sábado, 8 de outubro de 2011

Disparate

Mais um belo texto do Flavio Morgenstern. O assunto da vez é a relação entre a carga tributária e os programas de assistência social, com respingos na relação escusa entre o governo federal e alguns órgãos de imprensa (AQUI).

O texto é ótimo, mas uma coisa me chamou a atenção. Ao citar uma reportagem da Carta Capital, assinada pelo André Siqueira, surgiu a seguinte pérola:

Em um brilhante artigo publicado recentemente no Valor Econômico, o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, mostrou que a desigualdade social, medida pelo índice Gini, caiu 9,5% entre 2003 e 2009. Sem os gastos em programas de transferência de renda realizados na última década, a melhora teria sido de apenas 1,5%. No mesmo texto, Pochmann levanta uma questão que tem méritos de sobra para tirar o sono dos brasileiros: por que os ricos pagam, proporcionalmente, tão menos impostos?

O maior problema do parágrafo acima não é a criação, por decreto, de uma relação causal entre as ações governistas e a redução da desigualdade. Nem de longe isso se compara com o disparate de manter em um mesmo parágrafo o adjetivo "brilhante" e o nome de "Marcio Pochmann".

P.S.: Dica do Selva.

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