quinta-feira, 30 de junho de 2011

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Tostão, um homem de "sorte"

A polêmica entre os tri campeões mundiais de futebol, Carlos Alberto Torres e Tostão, revela muito sobre o povo brasileiro. Tostão manifestou publicamente que abrirá mão da aposentadoria para os jogadores campeões mundiais pela seleção prometida pelo Governo Federal. Carlos Alberto Torres retrucou, com a elegância característica de um brasileiro cordial:

É um demagogo, pode escrever aí. O Tostão não precisa ficar falando. Ele teve mais sorte que do os outros, é médico, não sei nem se é ele que escreve aquela coluna lá no jornal. Mas tem gente que não foi preparada. Esse filho da p... deveria falar algum tipo de verdade. Não gosto nem de falar.


Reportagem completa AQUI.

Além da educação de Torres, outra coisa me chama a atenção: “Ele teve mais sorte que do os outros, é médico [...]” - Grifo meu. O fato de Tostão ser médico é uma questão de sorte? Isso varia. Para algumas sociedades, como a norte americana, o resultado econômico é visto como resultado do esforço; para outras sociedades esse resultado é uma questão de sorte. Neste último grupo estão os Europeus e nós brasileiros.

Modelos de economia política afirmam que esta percepção é preponderante na escolha das políticas de redistribuição. Por exemplo, se uma sociedade acredita que o esforço individual determina renda, ela irá escolher baixos níveis de redistribuição e impostos. Caso a sociedade acredite que a sorte, conexões, e/ou corrupção determina a riqueza, ele vai cobrar impostos altos.

Esta relação pode ser observada no gráfico abaixo. Observem que quanto maior a crença da sorte como determinante da renda, maior a demanda por políticas redistributivas (gastos sociais como proporção do PIB). Contudo, diferente dos europeus, os Latino Americanos apresentam mais uma particularidade. Em breve a dividirei com vocês.

O "crime", às vezes, não compensa

Lembram de Revista Brasileira de Farmacognosia? (Não? Então cliquem AQUI.)

Resumindo, os editores fraudaram as citações visando o aumento do fator de impacto.

Pois bem, o Marcelo Hermes acaba de informar que o periódico foi excluído Journal Citation Reports® (JCR). Link com maiores detalhes AQUI.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Dica de software

Quer ter acesso aos dados do Banco Mundial? A dica é instalar o módulo do STATA "wbopendata":

WBOPENDATA: Stata module to access World Bank databases

Olhem a quantidade de países e, principalmente, de informações disponíveis (PAÍSES e INFORMAÇÕES)

Para instalar o módulo basta o comando: "ssc install wbopendata".

Mais uma bela dica do meu camarada João Ricardo.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Anpec Ne

Resultados da ANPEC NE (AQUI).

Questões

Até quando o comitê científico da ANPEC Nordeste será composto, não em sua maioria, por pessoas sem perfil acadêmico?

Como uma pessoa sem nenhuma publicação relevante pode julgar os trabalhos?

Vejam a lista e tirem suas conclusões: AQUI.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Relatório aprovado!

Meu primeiro relatório de prestação de contas do CNPq foi aprovado (projeto de 2007). Em breve fecharei o projeto de 2009.

domingo, 19 de junho de 2011

Grandes Pesquisadores

Há pouco tempo descobri uma relação próxima entre os temas que eu estudo, em especial redistribuição de renda e justiça, e as contribuições do Alberto Alesina.

Recomendo, fortemente, a leitura do artigo "Why doesn't the United States have a European-style welfare state?"

sábado, 18 de junho de 2011

A cigarra esperta

Veja o livro que um site me indicou:



Sinopse: O ex-ministro da Fazenda do governo Lula, Antonio Palocci, revela os bastidores de sua ascensão ao cargo; a luta para reconquistar a confiança dos agentes econômicos e garantir estabilidade; as desavenças na cúpula do poder; e as políticas que resultaram na queda da inflação, retomada do crescimento, aumento das reservas e fortalecimento da credibilidade internacional.

Palocci fala da sua relação com o presidente e da crise que culminou em sua queda, além de fazer uma análise sóbria dos grandes desafios para a economia do país e indicar caminhos para o desenvolvimento e a justiça social.


