quinta-feira, 14 de julho de 2011

Conceito de justiça na América Latina

Lembram do post sobre o Tostão? (AQUI)

Argumentei que algumas pessoas viam o resultado econômico como fruto de sorte. Plotei uma relação direta entre a crença da sorte como determinante da renda e as políticas redistributivas (gastos sociais como proporção do PIB), para um grupo de países.

Contudo, para que essa relação seja válida, é preciso uma forte relação entre mérito e justiça. Em algumas nações isso não é observado. Os países em desenvolvimento, em especial os latino americanos, são um exemplo disso.

Para essas nações o que vale é o nível da desigualdade e não a sua composição.

Vejam como se comporta a crença de que não há oportunidades para TODOS e as políticas redistributivas:



Existe uma explicação teórica para isso? Sim, eu acabei de desenvolver.

4 comentários:

Anônimo disse...

Desconfio que a inclinação dessa reta não difere estatisticamente de zero

Erik Figueiredo disse...

Anônimo,

Esta relação é significativa, inclusive quando controlo por variáveis como PIB per capita, Gini ...

No mais, em o modelo microeconômico, onde observo a relação entre o desejo redistributivo em função dessa percepção e de variáveis individuais, a relação também é significativa. Abraços,

Anônimo disse...

Não tenho nada contra a idéia em sí, que considero muito interessante, só não me pareceu uma relação lá tão forte. sabendo que é significante, com uma amostra lá não tão grande, me convenço um pouco mais que vc detectou algo que valhe à pena um maior escrutínio.

Obrigado

Anônimo disse...

Um ponto importante é a participação da Venezuela como outlier. Se vc tirar a Venezuela, ainda assim é significante?