o índice de injustiça continua constante. Ou seja, a desigualdade de renda caiu, mas a injustiça não!

Como já disse, em breve informo como foram calculados esses índices. Por enquanto, fiquem com esta conclusão: temos uma distribuição mais igual, porém, com o mesmo nível de injustiça.


Duas Paixões se Unem

Liverpool é vendido para dono do Boston Red Sox.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Liberdade

Enquanto isso, na terra da liberdade:

#cuba no quiero ni imaginar que pasara si no logramos restablecer la publicacion de tweets por sms... algun camino encontraremos


A história toda pode ser lida no Twitter da Yoni Sanchez.

Boa Madureira

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Desigualdade de oportunidades: resultados preliminares

Considerando o meu conjunto de dados (PNAD's) contendo apenas trabalhadores, chefes de família com idade entre 26 e 65 anos, obtive os seguintes resultados preliminares:

a) A desigualdade de renda brasileira caiu cerca de 13% entre 1976 e 2006 (de 0,5722 para 0,5019). Essa redução é bem expressiva;

b) quando se considera só a desigualdade de oportunidades (Como fiz isso? Só o paper vai responder), o índice se mantém estável (0,2639 a 0,2685). Ou seja, não houve redução alguma na desigualdade socialmente indesejável. Pior, a desigualdade de oportunidades passou a ter um share maior na desigualdade de renda

Leitura do dia

Mais um texto da Ingvild Alm as

Measuring unfair (in)equality

Ingvild Alm as; Alexander W. Cappelen; Jo Thori Lind
Erik S rensen; Bertil Tungodden

Abstract
The standard approach to inequality measurement regards all inequalities
as being unfair. However, most people do not share this view, and believe
that some inequalities are fair. This paper shows one way of generalizing the
standard approach to take account of the distinction between fair and unfair
inequalities. Within this framework, we introduce the unfairness Lorenz curve
and the unfairness Gini, which are generalizations of the standard versions of
the Lorenz curve and the Gini.

With this more general framework in place, we study the implications of
responsibility-sensitive theories of justice for the evaluation of the income dis-
tribution in Norway from 1986 to 2005. We nd that the income distribution
has become unfairer in Norway, even though the standard Gini has decreased
over the same period. We show that this conclusion holds for di erent views
on what individuals should be held responsible for, and for alternative speci -
cations of the responsibility-sensitive fairness principle. (JEL: D31, D63, J31.
Keywords: Income inequality, Fairness.)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A carta dos reitores

Como professor da UFPB, gostaria de me manifestar contra a carta dos reitores. No Blog, sempre coloco minhas opiniões como pessoa física. Nunca falaria pelo meu departamento, por exemplo, sem o consentimento dos meus colegas de trabalho. Ou seja, na carta o Reitor da UFPB não fala por mim.

As razões para o meu posicionamento são diversas. Em primeiro lugar, o documento está cheio de clichês políticos. Me esforcei muito para lê-lo até o fim. Logo no primeiro parágrafo, salta aos olhos a ênfase ao "aumento orçamentário". Para os reitores o modelo de ensino superior era e continua a ser, perfeito, só faltava mais dinheiro. Dinheiro para ser desperdiçado com obras intermináveis e sem planejamento algum.

Em seguida, os magníficos fecham todo o debate acadêmico em torno das questões econômicas do Brasil, em especial sobre a distribuição da renda. Com isso eles deixam um recado direto para os pesquisadores de sua próprias instituições, inclusive: não adianta testar os impactos da abertura comercial e da estabilização de preços sobre a distribuição dos rendimentos, por exemplo. Tudo foi obra do Lula.

Por fim, ao longo da carta não se lê uma palavra relacionada a qualidade do ensino. As universidades estão inchadas e formando profissionais cada vez menos qualificados.

P.S.: Me recuso a comentar a observação de que o Brasil é um país sério.

Subserviência federal

Os reitores das universidades federais, inclusive a que eu trabalho, UFPB, assinaram um documento, ou melhor, um atestado de subserviência.