Não entendi a parte sobre as formigas e a cigarra. Seria: uns trabalham e um enriquece?

sexta-feira, 17 de junho de 2011

O Jornalismo da PB ESTAR MAU

Olhem para a reportagem do Gasparzinho. O jornalismo da Paraíba ESTAR muito MAU, não ACHÃO?



FOUNTE: JORNAL CORREIU DA PARAIBA.

An Introduction to the Bootstrap

Recebi hoje o An Introduction to the Bootstrap do Bradley Efron and R.J. Tibshirani. Embora o desejo de iniciar a leitura seja grande, vou esperar, pois estou com outras (boas) prioridades ...

Informação Simétrica

Hoje é aniversário do meu grande amigo Adriano Paixão. A data me faz reparar uma injustiça e colocar o link do seu blog, Informação Simétrica, na lista de favoritos.

Um grande abraço camarada.

Blog de esportes

Novidade nos favoritos: Blog do Paulo Antunes.

Tudo sobre os esportes Norte Americanos.

Músicas Du Cassete (2011)

Depois dos Sucessos Estrondosos do “Mel do Melhor (2005)” e do “The Best Sofá (2008)”, a gravadora “Calango Sertanejo” tem o prazer de apresentar: “Músicas Du Cassete (K7)”. A Biscoito Fino tentou barrar nosso lançamento alegando que nós atrapalharíamos o novo disco (porcaria) do Chico Buarque. Mas como nós somos monopolistas e arrogantes, não atenderemos a este pedido.

Segue a lista de músicas:

Músicas Du Cassete (2011)

01 – Mercedão vermelho– Maurício Reis
02 – Você é doida demais – Lindomar Castilho
03 – Entre espumas – Roberto Muller
04 – Sendo assim – Genival Santos
05 – Vou fechar este cabaré – Abílio Farias
06 – Chorar por amor – Maurício Reis
07 – Se errar outra vez – Genival Santos
08 – Mulher difícil, homem gosta – Abílio Farias
09 – Traz mais uma cerveja – Carlos André
10 – Doida, desalmada e atrevida – Ronaldo Adriano
11 – Meu coração que não te esquece – José Ribeiro
12 – A beleza da rosa – José Ribeiro
13 – Nós somos dois sem vergonhas – Lindomar Castilho
14 – Os verdes campos da minha terra – Agnaldo Timóteo
15 – Se for preciso – Genival Santos
16 – Paixão de um homem – Waldick Soriano
17 – Só lembranças – Bartô Galeno
18 – O ébrio – Vicente Celestino
19 – Nesta casa onde morou felicidade – Bartô Galeno

Se quiserem uma cópia, deixem uma mensagem. Vendemos cópias respeitando todos os direitos autorais e os impostos cobrados. Enviamos a cópia pelo Sedex dos Correios, ou seja, pode ser que ela não chegue.

Em breve algum “anônimo” pode colocar um link do rapidshare nos comentários. Tem gente pra tudo nesse mundo...

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Aviso

Estão abertas as inscrições para seleção das bolsas:- Produtividade em Pesquisa (PQ);- Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora (DT); e- Produtividade Sênior (PQ-Sr).

Mais informações AQUI.

Ciclistas e Trânsito

A Renata Falzoni faz uma análise sobre a morte de mais um ciclista em São Paulo:

Até quando as autoridades serão coniventes?

Eu que pedalo quase todos os dias, sinto na pele a falta de respeito no trânsito.

terça-feira, 14 de junho de 2011

r-bloggers

Quer encontrar novidades sobre o uso do Software R? AQUI você encontra.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Redação da UNB

Pelo visto não há nada de errado, dado que o tema de redação do vestibular da UNB saiu de um livro do "MEC de Haddad":

"Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó: a língua de um povo não se faz com preconceito nem com prescrição"

Mais um, definitivo

Acabo de receber uma carta da Revista de Economia Aplicada. O artigo "Inflação Inercial sob Mudanças de Regime: Análise a Partir de um Modelo MS-ARFIMA, 1944-2009", realizado em parceria com o André M. Marques, obteve aceitação plena.

