quarta-feira, 16 de outubro de 2013

The Knoxville Economics Forum

The Knoxville Economics Forum, established in 2010,
is a non-profit organization dedicated to the open discussion of economic policy issues.


Unemployment and Debt
PETER DIAMOND, November 8th, 2013
Club Leconte, Breakfast begins at 7:30 AM

The Forum is pleased to welcome Peter Diamond to the podium for a discussion of national economic policy and the labor market. Dr. Diamond is an Institute Professor Emeritus at MIT where he taught from 1966 to 2011. He was one of the three 2010 economics Nobel laureates for their work on job search and unemployment. Dr. Diamond is also known for his work on optimal taxation and his overlapping-generations analysis of the effects of the public debt. He has written about national pensions in many countries. He has been President of the American Economic Association, of the Econometric Society, and of the National Academy of Social Insurance.

Link HERE.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Destruicao de empregos?

Quem nunca ouviu argumentos do tipo: se eu não jogar lixo no chão, então os garis perderão o emprego? ou; as maquinas estão tomando o lugar dos humanos (a versão "das ruas" para a visão de que a tecnologia destroi empregos).

Pois bem, estudos como este:

TECHNICAL CHANGE AND THE RELATIVE DEMAND FOR SKILLED LABOR:
THE UNITED STATES IN HISTORICAL PERSPECTIVE


apresentado na UTK na ultima sexta-feira, contestam esta visão. O autor, Robert A. Margo, defende, em inúmeras outras coisas, a tese de que a tecnologia vem aumentando a divisão do trabalho. A boa notícia é que há uma substituicão dos empregos blue-collar pelos white-collar.

Ou seja, a qualificacão é, cada dia mais, condicão necessaria para a alocacao no mercado de trabalho.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Link

Materia para o Jornal Valor Economico:


O fim da vigência da lei segundo a qual o piso salarial brasileiro é corrigido anualmente pela inflação do período mais a variação real do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores, previsto para 2015, pode trazer não só desconforto ao novo governo, como acender o sinal amarelo no ritmo de redução da desigualdade de renda no Brasil. Nos últimos dez anos, uma combinação de programas de transferências de renda, melhorias no mercado de trabalho e expressivos aumentos salariais acima da inflação derrubaram os índices de desigualdade no país.

A reportagem é de Flavia Lima e publicada pelo jornal Valor, 28-08-2013.

De 2001 a 2011, o Índice de Gini relativo à renda domiciliar caiu 12% no Brasil, o que, segundo especialistas, é um recuo bastante relevante para um índice que costuma se mover a passos de tartaruga. Quanto mais baixo o Gini, menor a desigualdade. Criado pelo italiano Corrado Gini, o índice mede o grau de concentração de renda e varia de zero (perfeita igualdade) a um (desigualdade extrema)

No período, a renda proveniente do trabalho contribuiu com 62% da queda do indicador. Apenas os reajustes reais do salário mínimo responderam por 16% da queda do Gini. Somados à previdência (que se move basicamente com base nos aumentos do salário mínimo), os reajustes contribuíram com 25% da queda da desigualdade no período, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), feitos com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE.

Sem os reiterados aumentos do salário mínimo acima da inflação, o país não estaria na estaca zero em termos de redução das iniquidades de renda, mas é certo que teria uma história bem menos interessante para contar. Parte dos economistas dizem, no entanto, que os aumentos reais de salário mínimo representariam um fator precário de redução de desigualdade, com alto potencial inflacionário e data de validade.

Há outro fator de preocupação: a legislação em vigor, segundo a qual o piso salarial brasileiro deve ser corrigido anualmente pela inflação do período (medida pelo INPC) mais variação real do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores, vale só até 2015.

Dessa forma, afirmam os especialistas, a política de redução de desigualdade deveria caminhar no sentido de melhorias educacionais com impactos importantes sobre a produtividade do trabalho em todos os níveis de qualificação. "A qualificação e aumento da produtividade dariam fôlego para aumentos de rendimento do trabalho e redução da desigualdade. Hoje, estamos numa trajetória inviável de aumentos do rendimento do trabalho acima da produtividade", diz Sonia Rocha, economista e pesquisadora do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (IETS), um "think tank" voltado para estratégias para o desenvolvimento

A pesquisadora reconhece que os aumentos reais do salário foram fundamentais para a queda do desigualdade no país, não só por meio do impacto do salário mínimo via mercado de trabalho, mas também via transferências de renda previdenciárias ou assistenciais. Com relação à previdência, diz Sonia, metade das aposentadorias pagas tem o valor igual ao do salário mínimo. No caso das transferências assistenciais, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago mensalmente por idade ou invalidez a cerca de 3,6 milhões de indivíduos pobres tem, por lei, valor igual ao salário mínimo.

Sonia avalia, contudo, que após um período vigoroso de reajustes salariais reais - de 1997 a junho de 2013, diz ela, os ajustes representaram um ganho real de 108% para o salário mínimo -, é possível que a política esteja perto do seu esgotamento. "Em algum momento, que pode estar próximo, o salário mínimo deixará de ser sancionado pelo mercado de trabalho e o efeito distributivo positivo do aumento real do salário mínimo seria neutralizado por aumentos indesejados sobre as taxas de desemprego e de formalização."

Sergei Soares, pesquisador do Ipea e especialista em desigualdade, avalia que os efeitos de desemprego, não presenciados nos últimos anos, em algum momento podem vir à tona, se o salário mínimo continuar crescendo muito acima da inflação. "É o efeito francês, em que os aumentos do salário mínimo não influenciam demais na desigualdade, porque acarretam efeitos de desemprego quase tão grandes quanto os efeitos de redução de desigualdade entre os que continuam empregados."

Segundo Soares, é possível que a desigualdade de renda caia a um ritmo um pouco menor, se a política vigorosa de aumentos reais de salário mínimos for abandonada. "Fora uma mudança muito drástica no crescimento econômico do país, alguma coisa inesperada como uma crise cambial muito forte, podemos contar com a desigualdade caindo por outra década".