Reitores a serviço do lulismo

Gostaria de informar que, como funcionário da universidade, reprovo, fortemente, o conteúdo da carta.

De fora

E o camarada Genoino ficou de fora? Que tristeza!!!
P.S.: que bela limpeza, hein?

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Natal

Indo para Natal. O Blog retorna na segunda-feira. Até lá.

Novos e bons pesquisadores

Destaco a Ingvild Alm as. (CV AQUI)

(Página Pessoal AQUI)

A Ingvild possui belos trabalhos na área de justiça e equidade. Recomendei um no último post.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Leitura do dia

O texto abaixo discute novos parâmetros de comparação para as teorias de justiça. A perfeita igualdade não é o ponto ideal da distribuição.

Equalizing Income versus Equalizing Opportunity - A Comparison of the United States and Germany

Abstract
Germany has lower posttax income inequality than the United States and
hence is doing better according to a strict egalitarian fairness ideal. On the
other hand, the United States is doing better than Germany according to a
libertarian fairness ideal, which states that people should be held fully respon-
sible for their income. However, most people hold intermediate (responsibility-
sensitive) positions, and hence it is interesting to study and compare fairness
according to these positions.
Only if peoples' preferences are characterized by substantial degree of indi-
vidual responsibility, the United States is considered less unfair than Germany.
If we hold people responsible for the unexplained variation, the United States
is considered fairer than Germany for all levels of responsibility sensitiveness.
If we, on the other hand, demand compensation for the unexplained variation,
Germany is fairer than the United States for all levels of responsibility. The
latter may be seen as the preferred approach as it follows a 'bene¯t of the
doubt' strategy.

Recomendações

Os blog's do Sr. S. (Anaximandro) e do Angelo Fasolo, The Duke of Hazard, passam a fazer parte da minha lista de recomendações.

Curso de Retórica da Dilma

Mais uma aluna do curso de retórica da Dilma Rousseff:

Lista de candidatos

Lista dos 322 candidatos que exigem muita, muita atenção AQUI.

perversão dos valores democráticos

Reproduzo o post do blog do Orlando Tambosi.

A perversão dos valores democráticos

Repito o que disse no twitter (sim, estou aprendendo) outro dia: a perversão ideológica dos valores democráticos não vem das ruas, mas das universidades, especialmente das “ciências sociais”.

Nesse ambiente, defender as liberdades e as ciências vale adjetivações de “reacionário”, “direitista”, assim como condenar o antiamericanismo e as ideologias que a história rejeitou.

Sumamente bom, ou melhor, “progressista”, é defender o “controle social da mídia”, condenar as tecnologias – à exceção do computador, claro -, relativizar o conhecimento científico etc.

Definitivamente, a burrice ideológica não é pedestre.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Super Moura

Fiquei triste com a cassação do registro de candidatura do Super Moura. Ele era o meu candidato favorito a deputado estadual no RN.

COB

O interessante é que as notícias sobre o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) nunca está associadas ao esporte:

COB atrasa prestação de contas do Rio-2016 e é ameaçado pelo TCU, diz jornal

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Revivendo lost city

As tentativas de "cubanização" do Brasil, acompanhadas da idiotização dos jovens (às vezes não tão jovens), me fizeram lembrar de um post que escrevi para o filme Lost City:
*****************

Assisti, finalmente, “A cidade Perdida” (Lost City, The, 2005 – Andy Garcia). O filme trata da turbulência ocorrida em Havana na transição do governo de Fulgencio Batista para a ditadura de Fidel Castro e Ernesto 'Che' Guevara. A história gira em torno de Fico Fellove (Andy Garcia), um personagem que não nutre simpatia por nenhum dos lados. Seu único desejo é manter sua família unida. Trocando em miúdos, o governo de Fidel é tão ruim quanto o de Batista. O personagem de Bill Murray dá uma boa pitada de humor à trama. Quando um “general” Revolucionário diz “Marx falou, ‘A música é o ópio do povo’”, Murray rebate: “O Groucho ou o Karl?”. A trilha sonora é maravilhosa.

