sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Pesquisadores parte II

Alguns pesquisadores fazem jus a este título. O James Hamiton, por exemplo, disponibiliza suas pesquisas, dados e procedimentos de estimação em seu site pessoal. Assim, todos que se interessam pelos temas podem, não só ler os seus trabalhos recentes, como também replicar os seus resultados. Na minha tese eu necessitei da ajuda do Peter Gottschalk e do Peter Steiner e ambos foram atenciosos.
Outro dia destaquei neste blog a gentileza do professor Jeff Racine. Em resumo, os bons exemplos se acumulam.

Porém, infelizmente existe o outro lado. Aqueles que não sabem lidar com quem se interessa por suas pesquisas. Os motivos para isso são diversos e nem vale a pena comentar.

Pois bem, conversei com um membro da CAPES ontem e ele me relatou um episódio. Ao solicitar um parecer a um pesquisador brasileiro, vinculado recentemente a uma universidade internacional, a resposta foi: não estou mais no Brasil, não posso mais fazer isso. Ou seja, o fato de ter saído do país apagou todo o seu passado acadêmico, inclusive o financiamento recebido da CAPES.

Na manhã de hoje me interessei por um working paper de um pesquisador brasileiro que ensina no exterior. Escrevi para ele solicitando a versão mais recente, já que não a encontrei na internet. Minutos depois alguém pesquisou meu nome no google e clicou no link do Facebook. Quando isso acontece, você recebe um email informando sobre a pesquisa e dizendo de onde ela foi originada. Curiosamente a pesquisa se deu no país onde esse professor reside.

Em resumo, ele pesquisou, não gostou do que viu e nem teve a preocupação de escrever um email dizendo: "não mandarei o working paper, ele é meu, só meu. Seus resultados são totalmente privados. E, a propósito, dê uma melhoradinha no seu curriculo e atualize seu perfil no facebook".

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