A importância da discussão pode ser medida pelo tamanho da desigualdade de renda que ainda persiste, diz Soares. Apesar do imenso progresso dos últimos anos, o país ainda é extremamente desigual. Nas contas do pesquisador, se o Gini se mantiver nesse ritmo, serão necessárias pelo menos mais duas décadas e meia para que o país chegue perto do Canadá.

Também do Ipea, Fernando Gaiger afirma que aumentos salariais acima da inflação em um movimento de crescimento econômico e da produtividade são excelente motor de redução da desigualdade. Mas, segundo ele, o atual cenário, com o PIB andando de lado, falta de incrementos à produtividade e inflacao ao redor de 6% ao ano, pode afetar a dinâmica distributiva.

Como uma das possíveis saídas ao impasse, Naércio Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper, fala da importância de aumentar o porcentual de pessoas que chegam ao ensino superior e melhorar a qualidade da educação pública, ajudando a diminuir as desigualdades de renda entre estudantes das escolas públicas e privadas.

João Saboia, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), também acredita que o processo de queda das disparidades de renda deve seguir com o aumento da escolaridade da população, cujo nível ainda é muito baixo quando comparado com aos vizinhos latino-americanos. Ele ressalta ainda que o desenvolvimento do ensino técnico pode ter um papel importante na produtividade do trabalho e obtenção de salários mais elevados no futuro, com os programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, como um complemento voltado para os excluídos.

Saboia acredita, porém, que os aumentos reais do mínimo ainda têm papel importante nesse jogo. Lembra que as discussões de distribuição de renda no Brasil usualmente utilizam os dados da PNAD, que não captam os ganhos de capital, como aplicações financeiras, bastante concentradas no topo da pirâmide de rendimentos. "Se considerados esses rendimentos, certamente o Gini do país ainda seria mais elevado."

Analistas discordam em relação à política do mínimo

Os aumentos salariais acima da produtividade têm como efeito colateral uma forte pressão inflacionária, cujos impactos, do lado da oferta, ocorrem quando as empresas repassam parte dos custos para os preços dos produtos e, do lado da demanda, via aumento do consumo e elevação dos preços, avalia Erik Figueiredo, professor da Universidade Federal da Paraíba e coordenador do Núcleo de Estudos em Economia Social (NEES).

Segundo Figueiredo, esse tipo de política pode acarretar perda da competitividade das empresas, aumento do desemprego e da inadimplência, além de perda de poder de compra da população mais pobre. "O Brasil não só tem uma das maiores desigualdades totais do mundo, como tem um dos piores índices de desigualdade de oportunidades.

Figueiredo chama esse tipo de medida de política de redução precária da desigualdade. "Se você faz uma política de redistribuição que não cuida, ou que destrói de certa forma, os fundamentos macroeconômicos, o ganho de hoje pode ser a perda de amanhã", diz.

Sergio Firpo, professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV), diz que a política do salário mínimo não deve ser encarada como uma política de combate à redução da desigualdade, pois não há hoje grande parcela da população recebendo o mínimo, ou múltiplos do mínimo, como ocorria nos períodos de alta inflação, com os salários indexados ao mínimo. "As transferências de renda que impõem certas condicionalidades, como a frequência escolar, fazem muito mais sentido", diz.

João Saboia, da UFRJ, discorda. Para haver redução da desigualdade, diz, o ideal é que os salários subam e que a produtividade também aumente, mas que os menores níveis se elevem mais que os maiores. Para ele, o salário mínimo pode seguir a política atual de reajustes acima da inflação pelo menos até o ponto em que for avaliado que já atingiu nível compatível com a produtividade dos trabalhadores menos qualificados. "A partir daí o mínimo pode crescer em termos reais, segundo o aumento médio da produtividade."

sábado, 10 de agosto de 2013

Essa tal liberdade ...

“O que é que eu vou fazer com essa tal liberdade...”

O filósofo Alexandre Pires nos alertou sobre o desamparo daqueles que, sem a ‘proteção’ estatal, se vêem jogados aos sabores do mercado. Seguindo a linha dos que interpretam as musicas do Chico Buarque, concluo que Alexandre nos alertou sobre os efeitos da liberdade econômica em um país com elevada desigualdade. Afinal, todos aprendemos que a economia de mercado concentra a renda, dado que os neoclássicos (peguei este termo emprestado com o Nassif), se preocupam com a eficiência, não com a distribuição.


Minha adolescência intelectual só permitia chegar até essa conclusão, até o professor Roberto Ellery destruir a minha ilusão com este post: Liberdade e Desigualdade, o que dizem os dados?

O fato é que a liberdade econômica faz muito bem para a distribuição. Os exemplos podem ser notados nos países que estabilizaram e abriram suas economias. Ou seja, duas fontes de liberdade, uma vez que a abertura nos joga no meio do capitalismo selvagem internacional, não nos deixando alternativa se não nos qualificar para se enquadrar a produtividade internacional e; a estabilização nos permite planejar o que podemos fazer com o nosso dinheiro.

O artigo de Galor e Zeira (Income distribution and macroeconomics. Review of Economics Studies, v. 60, 1993), por exemplo, nos mostra que esse movimentos causam uma maior concentração de renda no curto prazo, porém, com uma redução expressiva da desigualdade no médio prazo. Trocando em miúdos, as pessoas mais educadas se beneficiam no início, porém, elas servirão como um “farol” para os não educados que buscarão qualificação. (In)Felizmente, o resultado do investimento educacional só é percebido anos depois (uns caras aí mostraram que isso funcionou no caso brasileiro - AQUI).