No entanto, quero destacar que a mensagem que me marcou foi a da importância da liberdade. Quando o objetivo de um homem, em meio a uma revolução, é proteger, única e exclusivamente, sua família, torna-se claro que o individual supera o coletivo. Não há como ter bem-estar social sem o respeito às liberdades individuais. É uma mensagem forte para uma América Latina cheia de filhotes de ditadores.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Frase do dia

Millones de personas en el mundo pueden entrar y salir libremente de su pais: ninguno es cubano


Yoani Sanchez, via Twitter.

IOP

Qual o tamanho da desigualdade de oportunidades brasileira?
De acordo com Bourguignon, F., Ferreira, F. & Menéndez, M. (2007). Inequality of opportunity
in Brazil. Review of Income and Wealth, 53, 585-618.
ela corresponde a cerca de 25% da desigualdade total. Meus novos resultados apontam para um share maior: cerca de 35%.

Cineasta estatizado

Reproduzo o post do colunista da Veja, Augusto Nunes:

Nós nos baseamos em elementos interessantes para a Academia, sem avaliar críticas políticas ou cinematográficas. Talvez Lula seja nosso maior astro. Não há ator tão conhecido quanto ele.


Roberto Farias, diretor de cinema, integrante da comissão que escolheu o filme “Lula, o filho do Brasil” para disputar o Oscar, confirmando que cineasta em busca de patrocínio federal é capaz de transformar Jânio Quadros em galã, José Sarney em homem de bem ou Lula, o maior canastrão da história dos palanques, em “nosso maior astro”.

Extra, extra

Bela capa a do Jornal Extra:




Mais uma dica do Coronel.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Não progressista

Este blog não é progressista. Por isso, não haverá a transferência de cento e tantos mil reais, dos cofres públicos, para a minha conta ...

Manifesto em Defesa da Democracia

Assine AQUI.

Livro on line

Handbook on impact evaluation: quantitative methods and practices
Shahidur R. Khandker, Gayatri B. Koolwal, Hussain A. Samad
2010 The International Bank for Reconstruction and Development / The World Bank

I thought I would draw attention to the publication of an interesting
handbook on impact evaluation which includes fully-worked Stata
exercises. Although the exercises are more suited to someone with a
basic knowledge of Stata, there is also a short introduction to Stata
for the less familiar.



O livro contém exemplos no software STATA. Para baixá-lo clique AQUI.

P.S.: Dica do professor João Ricardo.

domingo, 19 de setembro de 2010

Momento cultural

No Momento Cultural de hoje, Adelino Nascimento.
Um clássico!

"Brega do Amor"



P.S.: Vou "catucar" a internet buscando algo de seu filho, Julio Nascimento. Ele também fez um certo sucesso na década de 1990.

sábado, 18 de setembro de 2010

Caraca, que dinheiro é esse?

Reproduzo o post do Reinaldo Azevedo:

Na Casa Civil, na gestão Dilma, a metros do gabinete de Lula: “Caraca! Que dinheiro é esse? Isso aqui é meu mesmo?” Eram R$ 200 mil em dinheiro vivo!

Numa manhã de julho do ano passado, o jovem advogado Vinícius de Oliveira Castro chegou à Presidência da República para mais um dia de trabalho. Entrou em sua sala, onde despachava a poucos metros do gabinete da então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e de sua principal assessora, Erenice Guerra. Vinícius se sentou, acomodou sua pasta preta em cima da mesa e abriu a gaveta. O advogado tomou um susto: havia ali um envelope pardo. Dentro, 200 000 reais em dinheiro vivo - um “presentinho” da turma responsável pela usina de corrupção que operava no coração do governo Lula. Vinícius, que flanava na Agência Nacional de Aviação Civil, a Anac, começara a dar expediente na Casa Civil semanas antes, apadrinhado por Erenice Guerra e o filho-lobista dela, Israel Guerra, de quem logo virou compadre. Excitado com o pacotaço de propina, o neófito reagiu em voz alta : “Caraca! Que dinheiro é esse? Isso aqui é meu mesmo?”. Um colega tratou de tranqüilizá-lo: “É o ‘PP’ do Tamiflu, é a sua cota. Chegou para todo mundo”.


