Trata-se da primeira versão:
Desigualdade de Oportunidades no Brasil: Uma Decomposição Quantílica Contrafactual
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
PRF Brasil
Esta simulação da Polícia Rodoviária Federal em Alagoas mostra que, em matéria de segurança, nós não temos com o que se preocupar. Mande às ordens. Positivo e operante.
P.S.: Essa simulação foi realizada sob a direção de Mauricio Sherman, com a participação dos atores do Programa "Zorra Total".
P.S.: Essa simulação foi realizada sob a direção de Mauricio Sherman, com a participação dos atores do Programa "Zorra Total".
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Limpando a gaveta
Vou terminar dois artigos pendentes. Em ambos, faltam apenas a introdução, um pouco de análise dos resultados e as considerações finais. Enquanto isso continuo lendo bastante e aguardando uma nova remessa de livros.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Repatriando II (Atualização)
O leitor anônimo continua contribuindo para o debate. Ele me enviou o link para o mecanismo de atração de pesquisadores chinês (AQUI).
Vale uma leitura.
Vale uma leitura.
sábado, 22 de janeiro de 2011
Repatriando II
Um leitor anônimo alertou para o mecanismo de atração de cérebros proposto pelo ministério da Ciência e Tecnologia. Em resumo: o ministro Mercadante quer repatriar os pesquisadores brasileiros que atuam no exterior a partir de redes de pesquisa e bolsas de pós-doutorado (Leiam AQUI).
De uma forma grosseira, pode-se dizer que as redes de pesquisa aumentarão o contado dos pesquisadores que atuam no Brasil com o resto do mundo, estimulando, com isso, a fuga de cérebros. No que se refere ao estímulo monetário, alguém trocaria um emprego no exterior por uma bolsa de pesquisa no Brasil?
De uma forma grosseira, pode-se dizer que as redes de pesquisa aumentarão o contado dos pesquisadores que atuam no Brasil com o resto do mundo, estimulando, com isso, a fuga de cérebros. No que se refere ao estímulo monetário, alguém trocaria um emprego no exterior por uma bolsa de pesquisa no Brasil?
Deus me fez assim
Recebi uma cópia eletrônica do livro:
Deus me fez assim: o maior babaca da Terra
Posso dizer que o texto do Cristiano não te deixa quieto. Os contos são curtos e você, por mais apressado que esteja, sempre acha que pode ler mais um. Espero que o autor continue estimulado a escrever e que, no Natal deste ano, tenha algo novo para nós.
Deus me fez assim: o maior babaca da Terra
Posso dizer que o texto do Cristiano não te deixa quieto. Os contos são curtos e você, por mais apressado que esteja, sempre acha que pode ler mais um. Espero que o autor continue estimulado a escrever e que, no Natal deste ano, tenha algo novo para nós.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Manchetes alternativas
Comitê imperialista deixa uma obra-prima do cinema fora da disputa pelo Oscar.
'LULA, O FILHO DO BRASIL' ESTÁ FORA DA DISPUTA PELO OSCAR
'LULA, O FILHO DO BRASIL' ESTÁ FORA DA DISPUTA PELO OSCAR
Textos para discussão, citá-los ou não?
Citar ou não textos para discussão?
Este foi o tema de um debate entre eu, o Angelo Fasolo e o Sabino.
Eu e o Fasolo ``convergimos'' (homenagem ao Sabino) para a seguinte opinião: se o trabalho é bom, ele deve ser citado.
A questão é separar o que é bom e o que não é. Porém, além de pesquisadores, nós somos os avaliadores das revistas. Logo, esse julgamento é possível.
No mais, os TD's são a fronteira da pesquisa. Para me atualizar freqüento as páginas do Ecineq e do IZA, pois, lá estão os desenvolvimentos recentes da minha área de pesquisa.
Visito os endereços pessoais de alguns pesquisadores como, Frank Cowell, Vitor Chernozhukov, Rolf Aaberge, Jean-Yves Duclos, François Bourguignon, entre outros. Ou seja, necessito de textos para discussão o tempo todo e, se eu os usar, vou cita-los sem problemas.
Porém, as opiniões divergem. Ainda bem!
Este foi o tema de um debate entre eu, o Angelo Fasolo e o Sabino.
Eu e o Fasolo ``convergimos'' (homenagem ao Sabino) para a seguinte opinião: se o trabalho é bom, ele deve ser citado.
A questão é separar o que é bom e o que não é. Porém, além de pesquisadores, nós somos os avaliadores das revistas. Logo, esse julgamento é possível.
