sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Blog na estrada

Estou me deslocando para o meu domicílio eleitoral - Natal - RN.
Só voltarei a atualizar o blog a partir da próxima segunda-feira.

Reputação dos congressos

A reputação dos congressos científicos de economia não é lá grande coisa. Mas alguns se sobressaem. O Encontro de Economistas da Língua Portuguesa é um deles. Os organizadores anunciam o evento, estimulam a participação e ...

VIII EELP - Encontro de Economistas de Língua Portuguesa





Prezados (as) Senhores (as),



1. Ao cumprimentá-lo(s) cordialmente, cumpre-nos comunicar o
cancelamento, pela Comissão Organizadora, do VIII Encontro de Economistas
de Língua Portuguesa, agendado para realização no período de 11 a 13 de
novembro do corrente, em Lisboa/Portugal.

2. A razão do cancelamento está relacionada a dificuldades
encontradas durante a organização do evento em apreço, especialmente no
que se refere à confirmação de participação e composição da delegação de
vários países integrantes da Associação de Economistas de Língua
Portuguesa - AELP, conforme informado oficialmente por aquela comissão em
ofício datado de 24/10/2010, protocolizado neste Conselho sob o número
030125.

3. Lamentamos o cancelamento do evento, oportunidade em que
firmamos compromisso de divulgar informações sobre nova data e local de
realização do VIII EELP, assim que recebidas por esta Autarquia.

4. Sem mais para o momento, renovamos votos de estima e
consideração.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Investimento em educação

Professor Aloisio Araujo, da EPGE/Rio, avalia o investimento na educação (AQUI).

Mais um plágio

Denúncia leva USP a identificar plágio em dissertação de mestrado.

Paper publicado

O paper: "Estimation of Opportunity Inequality in Brazil using Nonparametric Local Logistic Regression" acaba de ser publicado no Journal of Development Studies, Vol. 46, No. 9, 1593–1606, October 2010. É a minha oitava publicação neste ano. A quarta em um periódico internacional.

O Boston inicia bem

LeBron, Bosh, Wade? Que nada, ontem foi dia de Ray Alen, Paul Pierce e Kevin Garnett e Rajon Rondo. Boston Celtics 88 Miami Heat 80.

O time perfeito

Evo Morales joga futsal com Ahmadinejad em visita ao Irã

Completando a equipe com o Celso Amorim no gol, o Marco Aurélio Garcia como central e o Lula distribuindo as jogadas.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Recomendação

Recomendação do dia: o blog do professor Irineu de Carvalho Filho. A dica sobre o efeito do bolsa família nos votos da presindenciável Dilma é imperdível.

Boa leitura!

O longo amanhecer dos dossiês

Escrevi sobre Celso Furtado em 2008. Resolvi reviver o post por alguns motivos. O principal deles é mostrar que a prática da confecção de dossiês contra adversários é bem antiga.

Hoje resolvi reler um capítulo do livro "O longo amanhecer" de Celso Furtado. O texto em questão se chama "Mensagem aos jovens economistas". Pois bem, meu conterrâneo incia o texto falando das dificuldades enfrentadas no sertão da Paraíba (quase um velho Oeste) e assim vai ... (Detalhe: ele fala mal de meu Padim Pade Ciço, coisa feia Furtado).

Deixando as brincadeiras de lado, o texto possui algumas pérolas. O autor pergunta: "Por que o Brasil acumula tanto atraso?". Destacando que outros países como a Argentina, o Chile e o México estavam tão à frente. E mais, dentro do próprio país existe uma diferença regional tão expressiva, como pode isso? Ora, será que o Celso nunca ouviu falar de capital humano? Enfim, para ele a questão reside em nossa "vocação industrial não aproveitada". Aí ele rasga o o verbo defendendo a industria infante. Novamente nenhuma palavra relacionada a educação. Hoje sabemos como foi desastrosa a estratégia de investir em tal indústria, negligenciando o investimento em capital humano.