Os blogueiros progressistas devem estar se desdobrando para classificar essa denúncia como infundada.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A sociedade paga

A sociedade indenizará o caseiro Francenildo

Caseiro Francenildo ganha indenização de R$ 500 mil da Caixa Econômica por quebra de seu sigilo bancário

Agora eu pergunto: o Antônio Palocci colocará a mão no bolso ou irá para a CADEIA?

Pobreza

Fiquei sabendo em cima da hora, uma pena:

II Encontro do NIP (Network of Inequality and Poverty) do LACEA e PNUD que realizar-se-á em Fortaleza nos próximos dias 16 e 17 de setembro.

http://www.caen.ufc.br/~iinip2010/

Social Mobility

Recebi um convite nesses últimos dias:


We have learned of your published research on social class and social mobility. We would like to invite your participation in our publishing program. In particular, I have in mind a new research or review article for an edited collection (invitation only) being assembled under my overall direction tentatively entitled

“Social Mobility”


O camarada José Luis Já topou entrar nessa comigo. Mãos à obra!

Nota na CAPES

O mestrado em economia da UFPB manteve a nota 4 (máximo de 5) na avaliação da CAPES (AQUI).

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

sábado, 11 de setembro de 2010

Meus 6%

Minha casa (civil), minha vida, meus 6% ...

Ranking de citacoes

Dêem uma olhada no:

http://www.eigenfactor.org/methods.htm
Com esse ranking é possível avaliar a qualidade das publicacoes controlada pelas as diferenças nos padrões de citação.

Para observar o mapa da ciência no mundo, vejam:

http://www.eigenfactor.org/map/maps.htm

Que tal um mapa da ciência econômica no Brasil?

P.S.: Dica do professor Luiz Renato Lima.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Revivendo a anedota

Estou de saída para Natal. Passarei a semana envolvido com as atividades do MINTER. Tentarei postar algo de lá, mas não garanto. Enquanto isso, reproduzo um post antigo:

Um Aluno fala com o professor Erik Figueiredo: Professor, parabéns pelas publicações recentes. Vi o seu Currículo Lattes ontem à noite.

Erik responde: obrigado, mas é o meu trabalho. Faço por prazer [Resposta correta: quero uma bolsa de produtividade].

Aluno: o senhor poderia disponibilizar os papers ainda não publicados?

Erik: claro, quais deles, meu querido!

Aluno: Tenho interesse nos artigos:

Is Income Mobility Socially Desirable? Quarterly Journal of Economics, forthcoming.

Ethical indices of income mobility. Econometrica, forthcoming.

Transfer principles and inequality aversion with an application to optimal growth. American Economic Review, forthcoming.

Ex-ante and ex-post welfare optimality under uncertainty. Journal of Economic Theory, forthcoming.

Que bom que se interessa por minha pesquisa, me passe seu email que te enviarei os artigos em breve.

O tempo passa e surgem alguns detalhes: o professor Erik nunca enviou os artigos. Nunca apresentou esses resultados tão maravilhosos, dignos de publicações top. E o MAIS curioso, o “forthcoming” não se transforma em um v. 59, n. 2, 2009, por exemplo.

Desconfiados disso, os membros da comissão de avaliação da CAPES escrevem para os editores das revistas listadas [ah, se isso fosse verdade, eles nunca verificam], e para a surpresa de todos, os artigos nunca foram aceitos [nem foram enviados].

A reação natural é punir o senhor professor Erik Figueiredo.