Agradeço aos dois pareceristas anônimos e, principalmente, ao Editor Associado Irineu de Carvalho Filho. Destaco a seriedade e o profissionalismo da Revista sob o Comando do professor Walter Belluzzo Jr.

No mais, deixo uma alerta para meus alunos e novos pesquisadores: invistam no estudo do LaTeX. Se o nosso artigo não estivesse neste formato, teríamos que arcar com as despesas de editoração.

Enfim uma boa notícia, justo no período que o mundo acadêmico só quer me passar a perna.

domingo, 12 de junho de 2011

Valores da Sociedade

Claudio Shikida e os valores da sociedade (AQUI).

"Na área econômica, necessariamente não preciso responder apenas a perguntas sobre inflação, moeda e taxa de câmbio.” É assim que Cláudio Shikida, pesquisador e professor do Ibmec-MG, começa a entrevista, deixando claro seu apreço pela economia aplicada. Em seu mais recente estudo sobre o assunto, “Why some states fail: the role of culture” (Por que alguns Estados falham: o papel da cultura, em tradução livre), desenvolvido com os economistas Ari Francisco Araújo Jr. e Pedro Sant'Anna, constata-se que a cultura de uma sociedade contribui para governos mais eficientes.

A teoria do "senta e espera"

O que é preciso para um professor obter uma progressão funcional nas Universidades Federais? Nada, é só ficar sentado esperando. O único requisito é o tempo. Usando a UFPB como exemplo, para progredir da Categoria Adjunto I para a Adjunto II o professor deve manter uma média semestral de 140 pontos (em dois anos).

Se ele ofertar duas disciplinas por período, obtém 180 pontos. Devido ao ponto de corte, apenas 120 pontos são computados. Ou seja, são necessários mais 20 pontos, o que não é difícil, basta orientar uma monografia (20 pontos), monitoria (10 pontos), ter um projeto de pesquisa cadastrado (15 pontos), entre outras atividades. Contudo, o mais interessante é que caso o professor atinja os 560 pontos em dois semestre (o que garantiria os 140 Pontos de média), ele não poderá progredir. É a política do “sente espere completar os dois anos”.

As atividades de pesquisa são computadas de forma diferente. Ou melhor, de forma displicente. Se o Journal of Econometrcis, a Revista Brasileira de Economia ou a Economia & Desenvolvimento solicitarem um parecer científico, você será recompensado com 2 Pontos. Caso você publique nessas revistas, cada uma renderá 15 Pontos (isso mesmo, Journal of Econometrcis = Economia & Desenvolvimento).

Um contraponto importante a minha crítica é: a universidade não é um órgão exclusivo de pesquisa, logo, não precisa dar incentivos exacerbados à produção. Concordo em parte, mas para não entrar nessa discussão abandono a universidade e me direciono a progressão do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Mais especificamente, aos bolsistas de produtividade em pesquisa.

Para ingressar no “seleto” grupo de pesquisadores do CNPq são necessários o término do doutorado, uma produção de artigos razoável e, pasmem, sentar e esperar três anos. Exato, não basta concluir o doutorado e ter boas publicações. Você precisa passar pelo período de maturação. Hoje em dia é natural que um aluno de doutorado já possua boas publicações e uma série de “forthcomings”, mas isso não basta.

Superado o período de maturação o pesquisador se transforma em Bolsista de Produtividade 2. As categorias superiores são 1D, 1C, 1B, 1A e Sênior. Imagina-se que a passagem de categoria 2 para a 1D dependa apenas da melhora da produção individual. Ledo engano. Nas palavras do próprio CNPq: “Pesquisador 1: 8 (oito) anos, no mínimo, de doutorado por ocasião da implementação da bolsa.” Ou seja, mais uma bem sucedida aplicação do método “senta e espera”.

sábado, 11 de junho de 2011

Mobilidade Social

A Mobilidade Social está novamente na mídia. A reportagem:

De Mauá ao MIT: a nova mobilidade social no Brasil

Conta a História de Dejanir Silva, primeiro lugar no exame nacional da ANPEC em 2009 e de malas prontas para os EUA:

[...] hoje com 27 anos, passa a fazer parte da elite acadêmica internacional. Já com o título de mestre em economia pela Universidade de São Paulo, onde também fez a graduação, ele se muda para Boston, nos Estados Unidos, para iniciar o doutorado no Massachusetts Institute of Technology (MIT), um dos mais emblemáticos centros de educação e pesquisa americanos.


