quinta-feira, 1 de março de 2012

A cultura popular nordestina em verso e quotas



Há quem admire a cultura nordestina pelo simples fato dela ter sido produzida no Nordeste. Eu não penso assim. Para mim o Bumba meu Boi não passa de um cara fazendo papel de ridículo embaixo de uma fantasia mal feita. O maracatu idem, só que sem a fantasia de boi. Ariano Suassuna é um cara que odeia estrangeirismos, mas torce pelo Sport Club do Recife. Já o movimento Manguebeat é uma reunião de batedores de tambor. E por aí vai.

Contudo, é inegável que o apoio a, dita, cultura popular possui grande apelo junto ao eleitorado, principalmente, frente aos ‘formadores’ de opinião, representados em primeira e (até) última instância, por professores de algum departamento obscuro de uma universidade pública.

Pensando nisso, o deputado Daniel Coelho (PSDB/PE) (Jênio, com J), propôs uma lei que defende autor pernambucano:

Aprovada no começo da semana, a lei estadual 53/2011, de autoria do deputado Daniel Coelho (PSDB) foi bem-recebida, mas não é unânime. O texto prevê que as livrarias pernambucanas passem a contar com 5% de livros nordestinos em suas prateleiras, sendo metade desse percentual (2,5% do total) reservado a autores do Estado. Quem descumprir, pode ser advertido e até pagar uma multa entre R$ 1 mil e R$ 10 mil.”


O título do posto do Selva Brasilis resume tudo: “Para Que Shakespeare se Temos Patativa do Assaré?”

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