Diante do escândalo, o professor Erik Figueiredo marca uma entrevista coletiva no campus da UFPB [poxa, o cara é importante!]. Nela o professor declara:

De fato há um erro nas informações divulgadas pelo Sistema de Currículo Lattes.
Contudo, prometo a todos vocês, que sabem que sou honesto, que vou apurar de quem foi a responsabilidade pelas informações publicadas, já corrigidas (vejam o link do currículo Lattes na barra lateral).

Acharam tudo isso um absurdo? Falem sério, então vocês não leram isso AQUI.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Raquitismo estatal

O Jornalista Polibio Braga alerta para a infiltração do PT no poder:

São dados da revista Veja desta semana (“O Partido do polvo”):
Servidores federais concursados
1) desde 2003, ano em que Lula chegou ao governo, 6.045 funcionários públicos federais de carreira filiaram-se ao PT.
2) 70% dos 6.045 novos filiados ao PT, foram promovidos para polpudos cargos em comissão depois disso.
Servidores federais nomeados sem concurso (caros em comissão)
1) O governo Lula nomeou 1.219 cargos em comissão níveis 5 e 6, que formam o núcleo duro de qualquer governo.
2) 45% de todos os cargos estratégicos foram entregues a sindicalistas,82% dos quais são filiados ao PT.
- Dos 40 cargos mais cobiçados do governo (administram orçamentos anuais de R$ 870 bilhões, ¼ do PIB), 22 são de gente do PT. São funções de mando nos Correios, Caixa, Eletrobrás, Petrobrás, Banco do Brasil, Receita,m BNDES e Previdência Social.
- O PT, que nasceu como um Partido dos Trabalhadores, ou seja, dos que produzem riqueza, acaba de se transformar no Partido dos Servidores Públicos, ou seja, dos que servem aos que produzem riqueza.

Isso me fez lembrar de um certo presidente do IPEA que "denunciou" o raquitismo estatal (AQUI).

Novas compras






Acabo de adquirir os livros: HANDBOOK OF SOCIAL CHOICE & WELFARE; MOBILITY AND INEQUALITY; DISTRIBUTION AND DEVELOPMENT; ECONOMETRIC ANALYSIS OF CROSS SECTION; USING EVIEWS FOR PRINCIPLES OF ECONOMETRICS e MUSICA DOS NUMEROS PRIMOS, A.

domingo, 5 de setembro de 2010

Mais um crime

Mais uma evidência do uso da máquina pública:






A justiça, realmente, está cega diante desses crimes.
P.S.: Dica do Coronel.

sábado, 4 de setembro de 2010

Instituto Millenium

O blog fechou uma parceria com o Instituto Millenium (Link e banner adicionados na barra lateral).
De agora em diante trocaremos informações e compartilharemos postagens.
Agradeço a Thalita Novo pelo contato.

História da matemática

Para aqueles que gostam da história da matemática, segue o link:

http://www-history.mcs.st-and.ac.uk/BiogIndex.html

Lá você encontra a biografia de Lev Pontryagin, só para citar um exemplo:

http://www-history.mcs.st-and.ac.uk/Mathematicians/Pontryagin.html

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

É ilegal, mas e daí?

Quem não ouviu falar das festas juninas do Nordeste? Do forró pé de serra, da canjica, milho verde? Do maior São João do mundo em Campina Grande – PB ou do melhor São João do mundo em Caruaru – PE? Quem nunca ouviu o leu que os parlamentares nordestinos “somem” de Brasília durante o mês de junho para curtir essa manifestação cultural?