Ele continua, só que agora em seu foco preferido: a SUDENE. Oh, como foi boa a SUDENE. Como foi bacana os rios de dinheiro público jogados no ralo. Notem, o Estado tem que ser grande. Grande não, enorme, só assim que se pode solucionar os problemas sociais.

Segundo Celso, seu esforço desenvolvimentista foi atrapalhado por vários adversários, entre eles Argemiro de Figueiredo, então Senador paraibano. Segundo ele, Kubitschek, que sempre o apoiou, deu acesso aos arquivos da polícia federal, logo: "pude então conhecer as sandices que os serviços secretos arquivavam sobre alguém". Notem, esse lance de dossiê é bem comum. Me surpreende como um intelectual fala com tanta naturalidade sobre isso. Para essa gente, os fins, realmente, justificam os meios. Uma mensagem linda para a sociedade.

Em seguida a globalização é pintada como o demônio que impede do Brasil elaborar uma "política" (essa parte eu não entendi). Aí o papo vai continuando, sempre com os argumentos dos heterodoxos de porta de cadeia...

Pois bem, relendo isso depois de anos, posso garantir que a verdadeira mensagem aos novos economistas é: leiam o que Furtado escreveu, achem engraçado e tomem um caminho oposto.

Um país sem leis

Crime eleitoral em cima de crime eleitoral, escolham o seu:

Lula promete obras no Complexo de Manguinhos para 2011 durante evento no Rio

Desigualdade de renda e Injustiça

Fechando a tradução. Disponibilizarei a primeira versão do paper no final de semana.

De imediato afirmo que a correlação entre os índices de concentração de renda e de injustiça é de -0,8636. Nesse caso, a menor concentração de renda acarreta em uma maior injustiça. Porém, os testes de dominância estocástica indicam que a queda na concentração de renda é estatisticamente significativa, mas a subida do índice de injustiça não.

Fiquem com o resumo do paper:

Resumo: Este estudo mensura a desigualdade injusta no Brasil durante o período de 1995 a 2009. Para tanto, utilizam-se o instrumental estatístico desenvolvido por Ålmas et al. (2010) e o conceito de justiça “responsibility-sensitive”, proposto por de Bossert-Fleurbaey (Bossert, 1995 and Bossert & Fleurbaey, 1996). Os resultados indicaram que o nível de injustiça brasileiro permaneceu constante ao longo do período considerado. Concluiu-se que houve uma queda expressiva na desigualdade de renda brasileira, sem alteração no nível de injustiça. Por fim, pôde-se constatar que o índice de injustiça brasileiro é, pelo menos, uma vez e meia superior aos índices calculados para as nações desenvolvidas.

Frase do dia

A frase do dia no Twitter:

Chico Buarque apóia a Dillma porque com ela virá a Ditadura. E a Ditadura, quem sabe, lhe trará de volta a inspiração...
@fitzca

Revistas Nacionais de Economia

As revistas nacionais de economia estão saturadas. Os editores não conseguem cumprir os prazos e colocam a culpa nos pareceristas. O argumento é sempre o mesmo: trata-se de um trabalho voluntário, logo, os árbitros, cada vez mais ocupados, não estão sujeitos a pressões editoriais e assim vai...

Alguns aspectos contribuem para este comportamento. O primeiro deles é o incentivo da CAPES. Há um número maior de pesquisadores submetendo seus artigos para as revistas, em especial as nacionais. O Adolfo sintetiza o problema neste post AQUI.

Diante disso, os editores repassam o “problema” para os pareceristas, sobrecarregando-os.
Só para se ter uma idéia, uma revista nacional, qualis b2, passou a não receber mais artigos de autores que já publicaram neste periódico nos últimos dois anos. Outra, qualis b3, possui uma fila cerca de 80 artigos esperando o início do processo de avaliação. Ou seja, trabalhos que nem mesmo foram enviados aos pareceristas. No mais, os trabalhos já aceitos esperam, em média, 2 anos para serem publicados.