Pois bem, o post do Roberto me estimulou a afirmar que a redução da desigualdade brasileira, observada nos últimos anos, possui um forte elemento da abertura econômica. O problema é que os analistas oficiais acham (de coração, sério!) que se duas coisas andarem juntas, então uma causa a outra: política social crescente e desigualdade caindo, então…

Em homenagem a eles, clamo: mais créditos para o Fernando Collor e leiam mais a obra do Alexandre Pires:

“Eu andei errado, eu pisei na bola…”

terça-feira, 30 de julho de 2013

Pensamento

Alguém consegue mensurar os efeitos da abertura econômica, do controle inflacionário e dos programas de redistribuição de renda sobre estas variáveis: a) longevidade; b) educação e; c) renda?

Dado que não há uma resposta precisa, então, não é possível fazer comparações entre mudanças no IDH e os governos FHC, Lula e Dilma.

Devemos lembrar que duas variáveis podem até caminhar juntas, mas isso não indica que uma “causa” a outra. Esse tipo de associação é até aceitável em debates de mesa de bar, ou em manchetes jornalísticas. Mas nunca “na boca” de um estudante mediano de economia.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

IPEA de novo

Vou reeditar um post de 2011, como resposta a algumas questoes levantadas pelo Presidente do IPEA, Marcelo Neri:
Neri faz análise sobre crescimento inclusivo do Nordeste

Em relação às desigualdades econômicas do Brasil, o ministro disse que por pessoa, em termos reais, a renda dos 10% mais pobres cresceu 91% entre 2001 e 2011, enquanto o rendimento dos 10% mais ricos teve um aumento de 17%, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE). Com foco no Nordeste, Marcelo Neri afirmou que em 2009 as rendas per capita eram mais baixas, e que houve um processo de evolução. “Além das rendas entre estados, se olharmos a distribuição entre os municípios, no período de 2000 e 2010, é possível observar uma queda das desigualdades”, complementou o ministro. (Grifo meu).

Novamente o IPEA destaca a redução do índice de Gini entre os municípios, destacando o Nordeste.

Dito isto, vejam estas figuras e depois eu as comento.



O que elas informam? Elas sintetizam a evolução das rendas per capita estaduais não ponderadas e ponderadas pela população.

Pois bem, a Figura 1 mostra que de 1991 a 2007 a densidade está convergindo para uma bimodal. A Figura 2, onde as rendas são ponderadas pela população, reforça a tendência (na verdade a acentua).

Ou seja, mesmo sem um cálculo específico, posso afirmar que houve um aumento na polarização. Em outras palavras, os estados ricos estão se distanciando dos estados pobres.

Vejamos o fenômeno da polarização mais de perto: a polarização, no sentido de Esteban e Ray, baseia-se na identificação e na alienação. Imaginemos uma bimodal, quando mais homogêneo for cada grupo (menor desigualdade intra grupos) e quanto maior for a alienação (desigualdade entre grupos), maior o polarização. Note que a menor desigualdade intra grupos reduzirá a variância da distribuição bimodal. Logo, é perfeitamente possível que haja uma redução no Gini e um aumento na polarização.

É isto que acontece com os dados Estaduais. As rendas não ponderadas apresentam uma desigualdade de 0.2988, em 1991, e de 0.2886, em 2007. E os dados municipais? Meus resultados indicam que o comportamento é similar.

Concluindo: IPEA, uma redução nos Ginis dos municípios pode significar que os municípios pobres estão cada vez mais parecidos e relativamente mais distantes dos municípios ricos.

Com relacao ao efeito do PIB sobre a desigualdade, tambem destacado por Marcelo Neri, Eu e o Laurini temos uma visao menos otimista. Na verdade, mostramos que os estudos relacionados 'a captacao da elasticidade do crescimento em relacao 'a pobreza devem ser revistos. (AQUI)

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Menos um mais um = ...

O Movimento Passe Livre da Paraiba esta, neste momento, contribuindo para o bem do Estado.
Ao invadir a Assembleia Legislativa (AQUI), os estudantes que nao estudam, nem trabalham, evitam que os nobres deputados aprovem leis como esta:

Cinemas da PB vão ter que exibir propaganda pública antes de sessões

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Curiosidade academica

Amostra: 5 revistas nacionais Qualis Capes - Economia;
Dados: tempo para o primeiro parecer e tempo para o parecer final - em meses.

Curiosidades:

a) O numero médio de dias da submissão até o parecer final caso um (ou mais) dos coautores possua vínculo com a Instituição que hospeda a revista, é de 210 dias;

b) Caso nenhum dos autores possua tal vínculo, a espera média sobe para 340 dias.

Evidente que não se pode atribuir essa diferença a um viés pró “time da casa”. Como já mencionado, é só uma “curiosidade”.

Contudo, pretendo ampliar esse banco de informações. Controlar pela “qualidade” dos pesquisadores, pela qualidade da revista ...
Aguardem!

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Salário mínimo e distribuição de renda

A relação entre salário mínimo e distribuição de renda é, em principio, clara. No Brasil, as pesquisas indicam que os sucessivos aumentos no Salário Mínimo – SM (crescimento de real de 30% entre maio de 2005 e maio de 2009), são responsáveis por 1/3 da queda no índice de concentração de renda (em especial, o índice de Gini, que passou de 0.57 para 0.54 nesse mesmo período). O grande problema é que as elevações do SM foram muito superiores ao aumento na produtividade do trabalho (que cresceu apenas 1% nos últimos anos).


Esse tipo de reajuste possui uma forte pressão inflacionaria, tanto do lado da oferta, quando as empresas repassam parte dos seus custos para os preços dos seus produtos, quanto do lado da demanda, via aumento do consumo, e elevação dos preços em um segundo momento. As consequências são diversas, podendo-se destacar: 1) a perda da competitividade das empresas; 2) o aumento do desemprego; 3) o aumento da inadimplência; 4) a perda de poder de compra da população mais pobre, entre outras.

Diante desse cenário, pode-se questionar: qual a vulnerabilidade desses ganhos salariais? Em outras palavras, reduz-se a desigualdade hoje (Gini no curto prazo), mas diante de um cenário futuro marcado pela inflação e desemprego, pode-se garantir que esse ganho distributivo será sustentável?