No mais, os TD's são a fronteira da pesquisa. Para me atualizar freqüento as páginas do Ecineq e do IZA, pois, lá estão os desenvolvimentos recentes da minha área de pesquisa.
Visito os endereços pessoais de alguns pesquisadores como, Frank Cowell, Vitor Chernozhukov, Rolf Aaberge, Jean-Yves Duclos, François Bourguignon, entre outros. Ou seja, necessito de textos para discussão o tempo todo e, se eu os usar, vou cita-los sem problemas.
Porém, as opiniões divergem. Ainda bem!
Mais um
O artigo sobre Kuznets, realizado em parceria com o Paulo Jacinto e o Julio César Araújo, foi aceito para publicação na revista EconomiA.
Foram dois anos submetidos. Se não fosse pelos co-autores, eu o teria retirado da submissão. No final valeu a pena.
Foram dois anos submetidos. Se não fosse pelos co-autores, eu o teria retirado da submissão. No final valeu a pena.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
O diferenciado
Um verdadeiro ídolo
O Ex-jogador do Manchester United, George Best foi, além de craque, um exemplo para a nossa juventude.
Destaco algumas frases desse ídolo:
"(David Beckham) não chuta com a esquerda, não sabe cabecear, não sabe driblar e não marca muitos gols; fora isso, ele é bom";
“Eu sou o cara que levou o futebol das páginas internas para a capa dos jornais”;
"Em 1969, eu abandonei as mulheres e o álcool. Foram os 20 piores minutos da minha vida";
"Gastei muito dinheiro com bebidas, mulheres e carros. O resto eu desperdicei".
Destaco algumas frases desse ídolo:
"(David Beckham) não chuta com a esquerda, não sabe cabecear, não sabe driblar e não marca muitos gols; fora isso, ele é bom";
“Eu sou o cara que levou o futebol das páginas internas para a capa dos jornais”;
"Em 1969, eu abandonei as mulheres e o álcool. Foram os 20 piores minutos da minha vida";
"Gastei muito dinheiro com bebidas, mulheres e carros. O resto eu desperdicei".
Universidade, o templo do conhecimento
Estudantes da UnB consomem álcool e drogas dentro das salas de aula
P.S.: Dica do Geraldo Lopes, por email.
P.S.: Dica do Geraldo Lopes, por email.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Compensação e responsabilidade
Considerem que o bem-estar de um indivíduo é determinado pela seguinte função:
U=(x+y)z
Onde x denota os recursos externos, como por exemplo, as transferências governamentais; y representa o background social e; z o nível de esforço. Assumam a existência de quatro tipos de indivíduos na sociedade (determinados a partir dos valores de y e z):
y\z 1 ; 3
1 Pobres não merecedores; Pobres merecedores
3 Ricos não merecedores; Ricos merecedores
Dito isso, o problema será: qual a política de compensação ótima para essa sociedade. Em outras palavras, como alocar x?
Uma solução seria equalizar (x+y) entre todos os indivíduos, ou seja:
y\z 1 ; 3
1 x=5, U=6; x=5, U=18
3 x=3, U=6; x=3, U=18
Notem que as transferências não levam em consideração os níveis de esforço (merecimento), e somente a situação econômica (pobres ou ricos). Mesmo assim, os merecedores apresentam um nível de bem-estar superior aos não merecedores (U=18).
Alternativamente, poder-se-ia adotar uma política que favoreçam os merecedores:
y\z 1 ; 3
1 x=2, U=3; x=8, U=27
3 x=0, U=3; x=6, U=27
Neste caso, os que não merecem terão bem-estar U=3. Já os merecedores obterão um U=27. O argumento ético em favor dessa segunda política é que os merecedores são mais hábeis para lidar com os recursos, aumentando, com isso, o nível de bem-estar social da economia.
Diante disso, pergunta-se: qual desses mecanismos é aplicado no Brasil atualmente?
Leiam isto AQUI e reflitam.
É evidente que a discussão não é tão simples assim. Por isso, é recomendável a leitura de:
Fleurbaey, M. & Maniquet, F. (2011). Compensation and responsibility. In:
Arrow, K., Sen, A. & Suzumura, K. (eds). Handbooks in Economics: Social
Choice and Welfare, v. II. Amsterdam: Elsevier.
É interessante, mas argumentos como esse não são considerados no desenho das políticas públicas.
P.S.: Desculpem, mas não sei inserir tabelas nas postagens.