A reportagem cita uma certa tensão entre os conceitos de Mobilidades Social e Econômica. Já escrevi sobre isso, mas deixo uma dica para quem quiser aprofundar o tema.

Mobilidade:

i) para os sociólogos trata-se de uma transição entre
classes de ocupações e/ou estratos sociais.
Na literatura internacional destaco os estudos de:

Erickson, R. & Goldthorpe, J.H. (1992). The Constant Flux. A Study of Class
Mobility in Industrial Societies. Oxford: Clarendon Press.

Treiman, D. & Ganzeboom, H. (1990). Cross-national comparative status attainment research. Research in Social Stratification and Mobility, 9:105-127.

No Brasil, as maiores referências são:

Pastore, J. (1979). Desigualdade e mobilidade social no Brasil. São Paulo:
Editora da Universidade de São Paulo.

Pastore, J. & Silva, N. (1999). Mobilidade social no Brasil. São Paulo: Makron
Books.

ii) Já os economistas focam suas atenções na dimensão renda (ou educação), analisando a transmissão dos salários entre as gerações, em geral de pai para filho; ou o efeito da renda presente, digamos no tempo t, sobre o nível de renda futuro de um mesmo indivíduo, i.e. t+1. Estes dois movimentos são reconhecidos, respectivamente,
como mobilidades intergeracional e intrageracional.

Recomenda-se a leitura de:

Fields, Gary S. (2001). Distribution and development: a new look at the de-
veloping world. Cambridge: The MIT Press.

Gottschalk, P. (1997). Inequality, income growth, and mobility: the basic facts.
Journal of Economic Perspectives, 11.

Solon, G. (1992). Intergenerational income mobility in the United States.
American Economic Review, 82:393-408.

Zimmerman, D. (1992). Regression toward mediocrity in economic stature.
American Economic Review, 82:409-429.

Evidências para o Brasil são encontradas em:

Ferreira, S. & Veloso, F. (2006). Intergenerational mobility of wages in Brazil.
Brazilian Review of Econometrics, 26: 181-211.

P.S.: A reportagem foi uma dica do Enoch (Além das Curvas) repassada pelo Cleiton Roberto.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Alexandre Schwartsman

Bela palestra do Alexandre Schwartsman no 2º Fórum Democracia & Liberdade:



Dica do Shikida.

Primeira Etapa

A primeira etapa do Ranking paraibano de Squash foi finalizada. Ainda restam duas. Meu desempenho foi satisfatório, como pode ser constatado no email da Federação:

Um destaque especial para os grandes pontuadores da etapa, com índice acima de 2 (fizeram mais de 2 pontos para cada um que perdeu):

No masculino, Lucas Nicolau com índice 2,75 seguido por Rodolfo (2,12) e Erik (2,06) passaram por cima dos adversários sem pena.

Dicionário de Economia

Acabo de adquirir o livro "Microeconometrics", organizado pelos professores Steven Durlauf e Lawrence Blume. Ele faz parte de uma série de volumes da Palgrave Macmillan com capítulos curtos e escritos por grandes pesquisadores. Temos, por exemplo, as seções de Quantile Regression (Moshe Buchinsky), Selection Bias (James Heckman), Diff and Diff (Alberto Abadie), Partial identification (Chales Manski), entre outros.

Vale a leitura.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Colo do governo

Enquanto alguns artistas protestam contra a pirataria buscando um cafuné governamental (AQUI) (...)

(...) as bandas de Forró do Nordeste a utilizam para vender mais shows. Quanto maior o número de Cds piratas circulando, maior a divulgação da banda e (...)

(...) outros encontram alternativas para baretear o preço do CD e do DVD original. A dupla sertaneja Chrystian e Ralf, por exemplo, vendem um CD por R$ 5,00 e um DVD por R$ 8,00 (AQUI).