As pessoas que saíram de uma situação de pobreza, ou que entraram no que o Governo Federal chama de “nova classe média”, não estão completamente seguras em suas novas posições. Ou seja, o não pobre hoje, pode se tornar pobre amanha. A nova classe média, pode voltar a ser classe baixa em um futuro próximo. Há muita incerteza na dinâmica da distribuição da renda.

Uma boa política redistributiva deve focar na redução dessas incertezas. Isso não esta acontecendo no Brasil, pois, os ‘ganhos’ redistributivos se dão de forma artificial. O aumento do salário mínimo acima da produtividade é um exemplo. As politicas de transferência de renda, sem a preocupação com a qualificação dos indivíduos (tampouco com a qualidade de uma eventual qualificação), é outro exemplo.

Na maioria dos casos, pesquisadores e membros dos governos destacam os ‘avanços’ redistributivos observando apenas a face estática da distribuição. O que não se enxerga, na maior parte das vezes, é que esses avanços são pautados em medidas frágeis que, no futuro, podem acarretar em perdas.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Isto a Globo nao mostra

Quem nunca leu uma mensagem anti Rede Globo nas redes sociais? Os famosos "Um dia sem a rede Globo", aumentaram nos ultimos meses, porem, como de costume, sem produzir efeito algum na audiencia do Canal de televisao carioca (o Leandro Sarubo mostra isso AQUI).

O fato e' que a Globo continua a influenciar o dia a dia do brasileiro, como mostram essas duas pesquisas:

Soap Operas and Fertility: Evidence from Brazil
Chong, Alberto
Duryea, Suzanne
La Ferrara, Eliana


Television and Divorce: Evidence from Brazilian Novelas
Chong, Alberto
La Ferrara, Eliana


A primeira afirma que as novelas contribuiram para a queda da fertilidade das familias brasileiras - O efeito colateral e' a quantidade de criancas batizadas com nomes de 'herois' e 'mocinhas' de novelas. A segunda sugere que a emissora possui uma influencia no aumento do numero de divorcios.

Os resultados podem ate ser contestados, mas nao deixam de ser curiosos.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Word vs LaTeX

Os usuarios do TeX/LaTeX enfrentam muito mais do que as barreiras computacionais impostas pelos programas. Algumas revistas (e nao sao poucas), simplesmente nao aceitam submissoes nestes formatos. Vejam um exemplo:

Authors: Please click the 'Login' button from the menu above and log in to the system as 'Author'. Then submit your manuscript and track its progress through the system. A wide range of submission file formats is supported, including: Word, RTF, GIF, JPEG, Excel and Powerpoint. PDF is not an acceptable file format.

E que tal as exigencias cientificas da ANPEC:

máximo de 20 páginas, incluindo as referências bibliográficas e anexos;
. tamanho do papel no formato A4;
. fontes Arial ou Times New Roman, tamanho 12;
. espaçamento simples entre linhas;
. margens laterais em pelo menos 1,5 cm;
. margens inferior e superior em pelo menos 2 cm;

Ou seja, parem de compilar documentos. Em economia, o Word e' a plataforma cientifica.
Dureza!

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Venham para rua, pesquisadores

Seguindo a onda de manifestações, lanço algumas reinvindicações para a academia brasileira, em especial a de Economia:

1) Que os editores leiam os papers e adotem a “rejeição de mesa”, evitando, com isso, o envio de textos de baixa qualidade para os pareceristas;

2) Que os pareceristas cumpram o prazo de envio dos julgamentos. Lembrando: o trabalho é voluntário, mas a partir do momento em que se aceita emitir o parecer, se deve cumprir todas as regras estabelecidas pela revista;

3) Que os congressos não adiem os prazos para a submissão dos artigos. Essa postura prejudica quem cumpre as obrigações e ajusta seu ritmo de trabalho para se adequar a data;

4) Que as bancas de congressos sejam formadas, exclusivamente, por pessoas com experiência acadêmica (publicações);

5) Que a CAPES adote uma avaliação mais rígida da produção acadêmica, de preferencia a partir de um ranking de pontuação internacional;

6) Que aqueles que se intitulam professores/pesquisadores cumpram suas obrigações de pesquisa, passando a, por exemplo, fazer comentários em versões previas de artigos e responder solicitações de envio de banco de informações e procedimentos empíricos;

7) Que haja uma maior fiscalização sobra a autenticidade do conteúdo dos currículos Lattes.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Indices de desigualdade de oportunidades municipais

A primeira versao do artigo "Uma proposta para a mensuracao dos indices de desigualdade de oportunidades municipais", acaba de ficar pronta. O trabalho realizado pelos pesquisadores do Nucleo de Estudos em Economia Social (NEES), Danyella Brito, Marcus Vinícius Silva e os professores Erik Figueiredo e João Ricardo Ferreira de Lima (EMBRAPA), calcula os indices de desigualdade de oportunidades municipais.


O banco de dados pode ser obtido AQUI.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Recordar e' viver: Anedota (post publicado em 7 julho de 2009)

Um Aluno fala com o professor Erik Figueiredo: Professor, parabéns pelas publicações recentes. Vi o seu Currículo Lattes ontem à noite.

Erik responde: obrigado, mas é o meu trabalho. Faço por prazer [Resposta correta: quero uma bolsa de produtividade].

Aluno: o senhor poderia disponibilizar os papers ainda não publicados?

Erik: claro, quais deles, meu querido!

Aluno: Tenho interesse nos artigos:

Is Income Mobility Socially Desirable? Quarterly Journal of Economics, forthcoming.

Ethical indices of income mobility. Econometrica, forthcoming.

Transfer principles and inequality aversion with an application to optimal growth. American Economic Review, forthcoming.

Ex-ante and ex-post welfare optimality under uncertainty. Journal of Economic Theory, forthcoming.

Que bom que se interessa por minha pesquisa, me passe seu email que te enviarei os artigos em breve.