U=(x+y)z
Onde x denota os recursos externos, como por exemplo, as transferências governamentais; y representa o background social e; z o nível de esforço. Assumam a existência de quatro tipos de indivíduos na sociedade (determinados a partir dos valores de y e z):
y\z 1 ; 3
1 Pobres não merecedores; Pobres merecedores
3 Ricos não merecedores; Ricos merecedores
Dito isso, o problema será: qual a política de compensação ótima para essa sociedade. Em outras palavras, como alocar x?
Uma solução seria equalizar (x+y) entre todos os indivíduos, ou seja:
y\z 1 ; 3
1 x=5, U=6; x=5, U=18
3 x=3, U=6; x=3, U=18
Notem que as transferências não levam em consideração os níveis de esforço (merecimento), e somente a situação econômica (pobres ou ricos). Mesmo assim, os merecedores apresentam um nível de bem-estar superior aos não merecedores (U=18).
Alternativamente, poder-se-ia adotar uma política que favoreçam os merecedores:
y\z 1 ; 3
1 x=2, U=3; x=8, U=27
3 x=0, U=3; x=6, U=27
Neste caso, os que não merecem terão bem-estar U=3. Já os merecedores obterão um U=27. O argumento ético em favor dessa segunda política é que os merecedores são mais hábeis para lidar com os recursos, aumentando, com isso, o nível de bem-estar social da economia.
Diante disso, pergunta-se: qual desses mecanismos é aplicado no Brasil atualmente?
Leiam isto AQUI e reflitam.
É evidente que a discussão não é tão simples assim. Por isso, é recomendável a leitura de:
Fleurbaey, M. & Maniquet, F. (2011). Compensation and responsibility. In:
Arrow, K., Sen, A. & Suzumura, K. (eds). Handbooks in Economics: Social
Choice and Welfare, v. II. Amsterdam: Elsevier.
É interessante, mas argumentos como esse não são considerados no desenho das políticas públicas.
P.S.: Desculpem, mas não sei inserir tabelas nas postagens.
sábado, 15 de janeiro de 2011
Que dia!!!
Um dia de ajudante de pedreiro.
Ajudei a colocar a laje na nova casa de meu tio. Resultado? Os músculos doem até quando teclo.
Ajudei a colocar a laje na nova casa de meu tio. Resultado? Os músculos doem até quando teclo.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Um "não" construtivo
Iniciei o ano com um "não" de uma boa revista internacional.
Porém, os pareceres, inclusive do editor, foram animadores.
Em resumo, eles me fizeram pensar mais sobre minha linha de atuação.
Devo me concentrar em aspectos teóricos, maturar as minhas idéias e deixar as meras "mensurações" um pouco de lado.
O paper será publicado, mas não nas revistas top de minha área. Já o enviei para outro periódico e vou me dedicar aos estudos durante um tempo.
Para publicar em boas revistas é preciso um plus teórico ou uma alternativa criativa para um problema existente.
Porém, os pareceres, inclusive do editor, foram animadores.
Em resumo, eles me fizeram pensar mais sobre minha linha de atuação.
Devo me concentrar em aspectos teóricos, maturar as minhas idéias e deixar as meras "mensurações" um pouco de lado.
O paper será publicado, mas não nas revistas top de minha área. Já o enviei para outro periódico e vou me dedicar aos estudos durante um tempo.
Para publicar em boas revistas é preciso um plus teórico ou uma alternativa criativa para um problema existente.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Mais informações PPGE
Mais informações sobre o processo seletivo para o doutorado em economia do PPGE/UFPB (Edital e ficha de inscrição) - AQUI.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Repatriando
Governo brasileiro quer repatriar cientistas que atuam no exterior
Estou curioso. Quais seriam tais mecanismos? Só apelar para questões patrióticas ou para a ausência de desastres naturais na terra (selva) brasilis não será suficiente.para
Direto da Folha On Line.
O ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, disse nesta segunda-feira que pretende desenvolver mecanismos para que o país mantenha diálogo permanente e mesmo repatrie cientistas brasileiros que atuam em instituições no exterior.
Estou curioso. Quais seriam tais mecanismos? Só apelar para questões patrióticas ou para a ausência de desastres naturais na terra (selva) brasilis não será suficiente.para
Direto da Folha On Line.
Visita ao PPGE
O Professor Flávio Augusto Ziegelmann visitará o PPGE no início de fevereiro. Durante esse período eu e o Flávio trabalharemos em dois artigos. No mais, o cronograma principal conta com:
04/02/2011: Palestra: “Identifying the finite dimensionality of curve time series.”
