domingo, 27 de junho de 2010

Fraudes na academia (e não é a de ginástica)

O blog Ciência Brasil (Marcelo Hermes da UNB), traz uma importante denúncia: Uma revista da área de farmácia está inflando o seu fator de impacto. (Comece lendo AQUI).

[...] Ontem estava circulando na internet um "corajoso" debate dos editores da revista (vejam aqui, com atenção especial no que marquei de amarelo) sobre o caso mais patético de fraude editorial no mundo da ciência. Uma frande nos índices de impacto. Vai ser motivo de muita piada e/ou indignação entre cientistas sérios.

O pior dessa estória é que a revista em questão, a RBFAR (clique na imagem ao lado), recebe verbas públicas, do CNPq, para existir. Ou seja, é o meu dinheiro, dos impostos, usado no patrocínio de uma picaretagem editorial!
[...]


A revista em questão é editorada por membros da UFPB. O interessante é que em conversas informais com membros do PPGE/UFPB, o programa de pós-graduação em farmácia é sempre colocado como um exemplo a ser seguido. Acho que devemos mudar nossos conceitos, e rápido!

P.S.: As dicas iniciais foram dadas pelo Selva e pelo de Gustibus. O Blog do Marcelo Hermes foi introduzido nos meus favoritos.

3 comentários:

Anônimo disse...

Baita post

é incrível como a pesquisa brasileira tem gaps entre as áreas.

Estive lendo informações postadas na Capes sobre o critério de cada área para ser excelência ou seja, 6 ou 7.
A área co-irmã que concorre por recursos, financeiros com a Economia (ADM), classifica inúmeras revistas brasileiras (da área deles) como padrão A2 (juro A2, padrão internacional melhores revistas), e revistas de economia para eles valem A2, nota superior que os economistas postulam para elas (Caso B2) vc não acha curioso isso? (mas pelo menos eles confirmam que somos superiores a eles...)
Porém, outro item interessante que para ganhar 6 ou 7 deve possuir um percentual de 40% dos professores ou mais como bolsistas de produtividade?

1. Ser bolsista é críterio para ser pequisador sério? Cnpq dobro o número de bolsas de produtividade nos últimos anos e o mais grave são os próprios pares da area muitas vezes do departamento ou amiguinho que avalia se irá conceder a bolsa ou não? Estranho né?

Agora entendo pq muitos pesquisadores dessa área tem fator de impacto H6,7, 8.9. etc.

Nos economistas somos pavões adoramos ficar criticando heterodoxia e os heterodoxos critando o mainstream enquanto as outras áreas lucram com mais recursos, bolsas e picaretagens.

Foda será no final do ano ver inúmeros deparamentos colocando na pagina do curso "departamento Excelência pela Capes Mania"

Abração

Anderson Teixeira

Anônimo disse...

o doutorado de farmacia na ufpb vem recenbendo nota 6 da capes desde de 2004,periodo no qual o barbosinha nao era editor da rbfarm. Acho que essa informacao deveria ser registrada de alguma forma.

Anônimo disse...

"Nos economistas somos pavões adoramos ficar criticando heterodoxia e os heterodoxos critando o mainstream enquanto as outras áreas lucram com mais recursos, bolsas e picaretagens."

Essa é a triste realidade.


Danilo.