Como resolver isso? Sinceramente não sei. Mas acredito que uma maior atuação do corpo editorial, eliminando os artigos com baixa qualidade ou que não se encaixem na linha editorial da revista, ajudaria bastante.

sábado, 23 de outubro de 2010

Novo esporte

Depois do Squash (em breve passo detalhes sobre o desafio do ano), adoto um novo esporte, o ciclismo.

O brinquedinho novo já foi adquirido: Fuji Nevada 2.0.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

História Monetária Brasileira

Acabo de estimar as relações de causalidade entre moeda, produto e preços, a partir dos dados históricos do Peláez & Suzigan 'História Monetária do Brasil'.

Adotei um modelo que estima as relações de causalidade entre as três variáveis a partir de um método recursivo. Com isso, torna-se possível observar não só a causalidade contemporânea, como para diversos lags, i.e., a moeda pode não causar o produto contemporâneamente, e sim em alguns períodos à frente.

É o início de uma pesquisa de História Econômica, coisa que nunca fiz. Agradeço o convite do Shikida e do Ari, os verdadeiros idealizadores do projeto.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Poder de previsão

De todas as palestras da SEMANA ACADÊMICA DO DAECA, Diretório Acadêmico de Economia, Contábeis e Atuariais da UFRGS, uma me chamou a atenção:

Perspectivas para os Próximos 100 anos (Auditório da FCE)

Prof. Marcio Pochmann


Haja poder de previsão!

domingo, 17 de outubro de 2010

Pronto!

Fim de papo. O artigo que mensura a injustiça no Brasil está pronto. Agora é revisar e submeter.

Inicio um novo projeto, menos ambicioso, sobre desigualdade de oportunidades.

sábado, 16 de outubro de 2010

Duas recomendações

O texto do Ferreira Gullar AQUI e o vídeo do Danilo Gentili:

Frase do dia

Direto do Twitter do Millôr Fernandes:

Quando chegar a hora dos humildes herdarem o Reino dos Céus, o imposto de renda vai ficar com mais da metade.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Estamos no caminho certo

Enquanto isso, na terra onde um cara que lê a nota de rodapé de um livro é denominado de intelectual:

Pará ficou com a nota mais baixa do Ideb em 2009

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Mais sobre desigualdade de renda e injustiça

Aos poucos vou divulgando o resultado de minha pesquisa recente:

Measuring Unfair Inequality in Brazil – 1995
to 2009


Um leitor, o Rodrigo, questionou, com razão, que sem conhecer o conceito do justiça, não há como interpretar os resultados expostos em um post anterior.

Pois bem, vou sintetizar o que eu penso. Sob o ponto de vista de uma sociedade igualitária, um distribuição justa seria aquela onde todos os indivíduos recebessem uma uma quantia igual à média da distribuição de renda total. Sendo assim, a diferença entre a renda observada do indivíduo "i" e a renda média (m), mediria o grau de injustiça: y(1)-m, y(2)-m, ..., y(n)-m.

Agora, considere uma generalização desse conceito. No lugar de uma norma única, m, teremos uma norma z(i) para cada indivíduo. Ou seja, cada um terá um próprio nível de justiça. É fácil entender o porquê da generalização: usando uma norma única igual à média, m, poder-se-ia cometer uma série de injustiças, i.e.,
duas pessoas podem ter níveis de renda diferenciados por conta de um maior
esforço de uma delas. Sendo assim, a adoção de uma norma única punirá aquele
que empreendeu um maior esforço.

Dito isso, o nível de injustiça da sociedade será: y(1)-z(1), y(2)-z(2), ..., y(n)-z(n). Com base nessas diferenças são construídas as curvas de Lorenz e, por conseguinte, os índices de injustiça (com interpretação similar ao índice de Gini, quanto mais próximo de 1, maior a injustiça).

Porém, como construir os z(i)'s? Utilizei um conceito de justiça de:

Bossert, W. (1995). Redistribution Mechanisms Based on Individual Characteristics. Mathematical Social Sciences, 29, 1-17.

Onde são levados em conta os aspectos relacionados aos níveis de esforço dos indivíduos. Ou seja, o z(i) é baseado na quantidade de esforço que o indivíduo empreendeu para adquirir um determinado nível de renda.