07/02/2011: Exposição de linhas de pesquisa – Conversa com alunos e professores do PPGE.
11/02/2011: Palestra: “Modelling the dependence dynamics through copulas with regime switching”
04/02/2011: Palestra: “Identifying the finite dimensionality of curve time series.”
07/02/2011: Exposição de linhas de pesquisa – Conversa com alunos e professores do PPGE.
11/02/2011: Palestra: “Modelling the dependence dynamics through copulas with regime switching”
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Leitura do dia
A leitura do dia revisita o artigo de Angrist et al (2006):
Quantile Regression under Misspecification, with an Application to the U.S. Wage Structure
Joshua D. Angrist
Massachusetts Institute of Technology (MIT) - Department of Economics; National Bureau of Economic Research (NBER); Institute for the Study of Labor (IZA)
Victor Chernozhukov
MIT, Department of Economics; New Economic School
Ivan Fernandez-Val
Boston University - Department of Economics
O meu objetivo é mensurar o viés das estimações de QR, sob o problema de variáveis omitidas.
Detalhes computacionais podem ser encontrados no suplemento do paper (AQUI).
Quantile Regression under Misspecification, with an Application to the U.S. Wage Structure
Joshua D. Angrist
Massachusetts Institute of Technology (MIT) - Department of Economics; National Bureau of Economic Research (NBER); Institute for the Study of Labor (IZA)
Victor Chernozhukov
MIT, Department of Economics; New Economic School
Ivan Fernandez-Val
Boston University - Department of Economics
O meu objetivo é mensurar o viés das estimações de QR, sob o problema de variáveis omitidas.
Detalhes computacionais podem ser encontrados no suplemento do paper (AQUI).
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Invasão de Cabral
Cabral diz que Bope entrará amanhã em comunidades do Engenho Novo para instalar UPP
O objetivo da operação é pegar o bandidos de surpresa.
O objetivo da operação é pegar o bandidos de surpresa.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Notícia bomba
Atlético de Cajazeiras (Atlético Cajazeirense de Desportos) entra na briga pela contratação de Ronaldinho Gaúcho. De acordo com o presidente da agremiação, o Trovão Azul pagará os salários do jogador a partir da parceria firmada com o empresário Damião do Bar (também proprietário do Barraco de Seu Damião), que explorará a imagem do craque Gaúcho, colando-a nos isopores de cerveja e nos copos de cachaça.
No mais, o jogador receberá o valor integral do patrocínio na camisa, além de contar com a participação de 20% na venda de balas, doces, roletes de cana de açúcar e cachaça vendidas durante os jogos no Perpetão.
A prefeitura local também garantiu o pagamento do aluguel de um imóvel em frente a igreja matriz da cidade, além do fornecimento de quentinhas (provavelmente vindas do bar do Frango apaixonado).
Cerca de 25 torcedores eufóricos (embriagados) já fazem plantão para esperar o ex craque do Barcelona e Milan, na rodoviária municipal. A concentração de vendedores de espetinho de gato já é grande no entorno do terminal rodoviário.
Em breve, mais novidades.
Honórios Causas, repórter investigativo. Direto do sítio Baraúnas, usando a internet 3G de seu Iphone, para o Moral Hazard.
No mais, o jogador receberá o valor integral do patrocínio na camisa, além de contar com a participação de 20% na venda de balas, doces, roletes de cana de açúcar e cachaça vendidas durante os jogos no Perpetão.
A prefeitura local também garantiu o pagamento do aluguel de um imóvel em frente a igreja matriz da cidade, além do fornecimento de quentinhas (provavelmente vindas do bar do Frango apaixonado).
Cerca de 25 torcedores eufóricos (embriagados) já fazem plantão para esperar o ex craque do Barcelona e Milan, na rodoviária municipal. A concentração de vendedores de espetinho de gato já é grande no entorno do terminal rodoviário.
Em breve, mais novidades.
Honórios Causas, repórter investigativo. Direto do sítio Baraúnas, usando a internet 3G de seu Iphone, para o Moral Hazard.
Soberania brasileira
O último ato do Molusco gerou isto:
Berlusconi diz que decisão sobre Battisti não interfere nas relações com Brasil, mas quer levar caso até Haia
Berlusconi diz que decisão sobre Battisti não interfere nas relações com Brasil, mas quer levar caso até Haia
A frase do mês
De longe, a melhor frase do início do ano (Direto do Reinaldo Azevedo):
Atrasado na ciência ao menos uns 200 anos, o valente (Aloizio Mercadante, ministro da Ciência e Tecnologia), disparou que o Brasil “será o primeiro país tropical desenvolvido”.