O tempo passa e surgem alguns detalhes: o professor Erik nunca enviou os artigos. Nunca apresentou esses resultados tão maravilhosos, dignos de publicações top. E o MAIS curioso, o “forthcoming” não se transforma em um v. 59, n. 2, 2009, por exemplo.

Desconfiados disso, os membros da comissão de avaliação da CAPES escrevem para os editores das revistas listadas [ah, se isso fosse verdade, eles nunca verificam], e para a surpresa de todos, os artigos nunca foram aceitos [nem foram enviados].

A reação natural é punir o senhor professor Erik Figueiredo.

Diante do escândalo, o professor Erik Figueiredo marca uma entrevista coletiva no campus da UFPB [poxa, o cara é importante!]. Nela o professor declara:

De fato há um erro nas informações divulgadas pelo Sistema de Currículo Lattes.
Contudo, prometo a todos vocês, que sabem que sou honesto, que vou apurar de quem foi a responsabilidade pelas informações publicadas, já corrigidas (vejam o link do currículo Lattes na barra lateral).

Acharam tudo isso um absurdo? Falem sério, então vocês não leram isso AQUI.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Gente honesta!

Enquanto isso, na terra do povo honesto que vai as ruas pedir o fim da corrupcao:

Olá meu nome é XXXX, recebi este e-mail, e apesar de não costumar ler este tipo de e-mail, resolvi ler e achei muito interessante o programa. Antes de deletar, gaste ou ganhe, uns minutinhos e leia até o final para tirar suas conclusões. Creio que seja uma ótima oportunidade para aumentar a renda e quero muito que a prosperidade venha fazer parte de nossas vidas, as vezes pequenas ações como essa pode mudar a nossa trajetória.
O mais importante é ACREDITAR E AGIR, não tem segredo.

Obrigada a todos um grande abraço.

Boa Sorte!!

A Revista Exame não encontrou falhas neste Programa

Leia o texto com atenção e veja como é diferente dos outros e como realmente funciona.

NÃO PRECISA VENDER NADA, E NEM FICAR ABORDANDO SEUS AMIGOS NA RUA OU INDO EM SUAS RESIDÊNCIAS PARA CHATEAR, SÓ IR A UM CAIXA 24 HORAS E FAZER SEU DEPÓSITO, E ESPERAR PARA CONFERIR.
(...)

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Tese em ciencia politica

Italo Fittipaldi, professor de Ciencia politica da UFPB, Doutorando do Programa de Pos-Graduacao em Ciencia politica da UFPE e um dos coordenadores do Nucleo de Estudos em Economia Social, defendera' sua Tese amanha, às 10:00 da manha, no auditório do 14º do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política:

VENHA A NÓS O VOSSO VOTO: Evidências empíricas do ciclo de pork barrel em arenas de políticas públicas nos estados brasileiros.



BANCA EXAMINADORA:

Prof. Dr. Enivaldo Carvalho Rocha (UFPE/DCP) - Orientador
Prof. Dr. Ricardo Borges Gama-Neto (UFPE/DCP) – Co-orientador
Prof. PhD. Saulo Souza (UFPE/DCP) - Examinador interno
Profª. Dra. Natália Guimarães Duarte Sátyro (UFMG/DCP) - Examinador externo
Prof. Dr. Manoel Leonardo Santos (UFMG/DCP) - Examinador externo

terça-feira, 18 de junho de 2013

Podemos ter Pobreza ou pobreza, escolha uma

O The Amplifier é um jornal ligado as causas socias de Knoxville. (Reportagem AQUI.) A edicao deste mes traz uma reportagem sobre o gap de renda na cidade.


Para resumir:

"Tennessee's minimum wage of $7.25 an hour allows a full-time employee to garner a meager $13,920 a year, before taxes. Sitting directly below that amount is the National poverty line for an individual, precisely $11,490."

Isso mesmo, fazendo uma conversao grosseira, a linha de pobreza norte americana é de $957.5 por mes, ou melhor, 2 mil reais mensais (DOIS MIL REAIS - E EM CAIXA ALTA). Isso em um país onde o imposto médio é de 10% (contra os 40% do Brasil), e com alimentacao, transporte e lazer baratos. Pode-se, por exemplo, comprar um bom automóvel por 3 mil dolares, ou seja, 3 vezes a linha de pobreza(Vejam AQUI). Me digam, qual automovel podemos comprar com 3X a linha de pobreza do Brasil, ou melhor, com R$ 210?

Antes que voces digam: "Erik nao me mate de vergonha, voce está misturando pobreza relativa com absoluta". Eu digo, é justamente isso que quero fazer, pois, a pobreza sempre vai existir. Só quero mostrar que podemos vislumbrar um nivel de bem estar superior, com menos impostos e menos intervencao estatal.



domingo, 16 de junho de 2013

No ar...

Dear Figueiredo,
Your article More equal but not so fair: an analysis of Brazilian income distribution from 1995 to 2009 has just been published and is available as 'Online First' on SpringerLink:

http://www.springerlink.com/openurl.asp?genre=article&id=doi:10.1007/s00181-013-0714-5

It is fully accessible to all users at libraries and institutions that have purchased a SpringerLink license. If your article is published under one of our Open Access programs, it will be freely accessible to any user(...)

domingo, 9 de junho de 2013

A violencia é fruto da injustica social?

(Antes de prosseguir, devo alerta-los: assim como os especialistas da área, não sei anda sobre economia do crime. Contudo, também serei irresponsável e despejarei informações sem fundamento algum.)

Os 'especialistas' em criminalidade adoram vomitar suas teses sobre violência. Um vigia de um colégio em São Paulo foi colocado de joelhos e abatido com o tiro na nuca? Eles explicam: “os jovens que praticaram esse ato não tinham noção da brutalidade, eles só querem ter um nível de consumo maior. Só querem ser alguém dentro da comunidade em que vivem”. Em resumo, ninguém é responsável pelos próprios atos, é tudo culpa de uma sociedade consumista.