Como fica a comparação entre a renda auferida e a renda justa. A distribuição acumulada para essas duas variáveis (ano de 2009) é descrita na Figura abaixo:



Não dá para detalhar mais nesse post, mas comparando os anos de 1995 e 2009. Observamos que não há diferença entre os níveis de justiça (Figura abaixo - os teste de dominância estocástica confirmam que não há diferença entre as curvas):




Sendo assim, os programas transferência de renda, implantados a partir da estabilização econômica, são eficientes para a redução dos níveis de desigualdade e pobreza mas não eliminam a injustiça? A minha reposta é sim.

Qual a razão para isso? Na minha opinião, as razões residem na desconsideração
dos elementos de justiça nos desenhos das políticas públicas brasileiras, sejam
elas fiscais, educacionais ou de transferência de renda. Esses temas já são
abordados na literatura internacional, podendo-se citar:

Aaberge, R. & Colombino, U. (2009). Accounting for Family Background
when Designing Optimal Income Taxes: A Microeconometric Simulation Analysis,
IZA Discussion Papers 4598, Institute for the Study of Labor (IZA).

Betts, J. & Roemer, J. (2005). Equalizing opportunity for racial and socioeconomic
groups in the United States through educational finance reform,
Department of Economics UCSD, paper 2005’14.

Fleurbaey, M. & Maniquet, F. (2011). Compensation and responsibility. In:
Arrow, K., Sen, A. & Suzumura, K. (eds). Handbooks in Economics: Social
choice and welfare, v. II. Amsterdam: Elsevier.

Roemer, J., Aaberge, R., Colombino, U., Fritzell, J., Jenkins, S., Lefranc,
A., Marx, I., Page, M., Pommer, E., Ruiz-Castillo, J., San Segundo, M.,
Tranaes, T., Trannoy, A., Wagner, G. & Zubiri, I. (2003). To what extent do
fiscal regimes equalize opportunities for income acquisition among citizens.
Journal of Public Economics, 87, 539-565.

É esse o debate que eu quero iniciar. Ou seja, é possível ter uma renda mais igual, mas com um nível de injustiça constante. Para isso, basta adotar uma política de compensação com um desenho mal feito.

Efeito ENEM

Mais um efeito colateral do ENEM. Por conta do atraso na aplicação das provas, o período letivo da UFPB só será iniciado em 14 de março de 2011. Prejuízo para os alunos.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

domingo, 10 de outubro de 2010

Morte na economia

O Blog noticia a morte de Maurice Allais, ganhador do Nobel de economia em 1988. Allais morre às vésperas do anúncio do ganhador do Nobel de 2010.

Me lembro do curso de Microeconomia II do professor Sabino na UFRGS. A crítica de Allais a teoria dos jogos era um dos temas da aula. No mais, me chamou a atenção o fato de Allais ter publicado vários textos em francês na conceituada revista Econometrica, em especial:

Le Comportement de l’Homme Rationel devant le Risque. Critique des Postulats et
Axiomes de l’Ecole Américaine. Econometrica, Vol. 21, no 4, October 1953, p. 503-546.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Renda e Injustiça

O que mais escutamos em época de política é: "queremos uma distribuição de renda mais justa". Na cabeça dos que afirmam isso, distribuição de renda mais justa é aquela com menor desigualdade. Dessa forma, o Brasil está rumando para a justiça. Concordam?

O gráfico abaixo mostra que o índice de Gini "Standard Gini" caiu de forma expressiva entre 1996 e 2007. Contudo, o índice de injustiça continua constante. Ou seja, a desigualdade de renda caiu, mas a injustiça não!

Como já disse, em breve informo como foram calculados esses índices. Por enquanto, fiquem com esta conclusão: temos uma distribuição mais igual, porém, com o mesmo nível de injustiça.


Duas Paixões se Unem

Liverpool é vendido para dono do Boston Red Sox.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Liberdade

Enquanto isso, na terra da liberdade:

#cuba no quiero ni imaginar que pasara si no logramos restablecer la publicacion de tweets por sms... algun camino encontraremos


A história toda pode ser lida no Twitter da Yoni Sanchez.

