sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A eficiência da política pública em debate

A Prefeitura Municipal de João Pessoa concedeu um reajuste de salário aos professores da rede de ensino:

(...) o aumento salarial para professores, técnicos e especialistas de toda Rede Municipal de Ensino. De acordo com a tabela divulgada, um Professor Polivalente que recebia R$ 1.129,37 (25horas) receberá R$ 1.531,60 (30 horas) e o professor com Licenciatura Plena passará de R$ 1.465,86 (25 horas) para R$ 2.042,24 (30 horas), superando valor definido pelo Ministério da Educação (Mec).


A secretária de Educação considera que o aumento será um estímulo "para que haja um maior compromisso com o aprendizado dos alunos e envolvimento com as ações pedagógicas da escola e atendimento às famílias."

No mais, a prefeitura contará com os chamados Creis, que funcionam diariamente das 07h às 17h, acolhendo crianças de dois a cinco anos de idade. Cada unidade tem capacidade para atender cerca de 120 crianças e conta com um gestor, um especialista (psicólogo ou pedagogo) e um professor e um monitor (por sala).

Comento: quem seria contra políticas como essas? Só um louco pode duvidar da eficiência dessas ações!

Pois bem, o aumento salarial parece ser uma política que visa o bem estar dos professores. E os professores adicionais (monitores)? Talvez isso também não possua um grande efeito sobre a educação das crianças.

Quem sabe com políticas bem mais simples e menos dispendiosas, chegaríamos a resultados mais expressivos. É o que dizem neste texto:

WORMS: IDENTIFYING IMPACTS ON EDUCATION AND HEALTH IN THE PRESENCE OF TREATMENT EXTERNALITIES

Notem que não afirmei nada. Usei sempre "parece", "talvez", "quem sabe". A razão é que as políticas públicas não podem ter a sua eficiência atestada (ou descartada) pelo senso comum. É preciso avaliá-las. E não estamos fazendo isso.

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