Pois bem, além de realizarem uma verdadeira migração de retorno, os parlamentares destinaram 13.8 milhões de reais para financiar as festas juninas de 19 estados em 2010. O ministério do turismo engrossou o bolo da verba pública com mais 1.1 milhão, como pode ser visto na matéria abaixo:

Tradicionais no Nordeste e palanques em potencial nas eleições, as festas juninas estão na mira do Ministério Público Federal. Há pelo menos 13 investigações em andamento que apuram irregularidades na aplicação das verbas. Os recursos destinados às prefeituras são do Ministério do Turismo. Só este mês foram liberados R$ 14,9 milhões para festas juninas em 19 estados. Desse valor, R$ 13,8 milhões são referentes a emendas parlamentares. O restante é de programas do próprio ministério. Este ano, o governo estabeleceu regras mais rígidas para comemorações com dinheiro federal durante o período eleitoral. Entretanto, as normas só valem a partir do início de julho. A temporada de festas juninas, que esvazia o Congresso Nacional, termina no dia 4. Hoje e amanhã, os principais candidatos à Presidência, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), têm participações previstas nos maiores arraiais do país. Em Caruaru, Pernambuco, são esperadas mais de 1,5 milhão de pessoas. Em Campina Grande, na Paraíba, os gastos com a festa devem ultrapassar R$ 5 milhões.



Além das possíveis irregularidades e do debate sobre a pertinência do financiamento público dessas festas, destaco outro fator: as bandas contratadas fazem propaganda política irregular. Para verificar essa hipótese escutei todo o show de uma banda contratada por uma cidade do interior da Paraíba (não recomendo isso a ninguém). Durante duas horas de show, a banda mencionou o nome do prefeito 48 vezes. O nome da prefeitura surgiu 23 vezes. O governador, um senador e um deputado federal foram lembrados 14, 10 e 7 vezes, respectivamente. E tem mais, por vezes o vocalista mudava a letra da canção falando: “fulano é do povo”, “fulano é moral”, e por aí vai.

Ou seja, um péssimo destino para o dinheiro público. As irregularidades estão aí, não vê quem não quer, ou quem não se importa.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Kit do Serra

Acabo de receber uma correspondência com o kit da campanha de José Serra.

Farei de forma solitária e independente dos partidos políticos locais, em especial o PSDB/PB, uma campanha pró-Serra.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Pluralismo na economia

Vez por outra surge a discussão sobre o pluralismo nos departamentos de economia. Esse assunto chato me fez recordar de um belo post dos alunos da PUC em resposta a um artigo publicado no Valor Econômico:

Meninos da PUC respondem a Oreiro e Andrade: podemos conversar, mas com algum método.


Recomendo, fortemente, a leitura. Contudo, faço um resumo de suas idéias.

Os trechos publicados no Valor Econômico são tão bizarros quanto comuns nos corredores e, pasmem, nas salas de aula das universidades. Deliciem-se com dois deles:

“O que falta [à macroeconomia dominante, na academia e nas escolas] é um sentido do todo humano”, por que “a economia ‘samuelsoniana’, termo melhor do que ‘neoclássica’, reduz toda a economia às aventuras de um mau caráter chamado Max U” (que maximiza a utilidade). “Esse sujeito é um completo idiota! Só pensa em si mesmo. Uma economia pluralista fala de pessoas reais.”


"Mas fica difícil para um economista externo ao pensamento “mainstream” entrar no circuito das publicações acadêmicas, terreno importante para a apresentação de idéias que possam ser consideradas inovadoras. É o que explica McCloskey: “O problema é que, para ter um artigo aceito num “journal” samuelsoniano, você deve usar um modelo Max U e deve expressar seus resultados em ‘teoremas de existência’ -- que não têm nenhuma importância como ciência, pois ciência trata de grandezas, não de teoremas de existência. Além disso, você precisa usar ‘significância estatística’, o que é um procedimento também desimportante. Se você está apenas raciocinando sobre economia, usando argumentos coerentes e mantendo-se atento às possíveis magnitudes relevantes, então você está fazendo verdadeira ciência econômica. Mas não vai ser publicado.”


Confesso que a leitura desses trechos doem na alma.