Boa Madureira

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Desigualdade de oportunidades: resultados preliminares

Considerando o meu conjunto de dados (PNAD's) contendo apenas trabalhadores, chefes de família com idade entre 26 e 65 anos, obtive os seguintes resultados preliminares:

a) A desigualdade de renda brasileira caiu cerca de 13% entre 1976 e 2006 (de 0,5722 para 0,5019). Essa redução é bem expressiva;

b) quando se considera só a desigualdade de oportunidades (Como fiz isso? Só o paper vai responder), o índice se mantém estável (0,2639 a 0,2685). Ou seja, não houve redução alguma na desigualdade socialmente indesejável. Pior, a desigualdade de oportunidades passou a ter um share maior na desigualdade de renda

Leitura do dia

Mais um texto da Ingvild Alm as

Measuring unfair (in)equality

Ingvild Alm as; Alexander W. Cappelen; Jo Thori Lind
Erik S rensen; Bertil Tungodden

Abstract
The standard approach to inequality measurement regards all inequalities
as being unfair. However, most people do not share this view, and believe
that some inequalities are fair. This paper shows one way of generalizing the
standard approach to take account of the distinction between fair and unfair
inequalities. Within this framework, we introduce the unfairness Lorenz curve
and the unfairness Gini, which are generalizations of the standard versions of
the Lorenz curve and the Gini.

With this more general framework in place, we study the implications of
responsibility-sensitive theories of justice for the evaluation of the income dis-
tribution in Norway from 1986 to 2005. We nd that the income distribution
has become unfairer in Norway, even though the standard Gini has decreased
over the same period. We show that this conclusion holds for di erent views
on what individuals should be held responsible for, and for alternative speci -
cations of the responsibility-sensitive fairness principle. (JEL: D31, D63, J31.
Keywords: Income inequality, Fairness.)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A carta dos reitores

Como professor da UFPB, gostaria de me manifestar contra a carta dos reitores. No Blog, sempre coloco minhas opiniões como pessoa física. Nunca falaria pelo meu departamento, por exemplo, sem o consentimento dos meus colegas de trabalho. Ou seja, na carta o Reitor da UFPB não fala por mim.

As razões para o meu posicionamento são diversas. Em primeiro lugar, o documento está cheio de clichês políticos. Me esforcei muito para lê-lo até o fim. Logo no primeiro parágrafo, salta aos olhos a ênfase ao "aumento orçamentário". Para os reitores o modelo de ensino superior era e continua a ser, perfeito, só faltava mais dinheiro. Dinheiro para ser desperdiçado com obras intermináveis e sem planejamento algum.

Em seguida, os magníficos fecham todo o debate acadêmico em torno das questões econômicas do Brasil, em especial sobre a distribuição da renda. Com isso eles deixam um recado direto para os pesquisadores de sua próprias instituições, inclusive: não adianta testar os impactos da abertura comercial e da estabilização de preços sobre a distribuição dos rendimentos, por exemplo. Tudo foi obra do Lula.

Por fim, ao longo da carta não se lê uma palavra relacionada a qualidade do ensino. As universidades estão inchadas e formando profissionais cada vez menos qualificados.

P.S.: Me recuso a comentar a observação de que o Brasil é um país sério.

Subserviência federal

Os reitores das universidades federais, inclusive a que eu trabalho, UFPB, assinaram um documento, ou melhor, um atestado de subserviência.

Reitores a serviço do lulismo

Gostaria de informar que, como funcionário da universidade, reprovo, fortemente, o conteúdo da carta.

De fora

E o camarada Genoino ficou de fora? Que tristeza!!!
P.S.: que bela limpeza, hein?

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Natal

Indo para Natal. O Blog retorna na segunda-feira. Até lá.

Novos e bons pesquisadores

Destaco a Ingvild Alm as. (CV AQUI)

(Página Pessoal AQUI)

A Ingvild possui belos trabalhos na área de justiça e equidade. Recomendei um no último post.