Essa visão é difundida por idiotas de todo tipo. Haverá sempre uma psicóloga da PUC/SP ou algum professor barbudinho da FFLCH/USP reforçando a tese de que a injustiça social produz a violência. Recentemente, um estudo de duas pesquisadoras do IPEA, Luseni Aquino e Enid Rocha, intitulado “Desigualdade social, violência e jovens no Brasil”, afirmou:

“A desigualdade social está entre as maiores causas da violência entre jovens no Brasil. Ela é o grande contexto, o pano de fundo, onde vive a população mais atingida por esse problema: as pessoas entre 15 e 24 anos.”

Quanta injustiça social!.

Contudo, apesar das evidencias tão solidas, fiquei curioso em observar que, entre 2010 e 2011, houve um aumento de 174% no numero de assaltos a ônibus na cidade de Joao Pessoa.* No mesmo período, a cidade passou a ocupar o honroso segundo lugar no ranking das capitais brasileiras com maior taxa de homicídios.** Tudo isso, sob um cenário de reduções expressivas nos índices de pobreza e indigência (queda de 25%) e desigualdade. (cenários similares podem ser observados em diversas outras cidades). (A Figura abaixo sintetiza os dados).



O próprio IPEA, nas palavras do seu presidente, Marcelo Neri, afirmou que o cenário distributivo atual se caracteriza por:

“(...) pessoas que vivem em famílias chefiadas por analfabetos tiveram 88,6% de aumento da renda, contra 11,1% de decréscimo para aquelas cujo chefe familiar possui 12 anos de instrução regular ou mais. No Nordeste, a renda cresceu 72,8%(...)

Confesso, não consigo entender mais nada! Será que nossos especialistas vao precisar de uma nova tese?


*Secretaria de Segurança Pública da Paraíba (SSPPB). Materia do Portal Correio (AQUI)
**Mapa da violência 2013. (AQUI).
***IPECE. (AQUI).

Este post foi inspirado em um comentário do professor Roberto Ellery.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Divulgando

Programa de Pós Graduação em Economia
SEMINÁRIOS - PPGE

"Conjuntura Econômica"

APRESENTAÇÃO: PROF. PEDRO CAVALCANTI GOMES FERREIRA
PhD PELA UNIVERSITY OF PENNSYLVANIA (1993). DESDE 1993 É
PROFESSOR DA ESCOLA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECONOMIA DA
FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS.

Dia: 11.06.2013 (Terça-feira)
Horário: 15:00h
Local: Auditório Azul – CCSA/UFPB

terça-feira, 28 de maio de 2013

Ainda resta esperanca?

Enquanto uma norte americana de 18 anos cria um supercapacitador capaz de recarregar baterias de celulares em segundos (AQUI); adolescentes brasileiras, denominadas de Neymazetes, gritam: Neymar, faz um filho em mim! (AQUI)

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Sentimentos e ciclos economicos

Lembram do refrao da musica "Fui eu", de Jose Augusto:

Sentimento, dói com o tempo
E a solidão não quer parar de machucar
Sentimento, dói com o tempo
Meu coração não quer ninguém no teu lugar.



Ela inspirou os pesquisadores George Angeletos e Jennifer La'O. Enfim, os sentimentos nao soh aumentam a dor no coracao do homem abandonado, como tambem possuem efeito sobre o ciclo economico:

Sentiments
George-Marios Angeletos
MIT and NBER
Jennifer La’O
Chicago Booth and NBER

Abstract:This paper develops a new theory of fluctuations—one that helps accommodate the notions of “animal spirits” and “market psychology” in unique-equilibrium, rational-expectations, macroeconomic models. To this goal, we limit the communication that is embedded in a neoclassical economy by allowing trading to be random and decentralized. We then show that the business cycle may be driven by a certain type of extrinsic shocks which we call sentiments.
These shocks formalize shifts in expectations of economic activity without shifts in the underlying preferences and technologies; they are akin to sunspots, but operate in unique-equilibrium models. We further show how communication may help propagate these shocks in a way that
resembles the spread of fads and rumors and that gives rise to boom-and-bust phenomena. We
finally illustrate the quantitative potential of our insights within a variant of the RBC model.


Versao Publicada na Economterica AQUI.

domingo, 19 de maio de 2013

O Brasil progressista

Dias atrás, o Adolfo Sachsida expressou sua preocupação com uma eventual adoção de cotas para pesquisadores no CNPq.
A razão para isso foi a obrigatoriedade do preenchimento do campo "raça" no curriculum Lattes.

Infelizmente, isso é factível, uma vez que o CNPq já adota um sistema de cotas. Basta olhar os editais, em especial, o Universal, onde:

Uma parcela mínima de 30% do total de recursos será destina para projetos de pesquisadores vinculados a instituições sediadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, incentivando a expansão e a consolidação do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.

A razão para isso é a disparidade dos pesquisadores dessas regiões em relação ao Sul e Sudeste ... blá, blá, blá...
Ou seja, embora possa nao ser regra, esse sistema nao exclui a possibilidade do Conselho financiar uma pesquisa que leva do nada a lugar nenhum, só porque o individuo ensina no Norte/Nordeste/Centro-Oeste. Coitados de nós que necessitamos disso, coitados de nós que financiamos isso.

Contudo, isso nao é o mais grave! Que tal um indivíduo que há anos escreve panfletos políticos, tais como:

Lula e Bush: um alegre faz de conta;
La cara del gobierno Lula;
Pós-Lulismo. Pensando um Outro Brasil;
A Esquerda e o Governo Lula. Pensando um Outro Brasil;
A Direita e o governo Lula;
Dilma as Lula's Successor: The First 100 Days;
Quién le tiene miedo a Lula y a Hugo Chávez;
A Era Chaves - História: a Venezuela antes e depois do surgimento da figura política e da liderança de seu atual presidente.