Diante desse lenga-lenga pluralista, os autores do post fazem a separação mais relevante para o debate:

[...] a distinção ortodoxia e heterodoxia é um tanto cinzenta, e que a divisão relevante seria entre má e boa economia. "Sempre que a "profissão" consegue aprender alguma coisa, estamos falando de boa pesquisa. Sempre que existe blá blá blá, análises intermináveis sobre textos antigos e estatística (ou econometria) feita sob medida para encontrar resultados, temos uma pesquisa ruim."


Ou seja, o pluralismo está separando as coisas erradas.

Os autores seguem jogando mais um pouco de luz no debate:

Os economistas aplicados do mainstream vivem de testar as hipóteses dos modelos. Quando não encontram evidências dos resultados, surge um desafio para a teoria, criando espaço para que busquem melhores respostas. Se não há um acordo com a abordagem de teste, como se avaliar um argumento?


Para fechar com chave de ouro, eles dão um nocaute nos pluralistas:

A má economia está para a teoria econômica como a alquimia está para a química. Química moderna é a racionalização de práticas da alquimia sem as crenças mitológicas. Não há nenhum problema com crenças, só não podemos aceitar que elas se finjam de ciência.

O maior argumento da mediocridade é fazer-se passar por diversidade. Diversidade é quando se abre espaço para diferentes idéias igualmente válidas. Há muito espaço para contestação e diálogo dentro da boa economia, mas é preciso método e implicações refutáveis. Caso contrário, é melhor usarmos túnicas e buscarmos uma pedra-filosofal heterodoxa.

Conferência da pesada

Recebi esta mensagem por email:

I CONFERÊNCIA NACIONAL DE POLÍTICAS PÚBLICAS CONTRA A POBREZA E A DESIGUALDADE
NATAL, 10, 11 E 12 DE NOVEMBRO DE 2010

Realização: UFRN - Departamento de Poliíticas Públicas e USP EACH - Curso de Políticas Públicas

Presenças: Márcio Pochmann, Chico de Oliveira, Ermínia Maricato, Wilson Cano, Ricardo Antunes, José Luis Fiori, Maria da Glória Gohn, Leda Paulani, João Sicsu, Tânia Bacelar, Amartya Sen, entre outros.

Submissão de Trabalhos até 15/10/2010

Maiores informações no site (não deixem de conferir!) www.cchla.ufrn.br/cnpp


Alguns comentários: 1) fico imaginando o Amartya Sen no meio dessas feras; 2) os palestrantes foram ordenados por importância?; 3) escreveram o nome do professor errado, é "Sicsú", será que vocês não aprendem?

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

PPGE/UFPB

O Programa de Pós-Graduação em Economia da UFPB está com um novo site:

http://www.ccsa.ufpb.br/ppge/

Parabéns ao professor Hilton Ramalho pelo belo trabalho de confecção da página.

CORECON-PB

O CORECON-PB se superou dessa vez. Vejam a mensagem que recebi:

O CORECON-PB desde o início do ano vem fazendo a seguinte enquete junto aos economistas que acessam o site do Conselho: Qual será o crescimento econômico da Paraíba em 2010?

Até esta sexta-feira (27) a enquete apresentou o seguinte resultado:

Até 3% de crescimento 20,56%
Acima de 3% até 5% de crescimento 52,33%
Acima de 5% até 6% de crescimento 20,56%
Acima 6% de crescimento 6,55%

Segundo Projeções divulgadas pela consultoria pernambucana Datamétrica, o PIB da Paraíba irá crescer 7,29% em 2010 e o da região nordeste de 7,7%, contra 7,1% esperados pelo mercado para o Brasil.

Na sua opinião, qual será o crescimento da Paraíba em 2010? Responda a enquete no site http://www.corecon-pb.org.br/, que estará disponível até 31/08/2010.


Ou seja, no lugar de com base nos dados, promover uma discussão séria, até mesmo sobre os instrumentos utilizados para gerar a previsão, o CORECON-PB prefere promover uma enquete. Distintos senhores, se limitem a realizar palestras sobre o papel de Celso Furtado para o desenvolvimento regional.