E tenho dito (AQUI).
Atrasado na ciência ao menos uns 200 anos, o valente (Aloizio Mercadante, ministro da Ciência e Tecnologia), disparou que o Brasil “será o primeiro país tropical desenvolvido”.
E tenho dito (AQUI).
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
O problema de Monty Hall
O problema surge de um jogo onde o apresentador de TV (originalmente, Monty Hall), mostrava 3 portas aos concorrentes, sabendo que atrás de uma delas está um carro e que as outras têm prêmios de pouco valor.
Geralmente, o jogo consiste de três etapas:
1) O concorrente escolhe uma porta (que ainda não é aberta);
2) O apresentador abre uma das outras duas portas que o concorrente não escolheu, sabendo que o carro não se encontra aí (o apresentador sabe em qual porta está o carro);
3) Feito isso, o participante tem duas portas apenas para escolher, pois uma delas já se viu, na 2ª etapa, que não tinha o prêmio. Agora o indivíduo escolhe se permanece com a porta que escolheu no início, ou se muda para a outra porta.
O que seria mais lógico?
A intuição diz que o espaço amostral mudou, pois, como restaram duas portas a probabilidade inicial de ganhar o carro, que era de 1/3, passou para 1/2. Logo, tanto faz mudar ou não de porta na última escolha. Contudo, o problema de Monty Hall mostra que este raciocínio está errado. É vantajoso trocar de porta.
Curiosos, cliquem AQUI. Se querem brincar com o joguinho on line, cliquem AQUI.
Para soluções e extensões do problema leiam:
Chun, Y. On the information economics approach to the generalized game show problem. American Statistician, 53, 43-51, 1999.
Geralmente, o jogo consiste de três etapas:
1) O concorrente escolhe uma porta (que ainda não é aberta);
2) O apresentador abre uma das outras duas portas que o concorrente não escolheu, sabendo que o carro não se encontra aí (o apresentador sabe em qual porta está o carro);
3) Feito isso, o participante tem duas portas apenas para escolher, pois uma delas já se viu, na 2ª etapa, que não tinha o prêmio. Agora o indivíduo escolhe se permanece com a porta que escolheu no início, ou se muda para a outra porta.
O que seria mais lógico?
A intuição diz que o espaço amostral mudou, pois, como restaram duas portas a probabilidade inicial de ganhar o carro, que era de 1/3, passou para 1/2. Logo, tanto faz mudar ou não de porta na última escolha. Contudo, o problema de Monty Hall mostra que este raciocínio está errado. É vantajoso trocar de porta.
Curiosos, cliquem AQUI. Se querem brincar com o joguinho on line, cliquem AQUI.
Para soluções e extensões do problema leiam:
Chun, Y. On the information economics approach to the generalized game show problem. American Statistician, 53, 43-51, 1999.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Morte do professor Kássio
Em um post memorável, Alejandro Frery fala sobre o assassinato do professor Kássio vinícius (AQUI).
De acordo com Frery (concordo com ele), não foi só o portador da faca que matou o professor Kássio, reproduzo uma trecho:
De acordo com Frery (concordo com ele), não foi só o portador da faca que matou o professor Kássio, reproduzo uma trecho:
EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;
EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a “revolta dos oprimidos” e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas;
EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas;
EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem tranqüilas, provas de mentirinha, para “adequar a avaliação ao perfil dos alunos”;
EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, freqüentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;
EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;
EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã;
EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo cresceu “tantos por cento”;
EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno “terá direito” de se tornar médico ou advogado sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia;
EU ACUSO os que agora falam em promover um “novo paradigma”, uma “nova cultura de paz”, pois o que se deve promover é a boa e VELHA cultura da “vergonha na cara”, do respeito às normas, à autoridade e do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento;
EU ACUSO os “cabeça–boa” que acham e ensinam que disciplina é “careta”, que respeito às normas é coisa de velho decrépito,
EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis;
EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas gabam-se de colar nas provas, assim como ACUSO os professores que, vendo tais alunos colarem, não têm coragem de aplicar a devida punição.
EU VEEMENTEMENTE ACUSO os diretores e coordenadores que impedem os professores de punir os alunos que colam, ou pretendem que os professores sejam “promoters” de seus cursos;
EU ACUSO os diretores e coordenadores que toleram condutas desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos pequenos incidentes é diretamente responsável pela ocorrência dos incidentes maiores;
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