(Vou parar pois estou enjoado)

Em revistas cientificas de renome como: Carta Capital na Escola, Caros Amigos, Casa de las Américas, Revista Tempo do Mundo, Le Monde Diplomatique (e por aí vai...), conseguir se tornar BOLSISTA DE PRODUTIVIDADE NIVEL 1B?

Pois é, nao é só no twitter que o professor Emir Sader promove seu pensamento progressista. (link do curriculo Lattes AQUI.)







quinta-feira, 2 de maio de 2013

... same chance...

Uma discussao relevante levantada pelo professor John Whitehead.

'Everyone Has the Same Chance at the AER, Right?'

Note que ela vai alem do fato de encontrarmos ou nao erros em artigos cientificos.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Salami science

Me identifiquei, plenamente, com a reportagem. Nao com a reportagem em si, e sim com a repercussão dentro dos departamentos. (Link AQUI)

Tenho um punhado de artigos, mas nada relevante. Talvez uma ou duas citações internacionais, mas nenhuma que mereça destaque e, com certeza, uma serie de rejeições em journals de melhor qualidade. Contudo, a reportagem passa uma visão errônea, no meu entendimento: a existência de produtivistas (grandes pontuadores no qualis da CAPES) e dos menos produtivos, mas que estão buscando algo mais profundo e relevante.

Se olharmos para trás, veremos que o Brasil nunca foi um celeiro de grandes pesquisadores (talvez um celeiro de outras coisas). A politica da CAPES sinalizou o caminho: a produção. Houve uma massificação da produção (a maioria sem relevância), mas, pelos menos identificaram-se os tipos: os que querem produzir, e os que não querem. O passo seguinte é, a partir dessa massificação, separar os que tem talento para continuar, e os que não têm.

É evidente que estou sendo otimista em imaginar que a CAPES possui um política de médio e longo prazos. Acredito que não a tem. Mas, assim como parcela dos pesquisadores brasileiros optou pela pesquisa, sem quase nenhum retorno monetário (em especial nas Universidades Públicas), muitos, por decisão individual, optarão pela mudança de patamar da sua pesquisa.

Dito isso, retorno ao ponto inicial do post: existe mesmo uma classe de pesquisadores que sofre discriminação por não pontuar, mas estão envolvidos em grandes pesquisas? Talvez em contribuições para a fronteira da ciência econômica? Citem o nome de um deles, por favor.

O que existe é gente que pesquisa e gente que não pesquisa. A maioria do primeiro grupo produz fatias de salame. Parte deles mudarão de patamar, uma pequena parte, acredito. Em resumo, o que quero enfatizar é que aquele professor que não pontua no qualis nao esta fazendo uma grande pesquisa, ele continua a não fazer nada.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Pergunta

A frase que inicia o paper do Andrew Rose, “Do We Really Know that the WTO increases Trade?”,
American Economic Review, 2004:

Economists disagree about a lot, but not everything. Almost all of us think that
international trade should be free.


pode ser aplicada na academia brasileira?



Meu website

Cliquem AQUI

terça-feira, 5 de março de 2013

1º Encontro do NEES

O Nucleo de Estudos em Economia Social (NESS), promovera' um encontro no dia 21/03.

PROGRAMAÇÃO DO 1º SEMINÁRIO DO NEES:

DIA 21/03

10:00 ABERTURA:

Apresentação do Grupo


10:30 PALESTRA DE ABERTURA: Crescimento e Envelhecimento Populacional Brasileiro: Menos Trabalhadores e Trabalhadores Mais Produtivos?
Professor: Dr. Paulo de Andrade Jacinto PUC/RS
Doutor em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul/UFRGS

12:00 Intervalo para almoço (livre)

14:00 APRESENTAÇÃO DOS PAPERS:

Seção 01: Coordenador: Italo Fittipaldi (PPCP/UFPE e Depto de Ciências Sociais da UFPB)

PAPER 01: 'Aos Vencedores as Batatas': um Estudo sobre os Determinantes da Desigualdade Injusta Brasileira, 1995 e 2009.
Autores: Ana Claúdia Annegues da Silva (PPGE/UFPB)
Wallace Patrick Santos de Farias Souza (PPGE/UFPB)

PAPER 02: Uma Proposta para Mensuração dos Índices de Desigualdades de Oportunidades Municipais.
Autores: Danyella Juliana Martins de Brito
Marcus Vinicíus Amaral Silva

PAPER 03: Igualdade de Oportunidades: Analisando o Papel das Circunstâncias no Desempenho do ENEM.
Autores: Fernanda Leite Santana (PPGE/UFPB)
Lauro César Bezerra Nogueira (PPGE/UFPB)

15:30 APRESENTAÇÃO DOS PAPERS:
Seção 02: Coordenador: Alysson André Oliveira Cabral (Depto de Economia/UFPB)

PAPER 04: Justiça e Redistribuição: Esforço, Circunstância e Espectro Político.
Autores: Herbert de Oliveira Rêgo (Depto de Contabilidade e Finanças/UFPB)
Italo Fittipaldi (PPCP/UFPE e Depto de Ciências Sociais da UFPB)

PAPER 05: Equalizar os Níveis de Educação ou os Diferencias Salariais de Gênero? Uma Análise Contrafactual com os Dados Paraibanos.
Autores: Lucas Cândido Domingos (Graduação em Economia/UFPB)
Laís Medeiros de Sousa (Graduação em Economia/UFPB)

PAPER 06: Pobrezas Monetária e Multidimensionalnos Meios Rural e Urbano Nordestinos
Autor: Etevaldo Almeida Silva (Depto de Economia/UERN)

17:00 PALESTRAS:

17:00 Oferta Educacional e Background Familiar
Autora: Fernanda Leite Santana (PPGE/UFPB)

17:30 Pobreza Antropométrica no Brasil
Autora: Gabriela Bezerra de Medeiros (PPGE/UFRGS)


19:30 PALESTRA: “Econometria: Avaliação de Políticas Públicas e Aplicações”
Professor: Dr. Breno Sampaio PIMES/UFPE
PhD em Economia pela Universidade de Illinois - Urbana-Champaign, EUA

20:30 Apresentação do Boletim Econômico Social
Lauro César Bezerra Nogueira (PPGE/UFPB)
Herbert Vinícius Gaspar (PPGE/UFPB)

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Estudos sobre America Latina

O Departamento de Economia da UFPB, representado pelo professor Luiz Renato Lima, acaba de fechar um convênio com o departamento de estudos sobre America Latina (AQUI).
Nas palavras do professor Luiz Lima:

Este é um departamento multidisciplinar que inclui professores dos departamentos de ciências políticas, geografia, antropologia, sociologia, letras e economia.
Eu serei o representante de economia no departamento de estudos sobre América Latina. Na prática, isto significa que teremos mais facilidades para enviar alunos e professores para estudar não apenas no departamento de economia mas também nos outros departamentos acima citados, contribuindo assim para aumentar a inserção internacional da UFPB como um todo.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Richard Feynman e a educação brasileira

Compartilho o link onde Richard Feynman discute sua experiência com o sistema educacional brasileiro (dica do Sabino Porto Jr e do Thomas Kang) AQUI.


Destaco a seguinte passagem: "A ideia é a gente tentar se livrar de um sistema de ensino que privilegia à memorização em detrimento do aprendizado. Sobre o Brasil: "por fim, eu disse que não conseguia entender como alguém podia ser educado neste sistema de autopropagação, no qual as pessoas passam nas provas e ensinam os outros a passar nas provas, mas ninguém sabe nada." (R. Feynman, Nobel em Física).

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Mais um, definitivo

O ano só inicia após o carnaval.

acabo de receber a notícia da aprovação plena do meu paper em parceria com o José Luis, "More Equal But Not So Fair: an Analysis of Brazilian Income Distribution from 1995 to 2009", na Empirical Economics.

A primeira versão do artigo recebeu pancada de todos os lados. Contudo, as modificações agradaram os pareceristas:

The associate editor (AE) communicates to me: “The referee says that the paper has improved
substantially, especially regarding the correct causal interpretation of the
parameters. The use of Manski and Pepper's bound and the (although less
convincing) IV approach have made the paper much more convincing. He/she
also believes that the authors made the best they could, considering the data
available and the problem analyzed.”

Cerveja por conta do co-autor.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Esquerda, direita?

No artigo Fairness and Redistribution:
US versus Europe
, Alberto Alesina e George-Marios Angeletos assumem que os simpatizantes da 'esquerda' no espectro político, tendem a ser pró redistribuição de renda. Em outras palavras, para esses indivíduos a norma de justiça igualitária é preferível a qualquer tentativa de discriminar o esforço individual.



No entanto, os dados do World Values Survey parecem indicar o contrário.
Quando questionados sobre a situação:

"Imagine duas secretárias, com a mesma idade, e que fazem praticamente o mesmo serviço. Uma delas fica sabendo que
a outra ganha mais. A secretária que tem o salário maior é mais rápida, mais eficiente e mais confiável em seu trabalho. Na sua
opinião, é justo ou injusto que uma secretária ganhe mais que a outra?"

69% dos indivíduos de extrema direita dizem que a diferença salarial descrita acima é justa.
Contudo, na extrema esquerda ...ops, para 69% dos que se declaram de extrema esquerda a situação também é considerada justa.
Ou seja, esquerda e direita não são bons indicadores para determinar o desejo redistributivo dos indivíduos.


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Como humilhar um brasileiro?

O Brasileiro não se indigna com a corrupção e com a incompetência dos órgãos públicos, tampouco com a violência no trânsito ou com o grande número de criminosos vivendo livremente no meio da sociedade. Contudo, o brasileiro se sente extremamente ofendido se alguém o forçar a seguir regras.

Acabei de passar pelo procedimento de obtenção do visto norte americano e me cansei de ouvir a frase: “isto é uma humilhação!”. Os argumentos para esta indignação são totalmente infundados. No geral, eles se referem a: i) exigência do cumprimento do horário da entrevista; ii) postura contrária e firme diante do nosso tradicional ‘jeitinho’; iii) confirmação de informações relevantes, como renda, local de trabalho e propósito da visita; iv) repreensões relacionadas ao mau comportamento durante a visita na embaixada; v) frieza no trato pessoal.

Evidente que isso é só uma síntese rasteira, mas a questão central é que não posso me comportar na casa dos outros assim como me comporto na minha. Se não é permitida a entrada de celular, não levo o celular. Se marcam a minha entrevista às 10:00 h e pedem para chegar 15 minutos antes, obedeço. Se colocarem placas de aviso relatando os procedimentos e a postura durante a entrevista, eu as leio. Se não concordo com nada disso, nem vou lá.

Em resumo, não fui humilhado por me submeter às regras. Pelo contrário, acho que as coisas funcionam muito melhor com elas. Porém, é duro constatar que o brasileiro não se sente insultado com os desmandos de nosso país, mas vira uma fera se exigirem que ele chegue em um compromisso na hora combinada.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Blog abandonado

Ok, sei que ninguém notou, mas o blog está abandonado há muito tempo. Estou, deveras (putz!), ocupado, mas não pretendo abandoná-lo de vez, muito pelo contrário. Confesso, o medo de uma invasão do movimento dos sem blog também motivou esse meu retorno. O blog servirá como um diário para a minha aventura nos EUA (em especial, em Knoxville, Tennessee) a partir de março.

Tenho

algumas novidades relacionadas a minhas atividades acadêmicas no UFPB, e as postarei em breve. Por isso, suplico: "brasileiros, não me abandonem"!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Bolsa de produtividade

Minha Bolsa de Produtividade em Pesquisa do CNPq acaba de ser renovada. Mais três anos como pesquisador nível 2. Na próxima renovação tentarei passar para a Classe A3.